Ouvi de alguns donos de restaurantes que o Mounjaro tem prejudicado o consumo. Ou seja: menos gente, menos comida e, consequentemente, menor faturamento nas casas.
Alguns clientes mais rotundos — ou ex-rotundos — simplesmente desapareceram depois que adotaram a companhia das canetas emagrecedoras.
Quem continua fiel, agora come porção de passarinho. Coisinha de nada. A conta já não é mais no quilo. É na gramagem.
Testemunho e avalizo a queixa.
Alguns amigos cevados — ou ex-cevados — hoje revelam verdadeira aversão à quantidade.
Doce? Não, não.
Nem pensar.
E assim, entre uma garfada e outra, a gastronomia vai descobrindo que também precisa enfrentar a nova realidade do apetite.
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