terça-feira - 19/05/2026 - 16:00h
Mossoró

Pré-candidato ligado a Álvaro Dias visita Uern e defende instituição

Rosário refugou fala incendiária do seu pré-candidato a governador (Foto: redes sociais)

Rosário refugou fala incendiária do seu pré-candidato a governador (Foto: redes sociais)

Pré-candidato a deputado estadual, o empresário Jorge do Rosário (PL) resolveu tirar carta de seguro em relação às bobagens que seu pré-candidato a governador, Álvaro Dias (PL), falou em Mossoró no último dia 9, sobre a Universidade do Estado do RN (UERN) – veja AQUI.

Dias disse que estudava uma mudança nos destinos da Uern, para aliviar custo do Estado. Com repercussão negativa corrosiva, voltou atrás e disse que não tinha dito.

Nessa segunda-feira (18), Jorge do Rosário tratou de visitar a instituição e bateu à porta da reitora – a professora-doutora Cicília Maia.

Deixou tudo claro, tintim por tintim.

“Sou filho da Uern, sou filho da escola pública”, lapidou.

Então, tá!

Engenheiro graduado pela Universidade Federal do RN (UFRN), Rosário também formou-se em Direito pela Uern.

Leia também: Vale-tudo de Álvaro Dias assusta aliados

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terça-feira - 19/05/2026 - 15:20h
Chapa majoritária

Nome cotado para vice surgiu e rapidamente desapareceu

Dia 2 deste mês, Luciana fez festa para receber Cadu em Assú, mas... (Foto: Divulgação/Arquivo)

Dia 2 deste mês, Luciana fez festa para receber Cadu em Assú, mas… (Foto: Divulgação/Arquivo)

Da mesma forma que surgiu, assim meio de supetão, também rapidamente desapareceu do noticiário a citação da advogada Luciana Soares como possível nome a vice de Cadu Xavier (PT), pré-candidato a governador.

Irmã do ex-prefeito assuense Gustavo Soares (PSDB) e também do ex-deputado estadual George Soares – conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do RN (TCE/RN), Luciana chegou a ser destacada por fonte oficial do próprio petismo como “nome que pode fortalecer a chapa por representar o interior do estado” (veja AQUI).

Depois… parou por aí.

O certo é que até agora o PT anda com uma lanterna na proa à procura de uma vice. Sim, uma mulher é prioridade.

Não está fácil.

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terça-feira - 19/05/2026 - 14:22h
Derradeiro de maio

Dorgival Dantas pintou Olho D’água do Borges e ficou universal

“Se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia.”

Liev Tolstói

Um dia, o cantor, compositor e instrumentista Dorgival Dantas ouviu que não podia dizer de onde vinha… que isso não vendia.

Hoje, Dorgival Dantas é o anfitrião de uma das maiores celebrações da cultura nordestina. Tudo sonhado e idealizado por ele.

O evento denominado “Derradeiro de Maio” na Fazenda Tome Xote, nesse fim de semana, em Olho D’água do Borges, interior do RN, se consagrou. Foi uma exaltação às raizes do sertão e a prova de que é possível ser universal sem fugir às suas origens. Aplausos!

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terça-feira - 19/05/2026 - 09:40h
BR-405

Deputado estadual e mais quatro pessoas escapam da morte

Neilton Diógenes sofreu acidente perto da comunidade do Jucuri, em Mossoró (Fotomontagem do BCS)

Neilton Diógenes sofreu acidente perto da comunidade do Jucuri, em Mossoró (Fotomontagem do BCS)

O deputado estadual Neilton Diógenes escapou ileso de um acidente de carro por volta de 4h30 desta terça-feira (19). Com ele, no mesmo veículo, estavam outros quatro ocupantes.

O acidente ocorreu nas proximidades da comunidade do Jucuri, em Mossoró, BR-304. Animais atravessaram a pista de rolamento e levaram o veículo à colisão que teve apenas danos materiais.

Em suas redes sociais, Diógenes postou o caso, com breve relato e gratidão por todos estarem bem.

“Graças a Deus, estamos todos bem. Na madrugada de hoje a caminho de Natal, tivemos um acidente na estrada. O carro ficou assim, mas nossas vidas foram guardadas e só tenho gratidão. A estrada faz parte da minha rotina de trabalho, todo dia, cedo e tarde, percorrendo os quatro cantos do estado. E hoje fui lembrado de que cada ida e cada volta são uma graça. Quantas vezes Ele nos guardou sem nós vermos?
Não tem conquista, não tem emenda, não tem obra que valha mais do que a vida. E a minha, e a de quem estava comigo foi guardada mais uma vez hoje. Obrigado Senhor, que saibamos parar por um instante em nossas rotinas e possamos agradecer pelos livramentos que nem conseguimos enxergar diariamente”, escreveu.

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terça-feira - 19/05/2026 - 08:30h
Em casa

PL cobra explicações de Flávio Bolsonaro sobre Vorcaro

Flávio tem dado explicações e segue enrolado com o caso (Foto: Beto Barata/PL)

Flávio tem dado explicações e segue enrolado com o caso (Foto: Beto Barata/PL)

Do Canal Meio e outras fontes para o BCS

Depois de tentar explicar os áudios em que aparece pedindo dezenas de milhões de reais a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vai prestar contas aos seus colegas de partido nesta terça-feira. O encontro, organizado pela direção do PL, reunirá deputados e senadores da legenda e será a primeira discussão ampla da cúpula partidária desde o surgimento do caso.

Até agora, Flávio vinha se reunindo reservadamente com aliados próximos, como o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o senador Rogério Marinho e o seu pai, Jair Bolsonaro.

As conversas entre Flávio e Vorcaro ganharam contornos de crise após reportagem do Intercept Brasil revelar que o senador cobrava milhões do banqueiro sob a alegação de que precisava de recursos para financiar o filme Dark Horse, produção sobre a trajetória política do ex-presidente. E não é só o PL que está incomodado. Integrantes da cúpula do Centrão passaram a defender a neutralidade nas eleições presidenciais para não contaminar candidaturas locais. (Globo)

E o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, um dos suspeitos de ter recebido parte dos recursos aportados por Vorcaro na produção do filme, cobrou publicamente uma reação mais rápida da campanha do irmão, o senador Flávio Bolsonaro, diante da crise. Eduardo afirmou que a equipe do pré-candidato do PL à Presidência precisa estar “mais engajada” em uma estrutura de gerenciamento de crises e dar respostas mais céleres a episódios de desgaste político. (Folha)

Enquanto isso, a vinda a público das conversas entre Flávio e Vorcaro aprofundou a permanente tensão entre os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle. Nos bastidores, aliados dos irmãos passaram a levantar suspeitas de que o vazamento teria partido de setores do grupo político que defende Michelle como alternativa presidencial ao senador do PL. Interlocutores da ex-primeira-dama rejeitam a hipótese e atribuem o avanço do caso às investigações conduzidas pela Polícia Federal. (CNN Brasil)

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terça-feira - 19/05/2026 - 03:30h
Imigração

Espanha é o novo destino para brasileiros

Espanha tem eleições pela frente, é bom lembrar (Foto: Reprodução)

Espanha tem eleições pela frente, é bom lembrar (Foto: Reprodução)

The News para o BCS

Cada vez mais brasileiros que estavam em Portugal estão cruzando a fronteira para morar na Espanha. Mas, antes que você pense que o principal motivo é poder dormir após o almoço sem ser julgado, a história não é tão leve quanto parece…

Na verdade, esse movimento tem crescido porque Portugal endureceu as regras de imigração, enquanto a Espanha foi na direção oposta.

Em 2025, o governo adotou um discurso anti-imigração, dificultando residência, cidadania e direitos para estrangeiros. Mas também foi além das leis: em 2025, os casos de discriminação saltaram de 19 para 449 por ano.

Então hablar virou a melhor alternativa. Além de fazer fronteira com Portugal — com as capitais sendo tão próximas — a Espanha foi na contramão: abriu uma regularização para legalizar imigrantes, tem um salário-mínimo 300 euros maior e permite cidadania após apenas 2 anos.

A tendência pode gerar gargalos na economia portuguesa. Isso porque, imigrantes representam 24% da força de trabalho portuguesa, sendo que os brasileiros contribuíram com quase 1,4 bilhão de euros à Segurança Social em 2024.

O outro lado da história

Parte dos portugueses enxergam que estrangeiros ocupam cargos e aumentam a concorrência no mercado de trabalho — além de impactar na cultura do país.

Enquanto isso, a Espanha recebe mais consumidores e contribuintes… Pelo menos por ora, já que as eleições de 2027 podem mudar o cenário. Dependendo do partido vencedor das eleições, essa janela pode fechar para novos entrantes do país.

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segunda-feira - 18/05/2026 - 23:16h

Pensando bem…

“Às vezes o silêncio é muito mais convincente do que a palavra.”

Lygia Fagundes Telles

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segunda-feira - 18/05/2026 - 22:42h
Cidade Junina

Mais de 100 comerciantes participam do programa “Venda Mais”

Benjamim Garcia do Senac/Fecomércio reforça parceria (Foto: Rodolfo Fernandes)

Benjamim Garcia do Senac/Fecomércio reforça parceria (Foto: Rodolfo Fernandes)

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo (SEDINT), a Secretaria Municipal de Cultura (SMC) e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (SEMURB) iniciaram nesta segunda-feira (18) o programa “Venda Mais”, voltado aos comerciantes que irão participar do “Mossoró Cidade Junina” (MCJ) 2026. Para o primeiro módulo, foram realizadas mais de 100 inscrições.

O programa também conta com parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), ofertando nesta semana capacitação sobre: “Boas Práticas e Manipulação de Alimentos, Primeiros Socorros e Prevenção de Incêndios, precificação de vendas”.

“Agradecemos ao Senac e à Fecomércio pela parceria, mais um ano fazendo aqui essa qualificação profissional para as pessoas que se inscreveram, que vão participar como vendedores no MCJ. Essa semana são três módulos. Hoje estamos realizando a parte de ‘Boas Práticas e Manipulação de Alimentos’, onde todas as pessoas que trabalham com alimentos vão se qualificar para dar um atendimento de excelência a turistas e visitantes”, enfatizou Gérson Nóbrega, gerente de Indústria e Comércio da Sedint.

Projeto relevante

“O ‘Senac Vendas’ é um dos projetos mais relevantes que nós temos do ponto de vista de oferecer qualificação profissional para quem mais precisa de uma maneira muito assertiva. Nós começamos esse projeto aqui em Mossoró há quatro anos, em parceria com a Prefeitura, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico”, acrescentou Benjamim Garcia, gerente regional do Senac.

O comerciante Altamir Sales enfatiza a importância que o programa “Venda Mais” representa para eles, contribuindo com melhoria dos negócios durante o MCJ. “Estamos há cerca de oito anos participando aqui do MCJ e a gente consegue enxergar a evolução a cada ano do processo desse evento. E essa capacitação é muito importante para todo comerciante chegar mais preparado para atender bem ao seu cliente”, concluiu.

Comerciante Altamir Sales participa de treinamento e vê evolução ano a ano (Foto: Rodolfo Fernandes)

Comerciante Altamir Sales participa de treinamento e vê evolução ano a ano (Foto: Rodolfo Fernandes)

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segunda-feira - 18/05/2026 - 21:48h
Infraestrutura

Duplicação da BR-304 tem nova etapa de obra e 2 trechos anunciados

Ministro dos Transportes, George Santoro, ao lado da governadora Fátima Bezerra, visita trechos
Os seis primeiros quilômetros duplicados do lote Assú/Mossoró serão entregues em agosto (Foto: Carlos Costa)

Os seis primeiros quilômetros duplicados do lote Assú/Mossoró serão entregues em agosto (Foto: Carlos Costa)

Com investimentos de R$ 282 milhões, a governadora Fátima Bezerra (PT) e o ministro dos Transportes, George Santoro, abriram nesta segunda-feira (18) a nova fase do projeto de duplicação da BR-304, rodovia que interliga as duas maiores cidades do Rio Grande do Norte, em um percurso de quase 300 quilômetros, aproximando a Grande Natal das demais regiões do Estado.

As intervenções nessa nova etapa contemplam a duplicação do trecho de 38,1 quilômetros de Macaíba a Riachuelo; obras remanescentes na Reta Tabajara, e a construção do viaduto de acesso ao Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante.

A ordem de serviço para duplicação do trecho urbano de Macaíba, um ponto crítico que afeta o tráfego de veículos e a segurança de pedestres, foi assinada no final da tarde, na unidade do DNIT em Macaíba. O valor contratado é de R$ 78 milhões. Também foi assinado o contrato com o consórcio vencedor da licitação para duplicar a rodovia até Riachuelo.

Assú/Mossoró

Antes da assinatura da ordem de serviço para a Reta Tabajara e do contrato para abertura de uma nova frente de trabalho, desta vez no segundo trecho da BR-304, obra de R$ 204 milhões, o ministro e a governadora fizeram uma visita de inspeção ao trecho Assu/Mossoró, iniciadas em janeiro.

O serviço atualmente em execução consiste na preparação do trecho entre os quilômetros 93 e 106, no município de Assu, para receber a base de concreto. A exemplo do que foi feito na BR-101, o trecho em duplicação da BR-304 terá pavimento rígido (concreto), enquanto o de asfalto, já existente, será restaurado para suportar o tráfego de veículos.

Pelo cronograma do Ministério dos Transportes, os seis primeiros quilômetros duplicados do lote Assú/Mossoró serão entregues em agosto e mais oito até dezembro, totalizando 14 km. “E tem mais: no final de junho lançaremos o edital do projeto, já pronto, e em agosto assinaremos os contratos dos dois trechos restantes da BR-304, completando o trajeto Natal/Mossoró”, destacou o ministro George Santoro, enfatizando: “teremos máquinas na pista [nos quatro trechos] até dezembro.”

Veja vídeo com cobertura desse assunto, em nossa plataforma no Instagram, clicando AQUI.

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segunda-feira - 18/05/2026 - 20:26h
RN

Chuvas fortalecem reservas hídricas; mais açudes sangram

Açude Rodeador, situado entre os municípios de Umarizal e Rafael Godeiro, chegou a 100% (Foto: Igarn)

Açude Rodeador, situado entre os municípios de Umarizal e Rafael Godeiro, chegou a 100% (Foto: Igarn)

O Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (IGARN) atualiza o Relatório do Volume dos Reservatórios, divulgado nesta segunda-feira (18), aponta que 30 reservatórios apresentaram recarga após as últimas chuvas e outros três açudes atingiram 100% da capacidade total.

O açude Flechas, localizado no município de José da Penha, registrou aumento de 33,98% no volume armazenado, atingindo sua capacidade máxima de 8.949.675 m³ e iniciando vertimento (sangria) neste domingo (17).

Outro reservatório que alcançou 100% da capacidade foi o açude Rodeador, situado entre os municípios de Umarizal e Rafael Godeiro. O manancial começou a sangrar no último fim de semana após receber recarga de 20,92%. Sua capacidade total é de 21.403.849 m³.

O açude Gangorra, em Rafael Fernandes, também atingiu a capacidade máxima e sangrou no último sábado. O reservatório possui capacidade para 10 milhões de metros cúbicos e registrou aumento de 18% no volume acumulado em relação ao relatório anterior.

Além dos reservatórios que atingiram o volume máximo, outros açudes tiveram recargas expressivas. O açude Brejo, em Olho D’Água do Borges, apresentou aumento de 69,96% no volume acumulado. O reservatório passou de 813.297 m³ (12,61%) para 5.326.417 m³, o equivalente a 82,57% da sua capacidade total, que é de 6.450.554 m³.

Já o açude Tourão, em Patu, acumula atualmente 4.976.636 m³, correspondentes a 62,32% da capacidade total de 7.985.249 m³. No relatório anterior, divulgado na última quarta-feira (13), o manancial estava com 1.264.428 m³, ou 15,83% da capacidade, representando uma recarga de 46,49%.

Atualmente, 22 reservatórios monitorados pelo IGARN encontram-se com 100% da capacidade total. Além de Flechas, Rodeador e Gangorra, também estão sangrando os açudes Campo Grande, em São Paulo do Potengi; Marcelino Vieira; Riacho da Cruz; Encanto; Passagem, Sossego e Riachão, em Rodolfo Fernandes; Beldroega, em Paraú; Corredor, em Antônio Martins; Apanha Peixe, em Caraúbas; Currais, em Patu; Arapuá, em José da Penha; Tesoura, em Francisco Dantas; Inspetoria, em Umarizal; Dinamarca, em Serra Negra do Norte; além das lagoas do Jiqui, Pium, Extremoz e Boqueirão.

O açude Morcego, em Campo Grande, também vem recebendo importantes recargas e já acumula 6.074.448 m³, o equivalente a 90,55% da sua capacidade total de 6.708.330 m³. No relatório anterior, o reservatório estava com 72,91% da capacidade.

Maiores reservatórios

Entre os maiores reservatórios do estado, a barragem Armando Ribeiro Gonçalves acumula 1.062.880.271 m³, correspondentes a 44,79% da capacidade total de 2.373.066.000 m³. No relatório anterior, o volume era de 1.055.269.770 m³ (44,47%).

A barragem de Oiticica, segundo maior reservatório do RN, acumula 548.975.674 m³, equivalentes a 73,92% da capacidade total de 742.632.840 m³. Na última quarta-feira, o volume registrado era de 539.245.779 m³ (72,61%).

Já a barragem Santa Cruz do Apodi acumula 442.319.400 m³, o equivalente a 73,76% da capacidade total de 599.712.000 m³. No relatório anterior, o reservatório registrava 67,58% da capacidade.

A barragem Umari, em Upanema, acumula atualmente 195.455.234 m³, correspondentes a 66,75% da capacidade total de 292.813.650 m³. No relatório anterior, o volume era de 184.242.576 m³ (62,92%).

As reservas hídricas superficiais do Rio Grande do Norte acumulam atualmente 2.852.806.444 m³, o equivalente a 53,87% da capacidade total dos reservatórios monitorados, que é de 5.295.422.524 m³.

Apesar das recargas registradas, dez reservatórios permanecem com volumes inferiores a 10% da capacidade total: Itans, em Caicó (0,74%); Passagem das Traíras, em São José do Seridó (0,14%); Esguicho, em Ouro Branco (8,05%); Dourado, em Currais Novos (4,40%); Jesus Maria José, em Tenente Ananias (1,59%); Zangarelhas, em Jardim do Seridó (5,65%); Alecrim, em Santana do Matos (4,09%); Totoró, em Currais Novos (2,27%); 25 de Março, em Pau dos Ferros (9,36%); e Mundo Novo, em Caicó (2,65%).

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segunda-feira - 18/05/2026 - 18:00h
Copa do Mundo

Seleção do Brasil é convocada pelo treinador Carlo Ancelotti

Carlo Ancelotti anunciou lista com Neymar, um nome que era dúvida na mídia (Foto: Arquivo)

Carlo Ancelotti anunciou lista com Neymar, um nome que era dúvida na mídia (Foto: Arquivo)

O técnico Carlo Ancelotti anunciou nesta segunda-feira (18) a lista dos 26 jogadores convocados da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026. O anúncio foi feito em evento realizado no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. O atacante Neymar, do Santos, está entre os convocados. Até então, era um nome em dúvida e questionado na mídia e no universo de discussão entre torcedores.

O torneio começa em 11 de junho, com a partida entre México e África do Sul, no Estádio Azteca, na Cidade do México. Já o Brasil estreia no mundial em 13 de junho, contra o Marrocos, em Nova Jersey (EUA).

Na fase de grupos, a seleção também enfrentará Haiti (19 de junho) e Escócia (24 de junho).

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Goleiros: Alisson (Liverpool), Ederson (Fenerbahçe) e Weverton (Grêmio);

Defensores: Alex Sandro (Flamengo), Bremer (Juventus), Danilo (Flamengo), Douglas Santos (Zenit), Gabriel Magalhães (Arsenal), Ibañez (Al-Ahli), Léo Pereira (Flamengo), Marquinhos (PSG) e Wesley (Roma);

Meio-campistas: Bruno Guimarães (Newcastle), Casemiro (Manchester United), Danilo Santos (Botafogo), Fabinho (Al-Ittihad) e Lucas Paquetá (Flamengo);

Atacantes: Endrick (Lyon), Gabriel Martinelli (Arsenal), Igor Thiago (Brentford), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Neymar (Santos), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bournemouth) e Vini Jr. (Real Madrid).

Cronograma

Veja o cronograma da seleção brasileira até a estreia na Copa do Mundo:

18 de maio: convocação final para Copa do Mundo;

27 de maio: jogadores se apresentam na Granja Comary, em Teresópolis, no Rio;

31 de maio: Brasil x Panamá (amistoso), no Maracanã, no Rio;

1º de junho: viagem para os Estados Unidos;

6 de junho: Brasil x Egito (amistoso), em Cleveland, nos EUA.

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segunda-feira - 18/05/2026 - 14:52h
Outra vez

Lula quer insistir na indicação de Jorge Messias ao STF

Lula viu a decisão contra Messias como uma afronta (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo)

Lula viu a decisão contra Messias como uma afronta (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo)

Do Canal Meio e outras fontes para o  BCS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu insistir na indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo após a rejeição inédita sofrida pelo nome do ministro no Senado. Lula passou a tratar o episódio como uma afronta política ao governo e à prerrogativa presidencial de indicar ministros da Corte.

A possibilidade de reenviar a indicação ocorre em meio ao agravamento da crise entre o Planalto e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A avaliação no Palácio é que desistir de Messias consolidaria a imagem de derrota política imposta pelo Senado.

O desgaste entre Lula e Alcolumbre ficou evidente na última terça-feira, durante a posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques. Alcolumbre foi o único integrante da mesa principal a não aplaudir Jorge Messias durante homenagem feita pelo presidente da OAB, Beto Simonetti. (Globo)

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segunda-feira - 18/05/2026 - 11:22h
SDC

Facção criminosa deixa sua “marca” num símbolo do RN

"SDC" ficou em destaque no alto do Morro do Careca. Poder que pode (Foto: RN Notícia)

“SDC” ficou em destaque no alto do Morro do Careca. Poder que pode (Foto: RN Notícia)

O Morro do Careca na praia de Ponta Negra, em Natal, um símbolo do Rio Grande do Norte conhecido internacionalmente, amanheceu nesta segunda-feira (18) com a marca do Sindicato do Crime (SDC), facção originária das próprias entranhas do submundo potiguar.

Algumas horas depois, a Polícia Militar e a Polícia Civil estiveram no local.

Pelo menos a parte mais fácil do combate a esse acinte e deboche já teve resultado: as iniciais “SDC” escritas na areia, no alto do morro, foram dissipadas.

Pobre RN Sem Sorte!

Nota do BCS – Enquanto isso, em Mossoró, o total de homicídios (maioria dos casos com características de execução) chegou a 62 nesse domingo (17). Um jovem de 20 anos foi eliminado com dezenas de tiros.

As páginas policiais costumam concluir suas reportagens/postagens como o mesmo enfoque: “A motivação do crime ainda é desconhecida.” O caso deverá ser investigado pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) Mossoró.

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segunda-feira - 18/05/2026 - 10:54h
Saúde estadual

Sindsaúde denuncia que leitos de hospitais estão bloqueados

A diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (SINDSAÚDE/RN), Ana Karla Galvão, denuncia mais uma situação grave e recorrente nos hospitais da rede estadual de saúde. Há 10 dias, cinco leitos da UTI do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel estão bloqueados devido ao rompimento dos ductos responsáveis pelo fornecimento de oxigênio.

Até o momento, o problema segue sem solução.

A mesma realidade de descaso também atinge o Hospital Santa Catarina. Dos 10 leitos de UTI da unidade, dois estão fechados por falta de recursos humanos e de profissionais suficientes para garantir o funcionamento do setor.

Mesmo com concurso público vigente, o Governo do Estado segue sem apresentar soluções concretas para resolver a falta de pessoal e garantir a reabertura dos leitos.

“O que estamos cobrando são providências urgentes. São vidas esperando por um leito de UTI, pessoas correndo risco de morte. Uma vida não pode esperar”, destaca a diretora do Sindsaúde/RN.

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segunda-feira - 18/05/2026 - 08:20h
Reunião em Natal

PT segue sem ter um vice, mas confirma Rafael ao Senado hoje

Partido teve reunião sábado em Pau dos Ferros (Foto: divulgação)

Partido teve reunião sábado em Pau dos Ferros (Foto: divulgação)

Do Blog Saulo Vale

O PT convocou partidos aliados para reunião nesta segunda-feira (18), às 14h, na sede da legenda em Natal. Esse encontro já havia sido adiado por duas vezes.

Oficialmente, a pauta inclui discussão sobre plano de governo, agenda comum entre os partidos e sugestões dos aliados para a chapa majoritária.

No entanto, a expectativa nos bastidores é de que o encontro sele o ex-deputado federal Rafael Motta (PDT) como segundo nome ao Senado na chapa governista.

Pesquisas recentes apontaram competitividade eleitoral de Rafael. Ele também conta com apoio e simpatia da governadora Fátima Bezerra (PT).

No fim de semana, Rafael participou pela primeira vez de agenda política ao lado da chapa majoritária e de outros pré-candidatos em municípios do Oeste potiguar.

Vice

O encontro, porém, não deve tratar da definição do vice de Cadu Xavier (PT). O PT aguarda uma definição do PSDB, liderado por Ezequiel Ferreira, a quem ofereceu a vaga de vice em troca de aliança.

Devem participar da reunião de hoje PT, PV, PCdoB, PSB, PDT, Cidadania e Rede.

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segunda-feira - 18/05/2026 - 07:26h
Pré-Campanha

Allyson Bezerra começa agenda na Zona Oeste de Natal

“Chegando com tudo na Zona Oeste de Natal, nossa capital, com meu amigo vereador João Batista Torres (DC). Esse é mais um grande parceiro que chega pra somar no time do trabalho.”

A declaração acima é de Allyson Bezerra (UB), pré-candidato ao governo do RN, postada com vídeo nesse domingo (17) à noite, em suas redes sociais.

Foi recebido em programação política do vereador, na qual também esteve a senadora Zenaide Maia (PSD).

O pré-candidato tem agenda de contato direto com povo em Natal, que deve ser ampliada nesta semana.

Leia também: Sete vereadores natalenses passam a apoiar Allyson

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segunda-feira - 18/05/2026 - 03:48h
Ciência

Concorrente do Mounjaro chega em forma de comprimido

Alternativa é mais um capítulo ao eterno desafio em busca de um corpo mais compacto (Arte: Simple Online Pharmacy)

Alternativa é mais um capítulo ao eterno desafio em busca de um corpo mais compacto (Arte: Simple Online Pharmacy)

The News para o BCS

Se você usa, já usou, ou conhece alguém que usa canetas emagrecedoras, essa novidade importa. Uma nova pílula promete resolver o maior problema do tratamento: o que acontece quando ele acaba.

O uso de medicamentos para emagrecer — que diminuem o apetite — explodiu no Brasil. Para se ter uma ideia, as vendas cresceram 78,3% entre 2021 e 2025.

O problema: o efeito rebote. Além de possíveis efeitos colaterais, quem interrompe o uso das canetas pode recuperar o peso até 4x mais rápido do que pessoas que emagrecem apenas com mudanças de hábitos.

A novidade é que esse novo medicamento — o orforglipron — pode ser uma solução para esse problema.

O estudo que comprovou o efeito incluiu 376 participantes nos EUA que já haviam usado Mounjaro ou Wegovy por mais de um ano. Todos interromperam as injeções, sendo que parte passou a tomar orforglipron e outra parte apenas um placebo. O resultado:

Quem tomou orforglipron manteve mais de 70% da perda de peso anterior.

Quem tomou placebo manteve entre 38% e 50%.

O medicamento já está disponível e em uso nos Estados Unidos, mas ainda não tem previsão de chegar no Brasil. Por lá, a dose mais baixa dele custa US$ 149/mês (R$ 720), bem menos que os mais de US$ 1.000/mês das canetas emagrecedoras.

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domingo - 17/05/2026 - 23:52h

Pensando bem…

“Toda força será fraca, se não estiver unida.”

Jean De La Fontaine

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 17/05/2026 - 19:31h
Ouro Branco

União Progressista vence outra eleição contra o PT

Amariudo e Dr. Araújo foram vitoriosos (Foto: reprodução)

Amariudo e Dr. Araújo foram vitoriosos (Foto: reprodução)

A Federação União Progressista (União Brasil/Progressistas) emplacou outra vitória neste domingo (17), em eleição suplementar. Além de Itaú (veja AQUI), levou a melhor novamente contra o PT, em Ouro Branco, região Seridó.

Professor Amariudo dos Santos Silva (PP) e Francisco Lucena Filho (PP), o “Dr. Araújo”, prefeito e vice eleitos, venceram com 1.971 votos (50,22%). A chapa de Fátima Araújo (PT), a “Dra. Fátima”, e Denis Rildon (PSDB), somou 1.954 votos (49,78%).

A maioria foi de apenas 17 votos.

Os eleitos aos cargos serão diplomados no dia 9 de junho e permanecerão nos cargos até 31 de dezembro de 2028.

Dados oficiais

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domingo - 17/05/2026 - 18:42h
Maravilha!

A ilha do Pontal vista lá de cima

Conheça o Pontal, uma ilha de Areia Branca com paisagens encantadoras. Através dos passeios de balsa – @balsalitoranea & @balsa.luzdivina -, você parte de Grossos até esse verdadeiro paraíso, perfeito para viver momentos inesquecíveis.

🎥 @jefferson_silvafotovideo

#pontal #areiabrancarn #blogcarlossantos1

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domingo - 17/05/2026 - 17:30h
Itaú

Federação União Progressista elege Pezão e Rosa a prefeito e vice

Fim da apuração das eleições suplementares a prefeito e vice em Itaú, região Oeste do RN. Zé Roberto Pezão (UB) e Rosa Basílio (UB) da Federação União Progressista (União/PP) foram eleitos prefeito e vice.

Pezão e Rosa obtiveram 2.469 votos (54,62%), contra 2.052 votos (46,39%) de Fabrício Régis (PT) e Branco Basílio (PT), da Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV).

Os eleitos aos cargos serão diplomados no dia 9 de junho e permanecerão nos cargos até 31 de dezembro de 2028.

Eleição suplementar em Itaú 17-05-2026 - Zé Roberto Pezão e Rosa Basílio eleitos, Federação União Progressista

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domingo - 17/05/2026 - 09:56h
Conversando com... Jairo Nicolau

“O país dividido” e o que de real existe entre números e nomes

Por Flávia Tavares e Giullia Chechia do Canal Meio para o BCS

"Dos 30 políticos brasileiros com mais prestígio em redes sociais, 26 são de direita e quatro são de esquerda", mostra o entrevistado (Foto: Reprodução)

“Dos 30 políticos brasileiros com mais prestígio em redes sociais, 26 são de direita e quatro são de esquerda”, mostra o entrevistado (Foto: Reprodução)

O Brasil que elegeu pela primeira vez Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2002, já não existe mais. Naquele país, o eleitorado era majoritariamente jovem e de baixa escolaridade, e a disputa presidencial ainda cabia no velho eixo entre PT e PSDB. Vinte anos depois, o Brasil que devolveu Lula ao Planalto, por uma margem apertada, tornou-se outro. Mais velho, mais feminino, mais escolarizado, mais evangélico. Nesse percurso, as bases sociais do voto se deslocaram. O PT perdeu força entre homens, nas grandes cidades e entre jovens de escolaridade média. A direita avançou justamente nesses segmentos, enquanto mulheres negras consolidaram o grupo de maior coesão eleitoral do país.

No livro O País Dividido, que será lançado no início de junho, Jairo Nicolau, professor e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas – Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (FGV CPDOC), reconstrói duas décadas de eleições presidenciais a partir de um extenso cruzamento de dados eleitorais, pesquisas de opinião e séries históricas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), compondo um retrato que, quadro a quadro, revela como o Brasil fracionado entre petistas e tucanos tornou-se uma nação organizada pela lógica do lulismo versus bolsonarismo. Mostra ainda como a entrada de Jair Bolsonaro (PL) transformou a própria natureza da polarização no país: menos ideológica, mais emocional e personalizada. Aliás, a partir de uma metodologia inédita para medir esse fenômeno, o cientista político identificou um salto expressivo no contingente de eleitores polarizados, que passou de 31%, em 2002, para 64%, em 2022.

Durante uma longa conversa com o Meio, disponível na íntegra em vídeo no nosso streaming, Nicolau detalhou os bastidores da pesquisa que deu origem ao livro e explicou as mudanças silenciosas, de longo prazo, e também as rupturas abruptas que identificou no comportamento do eleitor. Para além das páginas, compartilhou suas leituras sobre o peso decisivo das mulheres na vitória de Lula em 2022, a consolidação do voto evangélico à direita e as razões pelas quais algumas clivagens parecem cada vez mais cristalizadas, talvez até impermeáveis a escândalos da grandeza do revelado pelo Intercept Brasil nesta semana, com áudio de Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Daniel Vorcaro. Confira os principais trechos da entrevista.

Que país dividido é esse descrito nos anos que você cobriu em seu novo livro?

Minha ideia inicial de título para o livro era 20 Anos: o PT Versus a Direita. Mas essa ideia do país dividido me pareceu resumir bem. Especialmente numa eleição de dois turnos, como nas seis eleições dessas duas décadas, o país quase que, por natureza, se divide no segundo turno. Talvez o livro mostre que a natureza dessa divisão mudou. Ela passou de uma divisão em que um dos atores está sempre presente, que é o PT, e, do outro lado, nas primeiras quatro eleições, nós tínhamos uma força de centro-direita, uma direita moderada, que é o PSDB. Não estou dizendo que os 20 anos foram de divisão como a gente entende o termo hoje: polarização, radicalização. Houve uma divisão entre o PT e os seus adversários, para ser mais preciso, mas esses adversários mudaram. Um dos esforços foi mostrar o que aconteceu em 2018 e se confirmou em 2022, e por que isso era discrepante em relação ao que nós tínhamos antes no país. Então, o “dividido” fica como uma sinalização de que existe alguma divisão no país, mas não necessariamente de que ele seja um país polarizado. Se eu chamasse de “país polarizado”, estaria sendo injusto com os meus achados.

Por quais mudanças essa divisão passou?

Nós sabemos que o Brasil mudou muito e em várias dimensões. Era um país que tinha uma forte base industrial, e hoje grande parte das pessoas está no setor de serviços, além de ter aparecido uma nova versão do setor de serviços, que é dessa economia de entregas e transporte. Mas a minha escolha foi olhar para o eleitorado. Por sorte, o TSE publica frequentemente um banco de dados com o perfil dos eleitores de cada eleição. Claro, tem uma série de cuidados para trabalhar com esses dados. O TSE não tem dados sobre renda, cor, economia ou religião. Então, eu não poderia falar sobre isso. Escolhi três temas que eu pudesse, de certa maneira, contemplar com os dados do TSE e que são muito relevantes: sexo — eleitores homens e mulheres, como é a divisão do TSE —; idade — e eu fiz ali uma agregação à minha maneira, porque as faixas de idade da Justiça Eleitoral são mais de 20 —; e, por fim, escolaridade. A escolaridade é um dado mais difícil, porque há uma diferença entre a escolaridade registrada quando a pessoa tira o título aos 18 anos e depois ela pode continuar ou não estudando. Mas é um indicador presente em todos os levantamentos do TSE.

E o que você encontrou?

Primeiro, algo que já sabíamos: o eleitorado ficou mais envelhecido, por razões da demografia brasileira. A expectativa de vida aumentou, a taxa de fecundidade diminuiu, é um país que tem mais idosos e menos jovens. Ao mesmo tempo, quando Lula foi eleito em 2002, nós tínhamos mais ou menos metade dos eleitores homens e metade mulheres, classificados dessa maneira. Vinte anos depois, há um predomínio das mulheres no eleitorado, numa taxa maior do que a presença delas na própria população. Há também uma divisão educacional entre homens e mulheres. Elas são, em média, bem mais escolarizadas que os homens. Há muito mais eleitoras com Ensino Médio e superior do que homens nessas faixas. E uma última mudança, que talvez resuma melhor a dimensão social, é que, quando o Lula foi eleito em 2002, o Brasil era um país de baixíssima escolaridade. Cerca de 70% dos eleitores tinham ensino fundamental. Era um país com muitos analfabetos ainda, uma herança da nossa péssima política educacional. Vinte anos depois, e pouca gente assinala isso, o eleitorado é dominantemente de Ensino Médio, completo ou incompleto. Então, o típico eleitor brasileiro, em 2002, seria um homem de ensino fundamental. Hoje é uma mulher de Ensino Médio. O país é mais envelhecido, mais escolarizado e mais feminino.

Vamos focar primeiro na questão de gênero.

Há uma tendência em todo o livro e que eu, obviamente, não sabia que ia encontrar. Se eu soubesse, talvez o título fosse algo como As Mulheres e a Política. Porque fui descobrindo que um aspecto permanente, em todos os capítulos, é a questão das mulheres. Um deles é que, em 2014, 2018 e 2022, anos em que há dados sobre isso, as mulheres comparecem às urnas em maior número proporcionalmente. E, pelo menos em 2022, quanto faltam, as mulheres também justificam mais a ausência do que os homens.

Que outras diferenças de gênero surgiram?

Há outra descoberta que eu também não imaginava encontrar. Quando fiz a segmentação em faixas etárias (jovens, adultos e idosos, para simplificar), eu esperava encontrar alguma diferença relevante entre esses segmentos, coisa que eu já tinha procurado no meu livro anterior sobre 2018 e não tinha encontrado. Mas pensei: “Bom, vai que isso é uma característica de outras eleições. Pode ser que, sei lá, em 2002 os jovens tenham sido mais à esquerda do que os idosos.” Mas não encontrei nada. Ou seja: a idade, por si só, não é um fator que divide o eleitorado brasileiro. Na verdade, os segmentos etários funcionam quase como uma amostra do resultado final. Bolsonaro, em 2018, ganhou entre jovens, idosos e adultos. A mesma coisa aconteceu com outros presidentes, que ganharam de maneira relativamente parecida em todas as faixas, com pequenas variações aqui e ali. O passo seguinte foi segmentar as idades por sexo, homem e mulher. E aí apareceu a diferença. As mulheres jovens sempre votaram majoritariamente na esquerda. Mesmo em 2018, Bolsonaro perdeu entre as mulheres jovens. Enquanto isso, naquela eleição, os meninos foram em massa para a direita. Ali houve uma assimetria de gênero, como chama a literatura, um gender gap. Isso se reproduziu, com menos força, em 2022: as mulheres jovens apoiaram maciçamente a esquerda, enquanto os meninos jovens ficaram com Bolsonaro.

É um fenômeno que se repete em outros países, não?

Sim. Faço referência aos Estados Unidos, onde as meninas tomaram caminhos mais progressistas, enquanto os meninos viraram apoiadores do Donald Trump. Isso aconteceu também no Reino Unido e na Alemanha. Em geral, partidos de ultradireita têm apoio masculino maior, sobretudo entre os jovens. Talvez por isso as meninas rejeitem mais Bolsonaro. Lembrando que essas jovens já têm uma escolaridade, em média, mais alta do que os rapazes jovens. Estão cursando a universidade, algumas já concluíram. Lembrando também que, em 2018, aquele movimento “Ele Não” foi cultivado por essas jovens. Nas outras faixas etárias, a diferença entre homem e mulher não fez tanto sentido. Mas o dado que agora eu posso dizer com certa ênfase é: a vitória do Lula em 2022 deveu-se às mulheres.

O que mais te faz ter tanta certeza agora?

Entre os homens, usando dados de survey, fazendo todos os testes, Bolsonaro foi vitorioso em 2018 e em 2022. Em 2018, Bolsonaro também ganhou entre as mulheres. Não entre as mulheres jovens, mas outros segmentos deram a ele uma diferença e ele acabou, no cômputo geral, chegando à frente. Mas, em 2022, a distância entre as mulheres foi pró-Lula. E aí junta tudo: tem mais mulher, elas vão mais às urnas e elas foram mais lulistas. Isso somado pode ter sido decisivo. Porque, se elas fossem mais lulistas, mas fossem do mesmo tamanho dos homens, não sei o que teria acontecido na eleição. Ou, se elas fossem maioria, mas fossem menos às urnas, podia ter dado diferença. Grande parte das mulheres que são mais simpáticas ao Lula poderia não ter ido votar, e isso teria dado um diferencial para Bolsonaro.

O que se pode aprender sobre essa ascensão do Ensino Médio na demografia brasileira? 

Se o livro mostra que a feminização do eleitorado acabou favorecendo a esquerda nas últimas eleições, uma outra mudança demográfica, que é esse crescimento da escolaridade — e ela ainda está em curso —, tem favorecido a direita. Eu imaginava que os eleitores de Ensino Médio estivessem com a esquerda, mas o que encontrei em 2018 foi que justamente ali estava o núcleo do bolsonarismo. Mais do que entre os eleitores de Ensino Superior, e muito mais do que entre os eleitores de baixa escolaridade. Isso já me acendeu uma luz. Quando olhei para 2022, falei: “Uau, o Bolsonaro ganhou entre as pessoas de Ensino Médio”, e isso inclui completo e incompleto. Tem alguma coisa acontecendo aí, e a esquerda precisa olhar para entender o que está se passando. Quais são os problemas de comunicação com os jovens, sobretudo os do sexo masculino, que se tornaram antipetistas, de direita, diferentes dos jovens dos anos 2000 que chegaram à universidade? Esse jovem continua se beneficiando de programas que foram abertos, mas talvez tenha naturalizado esse acesso. Talvez não associe o seu acesso à universidade a um governo específico. Mas a universalização, a ampliação do Ensino Médio, parece jogar água na direção da direita, e não da esquerda, pelo menos nas duas últimas eleições.

“Uau, o Bolsonaro ganhou entre as pessoas de Ensino Médio!”, cita Jairo sobre 2022 (Foto: Web)

“Uau, o Bolsonaro ganhou entre as pessoas de Ensino Médio!”, cita Jairo sobre 2022 (Foto: Web)

O que mais você encontrou sobre a transformação da base social do PT?

Uma coisa que deu muito trabalho são os gráficos que fiz com a linha do tempo do apoio à direita e ao PT em vários segmentos: religião, escolaridade etc. E aí a gente pode ver tendências. Essa do Ensino Médio, já que estamos falando disso, esse declínio do apoio vinha acontecendo há mais tempo. Por outro lado, a permanência do apoio entre os eleitores de baixa escolaridade é praticamente onde o PT está se segurando. Há outros aspectos que não tratei no livro, mas sobre os quais acabei de escrever um artigo, ainda não publicado, sobre geografia do voto. A concentração de votos nas cidades pequenas do Nordeste, associada à baixa escolaridade e à renda mais baixa, mostra um perfil mais interiorano do voto do PT. É chocante perceber como o PT vai se tornando um partido menos urbano, menos metropolitano. Quando se compara com partidos social-democratas europeus, ou mesmo com o Partido Democrata nos Estados Unidos, há uma diferença muito grande no perfil da votação. Nos Estados Unidos, as grandes cidades e os centros metropolitanos são democratas.

E na base do bolsonarismo?

O que mais me impressiona é o crescimento da direita entre os homens, entre os evangélicos e nas grandes cidades. Então, entendendo “bolsonarismo” apenas como apoio eleitoral ao Bolsonaro nessas duas eleições, o desempenho eleitoral dele é metropolitano — parece com a social-democracia europeia. Em 2018, Bolsonaro ganhou por muito nessas cidades grandes do Sudeste, sobretudo nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio e Belo Horizonte. Em 2022, ele continuou ganhando no Sudeste e em quase todas as cidades, mas por pouco. Então não conseguiu tirar a diferença que o Lula abriu nas cidades pequenas. É um perfil muito surpreendente. Eu não sei se isso vai mudar. Não faço prognóstico porque sei que essas mudanças são decantadas ao longo do tempo, mas também podem acontecer de maneira abrupta. Acabamos de ver a eleição do Reino Unido, com a vitória de duas forças: Partido Verde pela esquerda e um partido de direita, o partido do Brexit, vamos dizer assim, deixando os partidos centenários de trabalhistas e conservadores com um número de representantes baixo. Isso foi uma mudança abrupta. As eleições estão cada vez mais instáveis nas democracias tradicionais.

O que foi abrupto por aqui?

Esses achados do livro mostram que algumas coisas que pareciam abruptas talvez não fossem. Por exemplo, a noção de que Bolsonaro virou de repente o voto das pessoas de Ensino Médio. Não. O apoio do Ensino Médio à esquerda já vinha caindo antes. Mas, entre os evangélicos, embora já houvesse uma queda, Bolsonaro produziu uma mudança abrupta, não foi só o aprofundamento de uma tendência. Esse esforço de encontrar padrões onde parece haver apenas ruído é muito difícil. Primeiro porque eu não quero forçar padrão onde não tem, que é uma tendência humana. E, segundo, porque os padrões às vezes são quebrados da noite para o dia em eleições tão voláteis como as nossas, com partidos que já não organizam o eleitorado como antes e com redes sociais acelerando a difusão de informação.

Você propõe, no último capítulo do livro, uma metodologia própria e nova para estudar a polarização brasileira.

O tema da polarização está em todas as bocas, de jornalistas, de políticos, em todas as conversas. E comecei a pensar: “Bom, será que eu tenho como dimensionar a polarização política olhando para trás, mesmo quando a gente não falava dela?”. Não existem dados. Em 2002, ninguém falava essa palavra. Me dei conta de que a polarização no Brasil tem uma forte dimensão pessoal. Ela não é uma polarização apenas ideológica. Mas eu me perguntava: como dimensionar a polarização num país em que as pessoas nem sabem avaliar os partidos? Você pergunta: “Como o senhor avalia o PL?”. E 60% nem sabem o que é o PL. O PT as pessoas conhecem mais, mas outros partidos, não. Nos Estados Unidos, por exemplo, mede-se polarização entre republicanos e democratas. No Reino Unido, entre conservadores e trabalhistas. Usei, então, as pesquisas do Estudo Eleitoral Brasileiro, feitas por acadêmicos, com a pergunta: “Como o senhor ou a senhora avalia, de 0 a 10 — 10 gosto muito e 0 rejeito — determinado político?”. Nas seis ondas que foram a campo entre 2002 e 2022, a pergunta está lá. Fiz, então, um cruzamento dessas duas coisas. As pessoas polarizadas são aquelas que gostam muito de um candidato, ou seja, estão num polo, têm alta preferência pelo seu candidato, e rejeitam muito o candidato do outro lado.

E o que você achou?

Com essa medida ficou claríssimo que, até 2014, as pessoas diziam: “Ah, gosto do Lula”, mais ou menos, mas sem grande intensidade. O Serra também não tinha uma intensidade tão grande de amor e ódio. O Brasil tinha diferenças, era dividido, mas não era polarizado. A presença do Bolsonaro de repente galvanizou uma alta polarização. As pessoas gostavam muito do Bolsonaro e simultaneamente rejeitavam muito o PT. Ou seja, houve uma polarização à direita em 2018. Curiosamente, à esquerda, não. Os eleitores do Haddad não odiavam o Bolsonaro no grau que a gente viu em 2022. Em 2022, aconteceu o contrário. O eleitorado petista passou não só a valorizar mais o seu candidato — que agora era o maior de todos para se campo, o Lula —, com nota 7, 8, 9, 10, mas também a rejeitar o Bolsonaro com nota 0, 1. Essa é a ideia que a literatura fora do Brasil começou a chamar de polarização afetiva. Ela não tem a ver necessariamente com posições ideológicas. Eu rejeito a tribo de lá porque acho que eles são odiosos, que têm valores e concepções de vida que me fazem querer levantar da mesa quando alguém chega no jantar. Aqui a gente fala muito de polarização, mas a literatura mede isso de outra maneira. É um exercício, mas que mostrou uma mudança do nível de polarização medida em relação aos candidatos a presidente.

E essa polarização se reflete em todo o eleitorado?

Tenho uma interpretação que não está no livro, mas que venho tentando trabalhar mais. A polarização no sentido mais forte do termo, de engajamento político, envolvimento com redes sociais, ficar tuitando, indo a eventos, mobilizando amigos, essa é a mobilização que nós conhecemos, mas não é a polarização ampla da sociedade. É o topo da pirâmide. Talvez 15%, 20% dos eleitores brasileiros operem nesse registro. Sabem o que o Flávio falou, acompanham o caso Master, vão para as redes sociais, conversam de política, abrem as páginas de jornal, se interessam, querem votar, acham que quem não acompanha política é alienado. Mas, quando a gente vai descendo, encontra um segmento que até cai para um lado ou para o outro — “sou da tribo vermelha”, “sou da tribo azul” — por causa do pastor, da família, do sindicato, da história com o PT, sei lá. Mas sem esse grau de envolvimento. E existe uma grande massa de eleitores no Brasil para quem essa polarização simplesmente não chega.

Mas essas não são as mesmas pessoas que responderam à pergunta sobre gostar e rejeitar Lula e Bolsonaro?

São, mas aí tem a ver com avaliação do líder. Todo mundo conhece Lula e Bolsonaro. Na hora H, a pessoa pode falar: “Ah, gosto mais dele”. Quase como futebol. Agora, dizer que essas pessoas são comunistas, fascistas, genocidas, é transbordar para o Brasil algo que está acontecendo no topo. A gente não tem evidência, para além desse sentimento em relação a Lula e Bolsonaro em 2022, de que exista uma polarização que corte a sociedade brasileira de cima abaixo. Se você vai para o interior do Brasil, para pequenas cidades ou áreas populares do Rio, e pergunta se fulano já foi cancelado de algum grupo de WhatsApp porque disse que vai votar no Bolsonaro, as pessoas levam muito menos a sério esses temas do que nós, que estamos enfronhados nisso, olhamos política por uma lente muito sofisticada em termos de ideias, acompanhamos políticas públicas. Tanto que, em média, 30% dizem não ter interesse nenhum por política. E 40% dizem que, se o voto não fosse obrigatório, ficariam em casa. Por isso eu não sei se a polarização vai continuar no mesmo nível sem Bolsonaro. O Bolsonaro ativa muito, tanto os sentimentos positivos dos eleitores de direita quanto os sentimentos negativos em relação ao PT. Minha impressão é que a polarização deve cair em 2026. Mas é só impressão.

Como entender, então, o efeito desse escândalo de Flávio Bolsonaro e o Master? É um escândalo que está ligado a um candidato da polarização, que herda do pai o eleitorado.

O que acontece é o seguinte: quando acontece qualquer evento dessa magnitude, a tendência nossa é fazer comentários peremptórios: “Acabou para o Flávio”, “Quem vai ser o candidato da direita?”, já dando como certo que a candidatura do Flávio está inviabilizada. Um escândalo parecido, guardadas as proporções, afetou a Roseana Sarney, no caso Lunus. Ela era a candidata que estava lá na frente nas pesquisas, apareceu dinheiro, e ali foi o fim de uma candidatura. Mas num mundo em que a imprensa controlava muito mais, digamos assim, a narrativa dos eventos. O país inteiro acompanhava o Jornal Nacional. Era um mundo muito diferente do nosso. Vou ser prudente, porque fiquei muito impressionado com a subida do Flávio. Hoje é fácil dizer: “Ah, o filho do Bolsonaro pegou o nome”. Mas quem imaginaria, em novembro do ano passado, que alguém com o nome Bolsonaro teria o prestígio que o Flávio está tendo? Muita gente julgava, por conta das investigações sobre o movimento golpista, a exposição do Moraes, prisões, tudo isso, que Bolsonaro tinha acabado. O nome do Flávio e a velocidade com que ele chegou a esse patamar de apoio foram, para mim, uma surpresa. De novo: todo mundo olha para trás e fala “era natural”. Não era nada natural um senador razoavelmente apagado, um político que sempre priorizou mais negociação parlamentar do que exposição de palanque, chegar ao patamar de apoio que chegou.

Isso quer dizer que ele está imune a esse escândalo?

Eu não sei como esse escândalo vai bater. Porque as denúncias estão em curso. A gente não sabe o que vem por aí. Não sabe se vai parar, se haverá mais gravações, mais vídeos, mais denúncias. Não sabe se vai estourar algo que afete também a esquerda. É um mundo imprevisível. Mas, só com o que apareceu no primeiro dia, a grande questão para mim é: como isso decanta para o eleitorado para além do topo? Existe esse eleitorado mediano, que tem inclinações de esquerda ou de direita, e existe o eleitorado lá embaixo, menos politizado. Eu não sei como isso é processado. Hoje eu conversei com uma mulher de baixa escolaridade, com simpatias mais à direita, e ela me disse: “Olha, esse negócio do detergente foi um grande movimento contra uma empresa. Não tem nada no detergente. Eu uso e continuo usando”. Ela não acredita. Ou seja: a informação chega torta, filtrada. Antes ela era filtrada pelas conversas e pelo tempo. Hoje ela é filtrada pelas redes sociais, pelo ambiente de trabalho, pelos grupos religiosos. E a direita domina as redes sociais. Eu vi um levantamento do Sólon Data mostrando que, dos 30 políticos brasileiros com mais prestígio em redes sociais, 26 são de direita e quatro são de esquerda. Os brasileiros usam muito redes sociais. Uma parte do Brasil já não liga mais certos canais de televisão. E há também filtros religiosos. Então eu não sei como isso chega lá embaixo.

Pela reação da campanha, há potencial de estrago.

Mas qual o tamanho do estrago? Como o Flávio resistirá — ou não —, especialmente porque não existe outra alternativa clara no curto prazo? Aí vem Copa do Mundo, vem o tempo passando, vem uma notícia substituindo a outra. Existe uma guerra de interpretações sobre todos os fatos. E por isso eu acho que a gente se afastou do cenário da Roseana. Naquele tempo aparecia um escândalo, aparecia dinheiro, e o cara estava liquidado. Hoje não. Hoje aparece um escândalo, ele é gravado, daqui a pouco dizem que a voz foi adulterada, que houve montagem, que existe perseguição. Não estou dizendo que não seja grave. É um escândalo gravíssimo. As denúncias são fortíssimas. Mas eu não teria segurança para dizer que a candidatura dele está ferida de morte. As pessoas discutiram durante dias o efeito do carnaval do Lula no Rio: “Foi um erro”, “foi uma humilhação”, “virou carro alegórico”. E aí? Cadê o efeito do carnaval hoje? As coisas decantam. As pessoas superam. Não estou comparando os dois escândalos, esse é muito mais grave. Mas nós operamos assim: acontece alguma coisa, vemos a reação das redes sociais, esperamos a próxima pesquisa, e imediatamente tentamos concluir o cenário. Flávio está muito bem posicionado nas pesquisas. São raríssimos os candidatos, na história das eleições brasileiras, que chegam em maio ou junho com mais de 30 pontos.

Mas isso sugere, de certa maneira, a resiliência desse eleitorado, né? Podemos estar diante de uma situação em que hecatombes podem acontecer e ainda assim o cenário seguir cristalizado?

País dividido e extremado no topo, mas abaixo existem outras realidades (Foto: Canal Meio)

País dividido e extremado no topo, mas abaixo existem outras realidades (Foto: Canal Meio)

Quando acabei de escrever o livro, em novembro, Flávio não era candidato. E a minha expectativa era a seguinte: “Bom, se o Flávio não é candidato, vai vir algum outro nome que fale mais com o centro e que desinfle um pouco esse sentimento de polarização afetiva que capturei no livro”. Afinal, esse sentimento tinha muito a ver com a presença do Jair Bolsonaro, que é a maior liderança popular de direita desde a redemocratização. Não é pouca coisa o que o Bolsonaro conquistou nesses poucos anos. Veio Flávio e, se ele se confirma como a principal liderança da direita para enfrentar Lula, aí aumenta a probabilidade de que as mesmas clivagens de 2022 se repitam. A divisão Nordeste versus resto do Brasil, a disputa voto a voto em São Paulo e nas grandes cidades do Sudeste, o papel das mulheres — que talvez rejeitem menos o Flávio do que rejeitavam o Bolsonaro. Isso pode ser um ponto positivo para ele. Provavelmente, se eu fizesse uma nova edição do livro, colocaria quatro eleições “PSDB versus PT” e três “PT versus Bolsonaros”, no plural. Mas eu ainda não sei se vai ser essa configuração. Agora, essa configuração aumenta de fato a probabilidade de a gente observar o que você está chamando atenção: uma cristalização prévia.

Cristalização também das rejeições.

Sim, tenho levantado também uma hipótese que precisa ser mais bem explorada: a avaliação que se faz do presidente Lula já não está mais tão contaminada pelas políticas públicas. O Lula pode fazer chover que os eleitores bolsonaristas continuarão achando o governo ruim. Aliás, como aconteceu no final do governo Bolsonaro: a inflação começou a cair, os indicadores econômicos começaram a melhorar, mas isso já não mudava a avaliação negativa dele. Ela estava cristalizada. Claro que existe uma margem de oscilação. As pesquisas variam dois, três pontos para cima ou para baixo, são esses eleitores que ficam olhando para um lado e para o outro. Mas, quando se colocam os dois no segundo turno, é quase como se ativasse um sentimento mais explícito das redes: “Eu sou dessa tribo, não sou daquela. Então eu vou com ele”. É por isso que eu acho que Lula pode fazer muitas políticas públicas, como o Bolsonaro também fez no fim do mandato. São medidas muito ad hoc, voltadas para certas clientelas. O Pé-de-Meia não. O Pé-de-Meia foi estudado, pensado. Ele pode ter um efeito positivo sobre certos eleitores, como esses de Ensino Médio que a gente comentou. Mas as pessoas estão um pouco cristalizadas em suas preferências. E a presença de um Bolsonaro na campanha — que, para mim, parecia improvável — reforça essa tendência.

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