segunda-feira - 04/05/2026 - 11:48h
Luciana Soares

Vem de Assú o possível nome a vice de Cadu Xavier

Cadu se encontra com Luciana, ladeada por Lula Soares, em Assú; ex-prefeito Gustavo também o acompanhou (Foto: Divulgação)

Cadu se encontra com Luciana, ladeada por Lula Soares, em Assú; ex-prefeito Gustavo também o acompanhou (Foto: Divulgação)

Endereço oficial denominado de “Equipe de Lula”, ligado ao sistema governista estadual, envia e-mail com texto e fotos, antecipando quem deve ser a vice de Cadu Xavier (PT), pré-candidato a governador. A informação passada ao BCS é que Luciana Soares (PV) tende a ser escolhida para compor a chapa.

Luciana Soares ganha força e pode ser a vice na chapa de Cadu Xavier ao Governo do RN“, é o  título que encima o release (material em formato jornalístico divulgado à imprensa).

Xavier cumpriu agenda no sábado (02) em Assú ao lado da pré-candidata ao Senado, vereadora Samanda Alves (PT). Foi recebido pelo prefeito Lula Soares (Republicanos) e pelo ex-prefeito Gustavo Soares (PSDB), além de Luciana Soares.

Residente em Natal, advogada, ela é prima do atual prefeito e irmã do ex-prefeito, Luciana Soares nunca se envolveu diretamente com a política familiar a ponto de disputar mandato eletivo.

“Luciana surge como um nome que pode fortalecer a chapa por representar o interior do estado. Mais do que uma cidade específica, ela amplia o alcance político, trazendo equilíbrio e reforçando a ideia de um projeto menos centralizado e mais plural”, informa o release.

Preferência era outra

O grupo da governadora Fátima Bezerra (PT) tinha uma preferência anterior e remota, mais forte, mas teve que desistir. Era a prefeita pauferrense Marianna Almeida (PSD), que não se desincompatibilizou do cargo e reiterou que apoia o ex-prefeito mossoroense Allyson Bezerra (PT) ao governo.

Mais recentemente, a ideia fixa na Governadoria foi a de convencer Gustavo Soares para ser o vice. Esse não arredou pé da convicção de ser candidato a deputado estadual, ocupando espaço que era do irmão George Soares, que renunciou ao mandato na Assembleia Legislativa, para ser conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do RN (TCE/RN).

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 04/05/2026 - 11:10h
Espetáculo

Voz e a poesia de Belchior ganharão vida no Teatro Dix-Huit Rosado

Canto Livre fará resgate do talento de Belchior (Foto: divulgação)

Canto Livre fará resgate do talento de Belchior (Foto: divulgação)

Se as letras de Belchior parecem ter sido escritas para os dias de hoje, não é por acaso. O pensamento visionário, a urgência da vida e a força da identidade nordestina que marcaram a trajetória do “Alucinado” cearense serão o fio condutor do espetáculo “Belchior – 80 Anos”. A apresentação única acontece no dia 14 de maio, às 19h, ocupando o palco do Teatro Dix-Huit Rosado em Mossoró/RN.

O Grupo Canto Livre é formado majoritariamente por músicos acadêmicos da UERN, sob coordenação de Paula Martins e Luiz Emílio, e o coletivo traz para a cena um vigor renovado para interpretar clássicos como “Como Nossos Pais”, “Sujeito de Sorte” e “Apenas um Rapaz Latino-Americano”.

Assinado pela direção de Valter Menezes, o espetáculo não é apenas uma homenagem, mas um mergulho profundo na obra de um artista que uniu filosofia e música popular como poucos. “Belchior uniu o regionalismo ao universal”, destaca o diretor Valter Menezes. “Trazer esse espetáculo para Mossoró é honrar um legado que é, ao mesmo tempo, artístico e acadêmico. É mostrar que o pensamento dele é uma fonte inesgotável para quem faz e consome arte hoje.”

Os ingressos estão sendo vendidos pelo Outgo ou com os integrantes do grupo. Além das entradas inteira e meia, a produção disponibilizará o Ingresso Social. Esta categoria oferece valores reduzidos para aqueles que participarem de ações como doação de alimentos, doação de sangue ou cadastro no registro de doadores de medula óssea — unindo o prazer da arte ao impacto social positivo na comunidade mossoroense.

Para quem deseja se emocionar e revisitar a trilha sonora de gerações, o encontro com o “Rapaz Latino-Americano” já tem data e local marcados.

Informações gerais

Espetáculo: Belchior – 80 Anos
Indicação: Livre
Data: 14 de maio
Horário: 19h
Local: Teatro Dix-Huit Rosado, Mossoró
Vendas online: outgo.com.br/belchior-80-anos
Mais informações: Instagram @grupocantolivre_

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
segunda-feira - 04/05/2026 - 10:30h
“Lei Waleska Lopes"

Projeto ampara mãe estudante com filho em sala de aula

Brisa Bracchi inspirou-se em situação real ocorrida na UFRN (Foto: Francisco de Assis/CMN)

Brisa Bracchi inspirou-se em situação real ocorrida na UFRN (Foto: Francisco de Assis/CMN)

Há oito anos a universitária Waleska Maria Lopes foi impedida de assistir aula na Universidade Federal do RN (UFRN) porque estava com sua filha. Ela trabalhava pela manhã e pela tarde e não tinha com quem deixar a criança à noite. Quem a impediu de assistir aula foi o professor doutor Alípio Sousa Filho.

O caso repercutiu nacionalmente, causando muita revolta. Mas, nessa última semana, a Câmara Municipal de Natal aprovou projeto de lei de Brisa Bracchi (PT) que protege mães, pais e/ou responsáveis desse tipo de abuso, garantindo a todos a permanência em estabelecimentos de ensino públicos e privados acompanhados de suas crianças.

Agora, o projeto segue para sanção do prefeito Paulinho Freire (UB). A expectativa é que seja sancionado.

Batizada de “Lei Waleska Lopes”, o texto aprovado assinala que “a garantia disposta no caput deste artigo aplica-se à mãe, pai e/ou responsável matriculados em estabelecimentos de ensino da rede pública e/ou privada, situados em Natal.”

Segundo levantamento feito pelo mandato de Bracchi, “uma em cada quatro mulheres, com idades entre 14 e 29 anos, abandonou estudos em função de gravidez, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua – Educação 2019), realizada pelo IBGE”.

De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Unibanco, em 2016, “somente 2% das adolescentes brasileiras deram sequência aos estudos após engravidarem”.

Nota do BCS – Iniciativa que merece aplausos. Estranho é que precisemos de normal legal para arrimar algo tão significativo.

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segunda-feira - 04/05/2026 - 09:52h
Reconhecimento

“Mossoró Alimenta” do vereador Kayo Freire é premiado em Brasília

Freire tem iniciativa focada em segurança alimentar (Foto: divulgação)

Freire tem iniciativa focada em segurança alimentar e na promoção da dignidade humana (Foto: divulgação)

Em seu primeiro mandato, o vereador mossoroense Kayo Freire (PSD) retornou da 25ª Marcha dos Gestores e Legisladores Municipais, realizada em Brasília nessa última semana, com uma boa razão para comemorar. Ele também é um dos agraciados com destaque nacional por projeto inovador e que pode ter repercussão além dos limites de Mossoró.

Em conversa com o BCS, Freire destaca que o seu projeto premiado, o “Mossoró Alimenta”, é iniciativa voltada ao combate à insegurança alimentar e à promoção da dignidade social.”

O vereador Kayo Freire foi destaque nacional durante a 25ª Marcha dos Gestores e Legisladores Municipais, realizada em Brasília, ao receber reconhecimento pelo projeto “Mossoró Alimenta”, iniciativa voltada ao combate à insegurança alimentar e à promoção da dignidade social.

A honraria evidencia o impacto positivo da proposta no município de Mossoró, onde o projeto tem contribuído para garantir o acesso à alimentação a famílias em situação de vulnerabilidade, além de incentivar ações solidárias e parcerias entre o poder público e a sociedade civil.

Durante o evento, que reúne representantes de todo o país para discutir políticas públicas e fortalecer o legislativo municipal, Kayo Freire destacou a importância de iniciativas que colocam as pessoas no centro das decisões. “Esse reconhecimento não é apenas pessoal, mas de toda uma cidade que acredita na solidariedade como instrumento de transformação social”, afirmou.

Outros premiados

O legislativo local teve ainda os vereadores Thiago Marques (SDD) e Petras Vinícius premiados por projetos importantes – respectivamente “Programa Mossoró Empreendedora” e o “Inclusão Sobre Rodas” (veja AQUI).

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
segunda-feira - 04/05/2026 - 09:28h
MEIs

Declaração Anual do Simples Nacional tem prazo até o dia 31

Logomarca (Reprodução)

Logomarca (Reprodução)

Os Microempreendedores Individuais (MEIs) têm até o dia 31 de maio para enviar a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-Simei), referente ao ano-calendário de 2025. A obrigação vale para todos os CNPJs ativos, inclusive para quem não teve faturamento no período ou já encerrou as atividades. O atraso na entrega gera multa e outras implicações fiscais.

Na declaração, o empreendedor deve informar a receita bruta total do ano, respeitando o limite de R$ 81 mil, além de indicar se houve contratação de funcionário. O envio é feito pelo portal do Simples Nacional e, embora o processo seja rápido, especialistas recomendam antecipar o preenchimento para evitar inconsistências e erros de última hora.

A entrega fora do prazo gera multa mínima de R$ 50, podendo chegar a até 20% do faturamento anual, com acréscimo de 2% ao mês sobre os valores devidos no DAS. A contadora explica que, além do impacto financeiro, a irregularidade pode comprometer o acesso a benefícios previdenciários e dificultar a manutenção do CNPJ ativo.

Passo a Passo para a Declaração

Acesse o portal e digite o CNPJ.

Selecione o Ano-Calendário (ano anterior).

Informe o valor da Receita Bruta total obtida no ano, dividida entre comércio/indústria e serviços.

Informe se teve empregado ou não.

Confira o resumo, transmita e emita o recibo.

Portal do Empreendedor AQUI.

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segunda-feira - 04/05/2026 - 09:00h
Tecnologia e voto

Uso de IA turbina pré-campanhas eleitorais e TSE ainda espreita cenário

Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema são pré-candidatos (Fotos: redes sociais)

Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema são pré-candidatos (Fotos: redes sociais)

Do Canal e outras fontes para o BCS

Como era de se esperar, o uso de inteligência artificial já está transformando radicalmente as campanhas eleitorais neste ano no Brasil. A menos de seis meses das eleições, equipes de marketing político estão adotando ferramentas capazes de segmentar mensagens em escala, acelerar a produção de conteúdo e substituir parte das pesquisas qualitativas por “eleitores sintéticos” usados em simulações de comportamento.

Vídeos e peças digitais que antes levavam mais de um dia para serem produzidos agora ficam prontos em poucas horas. Integrantes de campanhas de pré-candidatos à Presidência e aos governos estaduais relatam o uso de softwares que monitoram em tempo real a reação de usuários nas redes sociais, mapeando temas com maior potencial de engajamento e identificando apoiadores e críticos.

Uma das campanhas mantém uma equipe de mais de 50 pessoas dedicada ao impulsionamento com nanossegmentação, permitindo personalizar mensagens para perfis específicos do eleitorado. (Folha)

Apesar do avanço tecnológico, as campanhas ainda demonstram cautela diante das regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o uso de inteligência artificial. Embora haja consenso de que deepfakes eleitorais são proibidos, persistem dúvidas sobre os limites legais de outras aplicações da tecnologia.

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segunda-feira - 04/05/2026 - 08:26h
Mossoró

Segunda-feira começa com dois homicídios e clima de medo

Do RN Notícia

Até o início desta segunda-feira, Mossoró somava 52 homicídios (Imagem ilustrativa)

Até o início desta segunda-feira, Mossoró somava 52 homicídios (Imagem ilustrativa)

A violência voltou a assustar os moradores de Mossoró na madrugada desta segunda-feira, 04 de maio. Foram registrados dois homicídios em diferentes regiões da cidade.

O primeiro caso aconteceu por volta das 3h, no bairro Dom Jaime Câmara. A vítima foi uma mulher trans identificada popularmente como “Samira”, assassinada a tiros. As circunstâncias do crime começam a ser investigadas pela polícia.

Já o segundo homicídio ocorreu no bairro Sumaré, na região do Cidade Alta. A vítima, identificada como Guilherme de Melo, foi morta a tiros dentro da própria residência.

Com os novos casos, Mossoró chega à marca de 52 mortes violentas registradas apenas neste ano. Grande parte dos crimes apresenta características de execução, incluindo invasões de residências e até sequestros.

A principal linha investigativa para boa parte das mortes aponta possíveis ligações com a guerra entre facções criminosas no município.

A onda de violência também já começa a refletir na rotina da população. Escolas têm registrado esvaziamento nas salas de aula devido ao medo de ataques e ameaças criminosas.

Os dois homicídios registrados nesta segunda-feira deverão ser investigados pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), departamento da Polícia Civil do Rio Grande do Norte.

Nota do BCS – Em redes sociais, algumas páginas cobrem execuções em tempo real, invasões de territórios e outras atividades de facção. Tudo com a maior naturalidade. Mossoró acuada pelo medo, sobretudo a periferia.

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Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
domingo - 03/05/2026 - 23:38h

Pensando bem…

“No que diz respeito ao desempenho, ao compromisso, ao esforço, à dedicação, não existe meio termo. Ou você faz uma coisa bem-feita ou não faz.”

Ayrton Senna

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Categoria(s): Pensando bem...
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domingo - 03/05/2026 - 11:50h

“A elegância do ouriço”, Muriel Barbery

Por Honório de Medeiros

Muriel barbery e seu livro (Reprodução do blog de Honório de Medeiros )

Muriel barbery e seu livro (Reprodução do blog de Honório de Medeiros )

É divertido o romance de Muriel Barbery, A Elegância do Ouriço.

Recomendo.

Vou, aqui, editar um trecho do livro que fala acerca da fenomenologia de Edmund Husserl.

“O quê?”. “Fenomenologia?” “Em um romance?”

É. Em um romance. E esse trecho prova, para mim, por a + b, que somente a literatura salva a filosofia da chatice dos filósofos.

Leiam:

“Então, a segunda pergunta: que conhecemos do mundo? A essa pergunta os idealistas como Kant respondem. Que respondem? Respondem: pouca coisa.

(…)

Conhecemos do mundo o que nossa consciência pode dizer dele porque isso aparece assim – e não mais.

Vejamos um exemplo, ao acaso, um simpático gato chamado Leon. (…) E pergunto a vocês: como podem ter certeza de que se trata de verdade de um gato, e até mesmo saber que é um gato? (…) Mas a resposta idealista consiste em demonstrar a impossibilidade de saber se o que percebemos e concebemos do gato, se o que aparece como gato na nossa consciência é de fato conforme ao que é o gato em sua intimidade profunda.

(…)
Eis o idealismo kantiano. Só conhecemos do mundo a IDEIA que dele forma a nossa consciência”.

Agora vem a parte hilariante:

“Mas existe uma teoria mais deprimente que essa (…) Existe o idealismo de Edmund Husserl (…)

Nessa última teoria só existe a apreensão do gato. E o gato? Pois é, o dispensamos. Nenhuma necessidade do gato. Para fazer o quê, com ele? Que gato? (…) O mundo é uma realidade inacessível que seria inútil tentar conhecer.

Que conhecemos do mundo? Nada. Como todo conhecimento é apenas a autoexploração da consciência reflexiva por si mesma, pode-se, portanto, mandar o mundo para os quintos dos infernos.

É isso a fenomenologia: a CIÊNCIA DO QUE APARECE À CONSCIÊNCIA. Como se passa o dia de um fenomenologista? Ele se levanta, tem consciência de ensaboar no chuveiro um corpo cuja existência é sem fundamento, de engolir o pão com manteiga inexistente, de enfiar roupas que são como parênteses vazios, ir para o escritório e pegar um gato.

Pouco se lhe dá que esse gato exista ou não exista, e o que ele seja na própria essência. O que é indecidível não lhe interessa. Em compensação, é inegável que na sua consciência aparece um gato, e é esse aparecer que preocupa o nosso homem”.

Aí está.

Por isso digo que o idealismo radical é a loucura da razão.

Fica mais fácil para eles entenderem o grande mistificador que foi Platão.

Entender que não existe algo Justo-Em-Si-Mesmo. Entender o uso manipulativo, retórico, das teorias filosóficas.

E entender por qual razão os professores de Direito, com algumas exceções, são como os gatos existencialistas…

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura de Natal e do Governo do RN

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Categoria(s): Artigo
domingo - 03/05/2026 - 10:46h

As minhas janelas

Por Odemirton Filho

Arte ilustrativa com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa com recursos de IA para o BCS

Estou lendo algumas crônicas de autoria de Paulo Mendes Campos. Segundo Flávio Pinheiro, em prefácio de um livro que reúne alguns textos do cronista, Mendes Campos “iluminou becos sem saída da vida, mas não cuidou apenas deles. Suas meditações eram temperadas por um ceticismo produtivo, para além do que há de enfadonho no niilismo ou de cômodo no pessimismo. Sempre teve, porém, um olhar perspicaz para descobrir o sabor oculto nas miudezas e circunstâncias da vida, com humor e ironia refinados e uma destreza para lidar com as palavras decantadas em invenção poética”.

Entre as crônicas, uma salta aos olhos. Trata-se de Minhas janelas, na qual o cronista discorre sobre a visão que tinha através das janelas das casas onde morou. Por ali, ele via o mundo em derredor, o vai e vem das pessoas, o caótico trânsito das regiões metropolitanas. “Morei em Belo Horizonte, no Leme, Copacabana, Leblon, Botafogo, Silvestre, andei aí pelo Brasil e por outros países”. Com efeito, o cronista perscrutava era a sua alma à procura de respostas.

Cá de minha parte, não posso afirmar que sou um andarilho. Quando eu era adolescente, morei por um ano na capital Alencarina. No entanto, a saudade bateu, e logo retornei à minha terra natal. Nunca tive – e não tenho – vontade alguma de sair do meu torrão, de residir em outras plagas. Viajar é bom, mas voltar pra casa é “felomenal”, diria Geovanni Improtta, personagem interpretado pelo ator José Wilker.

Assim, recuando no tempo, da janela da casa localizada na rua Tiradentes, n. 53, eu via a torre da igreja que foi trincheira para combater o bando do cangaceiro Lampião. Via seu Pedro Borges e dona Zélia, ao entardecer, sentados na calçada, saindo, vez ou outra, no Corcel I, verde. Eu via os meninos que moravam na rua jogando bola ou pedalando as suas bicicletas; via o pequeno muro da frente da casa de seu Sebastião Vieira e dona Ritinha, onde se cultivava um pequeno jardim.

Vislumbrava, outrossim, o vetusto prédio do Cine Teatro Caiçara. Aliás, permita-me fazer um parêntese. Certa vez eu assisti a uma peça de teatro no Caiçara, e nunca esqueci as palavras da atriz Aracy Balabanian, no palco, ante um prédio deteriorado e sem estrutura: “se os artistas de Mossoró fazem teatro nessas condições, eu também estou aqui para fazer”.

Pois bem. Através de uma janela lateral, eu via o quintal da minha casa, com um frondoso pé de seriguela que, não sei quantas vezes, deu sabor aos dias da minha infância. Pelas janelas da minha alma, eu via sonhos enquanto menino/adolescente que buscava desbravar o mundo.

Contudo, em nossas vidas nem sempre conseguimos cumprir o roteiro traçado, pois vamos, paulatinamente, construindo a nossa história, às vezes, por caminhos outros. Entretanto, nada tenho a reclamar, somente agradecer.

O narrado acima são recortes de tempos idos; as minhas janelas. Hoje, porém, vejo que é na sutileza dos detalhes que encontramos a grandeza da vida.

Por derradeiro, transcrevo as palavras do cronista Paulo Mendes Campos, extraídas da crônica anteriormente citada:

“Ando cansado de andanças, isto é, a idade vai chegando. Não quero mais ir, quero ficar; não quero mais procurar, quero conhecer o que já encontrei; para quem sou, as alegrias e as tristezas que tenho já estão de bom tamanho”.

Odemirton Filho é colaborador do Blog Carlos Santos

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Categoria(s): Crônica
  • Art&C - PMM - Abril de 2026
domingo - 03/05/2026 - 09:48h

Quando a sabatina vira palanque

Por Marcos Araújo

Jorge Messias retratado com IA em estilo impressionista para o BCS

Jorge Messias retratado com IA em estilo impressionista para o BCS

“Julgar os seus semelhantes ou pronunciar-se entre os seus pares. Condenar ou absolver, exercer a severidade e praticar a indulgência, dispor da fazenda, da vida ou da honra dos outros — não há responsabilidade mais grave. Ela exige a clareza da inteligência e a firmeza do espírito, a competência e o caráter, o respeito que a si próprio se deve e o que aos outros impõe.”

Louis Barthou, Ministro da Justiça da França (1862–1934)

Na noite de 29 de abril de 2026, o Senado Federal escreveu uma página inédita — e preocupante — na história constitucional brasileira. Por 42 votos a 34, os senadores rejeitaram a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Foi a primeira recusa de uma indicação ao STF em 132 anos. O fato, em si, não seria necessariamente ruim. O problema é o porquê — e o que o porquê revela sobre o estado das nossas instituições.

Para ser Ministro do STF, a Constituição exige dois requisitos, além da idade de 35 anos: notável saber jurídico e reputação ilibada. Em mais de um século de constitucionalismo republicano, o Brasil construiu um padrão: o Senado existe para verificar se o indicado preenche esses requisitos, não para corrigi-los à luz dos humores políticos do momento.

Pela recusa de Messias, O Senado Federal criou o quarto requisito: aceitabilidade e afinação política perante o parlamento. Pelos critérios constitucionais de habilitação para o cargo, Jorge Messias passou no teste. A Constituição diria sim. O Plenário do Senado disse não.

Os defensores da rejeição invocaram equivocadamente um precedente histórico de 1894. Não se aplica ao caso. No governo do Marechal Floriano Peixoto, cinco indicados ao STF foram recusados pelo Senado. O país vivia seus primeiros anos de República, sacudido pela Revolta da Armada e pela Revolução Federalista. O caso mais emblemático foi o de Cândido Barata Ribeiro, médico, abolicionista, ex-prefeito do Rio de Janeiro — indicado a um cargo que a Constituição de 1891 destinava a pessoas de “notável saber e reputação”.

O Senado, ao recusar Barata Ribeiro e outros nomes sem trajetória jurídica — como o general Ewerton Quadros e o coronel Demosthenes da Silveira Lobo —, afirmou uma interpretação histórica fundamental: o Supremo Tribunal Federal deveria ser composto por juristas. Era uma rejeição de mérito constitucional. Bem diferente do que ocorreu agora.

O precedente de 1894, portanto, não autoriza qualquer rejeição. Ele autoriza, e exige, rejeições fundadas em insuficiência constitucional objetiva. É precisamente o inverso do que ocorreu em 2026.

As cinco rejeições de 1894 afirmaram que o Supremo deveria ser composto por juristas. O precedente que se abre em 2026 afirma algo qualitativamente diferente e muito mais grave: que o Supremo deveria ser composto apenas pelos juristas que a maioria parlamentar do momento considerar politicamente convenientes.

Louis Barthou afirmou que “a civilização de um país se mede pela opinião que tem de sua Magistratura”. João Mangabeira, ministro e jurista brasileiro, escreveu que “o órgão que, desde 92 até 1937, mais falhou à República, não foi o Congresso. Foi o Supremo Tribunal Federal”. Dois retratos, dois alertas. Um sobre o que uma Corte deve ser. Outro sobre o que ela pode se tornar quando as instituições falham.

Quando o Senado rejeita um indicado ao STF por cálculos eleitoreiros, e não por critérios constitucionais, ele não fortalece a República. Ele a fragiliza. E o faz justamente no momento em que o Brasil mais precisa de instituições robustas e confiáveis.

Criou-se um precedente perigoso. E ainda assisti, com tristeza, os Senadores comemorando, tornando o vexame constitucional ainda mais ridículo. Pela mensagem, o Supremo, doravante, somente deve ser ocupado somente pelos “queridinhos” do Senado.  Aquele(s) jurista(s) que a maioria parlamentar do momento considerar politicamente convenientes. Com certeza, essa não é a República que a Constituição de 1988 prometeu. Não é a República que Ruy Barbosa ajudou a construir. E não é a República que o Brasil precisa ser.

Marcos Araújo é professor e advogado

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domingo - 03/05/2026 - 08:50h

Tirna

Por Bruno Ernesto

Chaleira no fogão à lenha Foto: Bruno Ernesto)

Chaleira no fogão à lenha (Foto: Bruno Ernesto)

É curioso observar como um simples hábito pode se transformar em um retorno à simplicidade.

Esse modernismo exacerbado, essa esterilização cultural, a restaurantização, parecem comprovar a teoria de Charles Darwin.

Aliás, de todas as grandes teorias, parece que ela é a única que vem se fortalecendo a cada dia e, claro, não podemos contabilizar neste raciocínio as teorias conspiratórias isoladamente, pois elas estão inseridas na própria teoria evolucionista darwiniana.

Claro que a modernidade – os novos tempos – e a praticidade que ela proporciona, mudaram definitivamente nosso modo de viver e sobreviver.

Ninguém em sã consciência quer lavar roupas à mão, passar roupa com ferro à brasa, viajar mil quilômetros no lombo de um cavalo ou buscar água na lata para abastecer sua casa; embora às vezes seja necessário fazer o complicado, porém não desútil.

Acordar às quatro horas da manhã e acender o fogão à lenha não é minimamente praticável para quem vai pegar um voo às sete horas, ou deixar o filho no colégio em idêntico horário.

Mas, guardadas as proporções, se você tivesse tempo e disposição, vez ou outra, certamente faria isso.

Se você pudesse, certamente gostaria de acordar sentindo o cheiro de café, queijo e ovos caipiras sendo preparados num fogão à lenha, fumaçando deliciosamente na cozinha e perfumando a sua roupa.

Não tenho dúvida que o seu lado piromaníaco lhe faria observar por vários minutos a labareda lambendo o fundo da panela e a carimbando de tirna.

Talvez, até mesmo se disporia a cortar a lenha, cheiraria o pedaço de queijo de coalho amarelo – deliciosamente gorduroso -, separaria os ovos caipiras e moeria o café manualmente na noite anterior, já sentindo o gosto e cheiro deles sendo preparados.

Até demoraria para dormir de ansiedade.

Carl Jung ficaria orgulhoso dessa sua sincronicidade.

Não duvido que também olhasse para aquela galinha pedrês solta no terreiro, e a imaginasse coberta de coentro, cebola roxa, perfumada com cominho e lateada por batata doce, feijão de corda com nata, arroz de leite, farofa e uma maxixada.

Se pudesse, vez ou outra, chegaria ao compromisso cheirando à fumaça, com as mãos sujas de tirna, mas de corpo e mente limpos e perceberia que nem sempre o que facilita a nossa vida é o melhor para ela.

Bruno Ernesto é escritor, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mossoró – IHGM e curador do portal cultural marsertao.com @ihgmossoro @marsertaoblog

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domingo - 03/05/2026 - 07:22h

Do contexto da injustiça

Por Marcelo Alves

Universidade de Salamanca (Foto do Portal de Turismo de Castilla y León)

Universidade de Salamanca (Foto do Portal de Turismo de Castilla y León)

No nosso papo da semana passada, conversamos sobre a chamada “guerra justa”, assunto em que a história da Igreja (veja AQUI), de seus grandes teólogos, e a história do direito, de seus grandes filósofos, se amalgamam deveras. E aqui expliquei que foi a partir da Escola de Salamanca (berço do direito natural moderno), com o precursor Francisco de Vitória (1483?-1546), passando pelo também salamantino Francisco Suárez (1548–1617), por Alberico Gentili (1552-1608) e chegando a Hugo Grócio (1583-1645), que as bases do direito internacional, do direito de guerra e do conceito de “guerra justa” foram razoavelmente assentadas.

Mas por que à época o tema do direito de guerra e, mais especificamente, da “guerra justa” aflorou tão fortemente? Qual o contexto de então?

Tudo se dá numa mistura de colonialismo/imperialismo (pelas grandes potências navais de então, Espanha, Portugal e Holanda, sobretudo), religião/fé e desrespeito/incompreensão por outras culturas/povos. Alguma coincidência com os dias atuais?

Francisco de Vitória, por exemplo, em “De Indis” e “De Jure Belli (Hispanorum in Barbaros)”, ambas escritas em 1539, tratou exatamente dos aspectos jurídicos e teológicos da então recente conquista do continente americano. Em “De Indis”, Vitória condena as violências ali cometidas contra os indígenas. Ele afirma que os índios são homens como quaisquer outros e possuem os mesmos direitos, incluindo o direito de propriedade sobre suas terras, que é, inclusive, um direito natural. Defende que a conversão dos índios americanos ao cristianismo não devia ser forçada, mas livre. Os indígenas, numa situação-limite, poderiam até ser tratados na qualidade de “menores sob tutela”, mas nunca como escravos.

Em “De Jure Belli”, como sabemos, Vitória trata, após Tomás de Aquino, da “guerra justa”: apenas seria justa a guerra desencadeada para responder de forma proporcional a uma agressão ou aquela iniciada preventivamente para evitar um mal maior. E, aqui, avaliando as causas que poderiam justificar as guerras, ele sopesa os supostos direitos dos espanhóis nas Índias e os direitos dos indígenas em suas terras. Lembremos que, em sua época, Vitória foi, junto ao também dominicano Bartolomeu de las Casas (1474-1566), embora em menor intensidade do que este, um dos grandes defensores dos indígenas.

Hugo Grócio, o “fundador” do direito internacional, também tem uma história de vida marcada pelo contexto de então: colonialismo, guerras entre as grandes potências pelas terras além-mar, lutas religiosas e incompreensão/violência contra outros povos/culturas considerados “bárbaros”. Grócio começou sua carreira como advogado em Haia em 1599. Tornou-se historiador para o Estado holandês. Em 1604, foi apontado para defender o Estado holandês, que havia “sequestrado” o navio português Santa Catarina, no estreito de Singapura, em meio às guerras entre Espanha e Holanda.

No mesmo ano, foi nomeado conselheiro do príncipe Maurício de Orange-Nassau (1567-1625). Foi procurador-geral do Fisco holandês e prefeito de Roterdã. Mas, em 1618, envolvido em questões teológicas, em oposição a Maurício de Orange-Nassau, acabou preso. Em 1619, foi sentenciado à prisão perpétua. Em 1620, foi declarado culpado de “laesa majestas” e fugiu para Paris. Voltou à Holanda em 1631. Fugiu novamente, em 1632, para a Alemanha. Por anos, trabalhou como diplomata para a Suécia. Homem público e jurista, poeta e dramaturgo, filósofo e teólogo, acabou falecendo, em 1644, na Alemanha.

A obra do desterrado Grócio – como “De Indis” (de 1604 ou 1605 e relacionada ao já referido incidente com o navio português Santa Catarina), “Mare Liberum” (de 1609 e na qual ele defende a internacionalidade dos mares) e a magnum opusDe Jure Belli ac Pacis” (de 1625, na qual ele “funda” o direito internacional e pela qual é reverenciado até hoje) – é marcada por esse contexto histórico e de vida.

Sobre o direito de guerra, que penosamente se desenvolvia no mundo cristão, ele afirma que guerras eram travadas “com uma falta de freios vergonhosa até mesmo para povos bárbaros” e como se autorizada fosse a prática de todo tipo de crime. E Grócio se confessava mesmo chocado com as atrocidades das guerras entre Espanha e Holanda e entre católicos e protestantes, os supostamente não “bárbaros”, os “civilizados”, da época.

Esses supostamente civilizados…

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

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Categoria(s): Crônica
domingo - 03/05/2026 - 04:30h

Outras recordações

Por Marcos Ferreira

Arte ilustrativa com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa com recursos de IA para o BCS

Penso agora no tempo dos primeiros passos, os avanços que demos. É isso. Poderia ter se livrado de mim naqueles anos do Facebook. Teria pulado uma fogueira, como se costuma dizer. Mas não, ela não me ignorou na rede social do Mark Zuckerberg nem quis pular a tal fogueira. Algo em mim, de modo recíproco, agiu de um jeito que fomos passo a passo nos aproximando. Continuou me dando fôlego, a encorajar os meus sutis e dissimulados galanteios, certas atitudes, fagulhas de ousadia. Coisa discreta, com disfarce, subjacente tipo assim uma brasa ainda viva que arde por baixo das cinzas.

O clima foi melhorando, ganhando afeições, encantamento, elogios moderados. Até que um amigo comum nos apresentou em certa ocasião. Um seu colega de trabalho que enfeitou ainda mais este pavão desimpedido àquela época.

Com pouco já havíamos adquirido certo entrosamento, trocamos afinidades. Vieram alguns elogios (todos recíprocos) e, quando me dei conta, nossos números telefônicos estavam compartilhados. Devagar transcendemos a rede social do americano cheio da grana. O celular, que naquele tempo era bastante caro, tornou-se o elo, o meio pelo qual um dia estreitamos laços. Não revelarei aqui o dia, porém informo tão só que foi em um feriado nacional quando em uma noite de setembro nos colocamos cara a cara. Isso já tem dez anos. Aí todo o cerca-lourenço findou.

O jogo foi aberto, tudo posto às claras, e a pequenina brasa do desejo já estava exposta. Então nunca mais nos desgrudamos. Até parece que foi ontem. Alguns meses depois, infelizmente, surgiram tribulações, passei por grandes terremotos e maremotos existenciais, contudo ela não me largou, continuou ao meu lado, não pulou a fogueira do meu desgoverno. É isso aí, eu me encontrava desgovernado. Enfermo sem tratamento, sem diagnóstico.

Fui parar em um famoso e extinto manicômio deste município; minha situação se complicara, exigia uma medida extrema. Ainda assim não me virou as costas. Nossos amigos entraram na raia, deram apoio, todavia foi ela quem segurou a barra, continuou firme junto a mim. Não demorou e recobrei a razão, tomei remédios fortes e readquiri o prumo. Sigo em tratamento até hoje.

Ela foi (ainda é) o maior e melhor presente que ganhei na vida. Ora retomo este assunto, quem sabe esteja me repetindo, porque existem alguns momentos em que a rotina, a monotonia, concorre para que esqueçamos do quanto bonita e vencedora é nossa história. Uma história que merece ser escrita, louvada e enaltecida sempre que este coração disser que sou privilegiado por tudo. Outras recordações, a exemplo destas, poderão surgir novamente. Não cansarei de me repetir.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Crônica
  • Art&C - PMM - Abril de 2026
sábado - 02/05/2026 - 23:42h

Pensando bem…

A mão que afaga é a mesma que apedreja.”

Augusto dos Anjos

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sábado - 02/05/2026 - 21:38h
Tecnologia

Chat GPT prepara salto com marca própria de celular

Arte com logomarca da Open AI

Arte com logomarca da Open AI

Nesta semana, os rumores de que a OpenAI (Chat GPT) trabalha no lançamento de um celular em parceria com outras três empresas ganharam força.

Após o vazamento, as ações da Qualcomm, uma das empresas parceiras e responsável pelo desenvolvimento de chips para o aparelho, chegaram a saltar 8%.

Mas qual é a vantagem da OpenAI em criar um celular? Com um aparelho próprio, a empresa teria acesso a todos os recursos e sistemas dele — o que não acontece hoje em dia quando o aplicativo da empresa é instalado.

Ainda não está muito claro como ele funcionaria, mas, ao que tudo indica, uma das principais diferenças seria agentes de AI substituírem aplicativos.

Na prática, isso significa que o próprio aparelho conseguiria realizar tarefas sozinho e antecipar demandas, como marcar compromissos na agenda.

Com o ChatGPT se aproximando de um bilhão de usuários semanais, o lançamento de um produto físico poderia impulsionar o faturamento anual de US$ 20 bilhões da empresa e expandir a base de clientes.

As especificações do smartphone e seus fornecedores devem ser finalizadas até o final do ano ou começo de 2027 — com a produção em massa do dispositivo prevista para começar em 2028.

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  • San Valle Rodape GIF
sábado - 02/05/2026 - 16:42h
Fuga de Alcaçuz

Cinco presos fogem de penitenciária e são caçados por policiais

Cinco presos fugiram da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta (RN), na madrugada deste sábado (2 de maio de 2026) durante fortes chuvas. Os detentos, da Triagem do Pavilhão 1, quebraram a estrutura de ventilação, pularam o muro interno e usaram uma corda “teresa” para escapar.

Fugitivos

Carlos Soares Alves da Silva, Jefferson Cleyton Lima da Silva, Maycon Dias Mora, Pedro Gabriel da Silva e Rodrigo da Silva Nascimento são os fugitivos.

A Penitenciária Estadual de Alcaçuz é o maior núcleo prisional do Rio Grande do Norte. Foi palco de uma das maiores rebeliões do país em 2017, com 26 mortes (conhecido como Massacre de Alcaçuz).

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sábado - 02/05/2026 - 11:22h
Ordenação

Conheça os futuros padres da Diocese de Santa Luzia de Mossoró

Banner de divulgação da Diocese de Mossoró (Reprodução do BCS)

Banner de divulgação da Diocese de Mossoró (Reprodução do BCS)

Neste sábado (02), a Diocese de Mossoró começa série de ordenações de padres para sua vasta circunscrição. Ao longo deste mês, outros cinco diáconos também dirão o seu “sim” definitivo a Deus no sacerdócio.

“Cada vocação nasce de um chamado silencioso no coração, amadurece nos encontros, na oração, nos estudos, no serviço como leitor e acólito, floresce no diaconato… e agora se consagra no altar, como entrega total ao povo de Deus”, salienta a Diocese conduzida pelo bispo Dom Francisco de Sales.

Conheça agora os diáconos que serão ordenados padres:

Marcos Bruno Fernandes – Hoje, às 18h, na Capela de São João Batista, Vila Mata, Tenente Ananias.

Lucas Henrique Beserra Sousa – Dia 09, às 18 horas, Igreja Matriz do Sagrado Coração de Jesus, Umarizal.

Miqueias Ícaro de Oliveira – Dia 12, às 19h30, Igreja Matriz de São João Batista, Mossoró.

Marcos Maciel de Souza Araújo – Dia 15, às 19 horas, Igreja Matriz de São Paulo, Mossoró.

Pedro Vitor Fernandes Damião – Dia 16, às 18 horas, Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, Pau dos Ferros.

Geovani José da Silva – Dia 22, às 18 horas, Igreja Nossa Senhora da Salete, Serrinha dos Pintos.

Veja perfil de cada diácono AQUI.

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Categoria(s): Gerais
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 02/05/2026 - 10:34h
Inverno

Que Encanto!

Sangria do açude público de Encanto no Alto Oeste do RN.

Sabadão de alegria ainda maior por essas bandas, com o inverno 2026.

O reservatório tem capacidade total de mais de 5 milhões de metros cúbicos (5.192.538m3).

Historicamente atinge alta porcentagem de volume ou sangra após fortes chuvas, como registrado em anos anteriores.

Suas águas vão para o sistema do rio Apodi-Mossoró, barragem Santa Cruz em Apodi.

🎥 Não recebemos informações sobre autoria do vídeo.

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Categoria(s): Gerais
sábado - 02/05/2026 - 04:40h
“Transa”

Caetano Veloso inspira Feira de Vinil e Afins de Mossoró

Kauê Tavares fará apresentação musical (Foto: divulgação)

Kauê Tavares fará apresentação musical (Foto: divulgação)

A força, a liberdade e a fusão sonora de um dos discos mais marcantes da música brasileira ganham nova interpretação em Mossoró.

No próximo dia 9 de maio, a Feira de Vinil e Afins promove o espetáculo “Transa”, inspirado no icônico álbum de Caetano Veloso, lançado em 1972.

A Feira terá início às 18h e o show será realizado a partir das 19h, no Cafezal Café & Bistrô, localizado no Memorial da Resistência, no Centro da cidade, com entrada gratuita.

A apresentação musical ficará por conta do cantor Kauê Tavares, que revisita, ao lado de banda formada especialmente para o evento, o repertório do disco em uma performance que propõe uma imersão na intensidade e na mistura de influências que consagraram Transa como uma obra singular.

Gravado durante o exílio de Caetano Veloso em Londres, o álbum é reconhecido por sua sonoridade híbrida, que combina elementos do rock, reggae e da música brasileira, além de letras que transitam entre o português e o inglês. Clássicos como “You Don’t Know Me”, “Nine Out of Ten” e “Triste Bahia” fazem parte do repertório que atravessa gerações e permanece atual.

Mais do que um show, o espetáculo propõe uma experiência musical que dialoga com o contexto histórico e artístico do disco, reafirmando sua relevância e potência estética. A apresentação deve reunir apreciadores da música brasileira, colecionadores e o público em geral em uma noite dedicada à celebração da cultura e da memória musical.

A Feira de Vinil e Afins é uma iniciativa que vem se consolidando como espaço de valorização da cultura analógica e da música em Mossoró, reunindo expositores, colecionadores e atrações musicais em torno do universo do vinil e de outras mídias físicas. O evento conta com apoio cultural do Banco do Nordeste Cultural e do Colégio Simples.

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Categoria(s): Cultura / Gerais
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sexta-feira - 01/05/2026 - 23:52h

Pensando bem…

“O silêncio é o santuário da prudência.”

Baltasar Gracián

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sexta-feira - 01/05/2026 - 16:46h
Comércio

Varejo alimentar tem desempenho recorde e vira motor de empregos

Ano de 2025 foi robusto para o setor, aponta a Associação Brasileira de Supermercados (Arte ilustrativa com recursos de IA para o BCS)

Ano de 2025 foi robusto para o setor, aponta a Associação Brasileira de Supermercados (Arte ilustrativa com recursos de IA para o BCS)

Em meio ao consumo pressionado, o varejo alimentar faturou mais de R$ 1,1 trilhão no ano passado, chegando a representar 9% do PIB.

O setor segue como motor de emprego no país, reunindo 9 milhões de trabalhadores.

São mais de 439 mil lojas espalhadas pelo Brasil, atendendo cerca de 30 milhões de consumidores por dia.

O Ranking da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) 2026 mostra esse movimento com números mais robustos.

15 maiores supermercados do Brasil em 2025

Carrefour (SP): faturamento de 123,5 bilhões de reais

Assaí Atacadista (SP): faturamento de 84,7 bilhões de reais

Mateus Supermercados (MA): faturamento de 43,5 bilhões de reais

Supermercados BH (MG): faturamento de 25,7 bilhões de reais

GPA (SP): faturamento de 20,6 bilhões de reais

Irmãos Muffato (PR): faturamento de 20,3 bilhões de reais

Grupo Pereira (SP/SC): faturamento de 17,5 bilhões de reais

Koch Hipermercado (SC): faturamento de 12,9 bilhões de reais

Novo Mateus (PE): faturamento de 12,5 bilhões de reais

Mart Minas (MG): faturamento de 12,5 bilhões de reais

Martins Atacado (MG): faturamento de 11,8 bilhões de reais

Cencosud Brasil (SP): faturamento de 10 bilhões de reais

Plurix (SP): faturamento de 9,6 bilhões de reais

DMA Distribuidora (Epa Supermercados, Mineirão Atacarejo e Brasil Atacarejo / MG): faturamento de 8,9 bilhões de reais

Companhia Zaffari (RS): faturamento de 8,8 bilhões de reais

Em 2025, o faturamento das redes supermercadistas ultrapassou 1.145,1 trilhão de reais, considerando formatos como atacarejos, supermercados tradicionais, minimercados, e-commerce e lojas de conveniência.

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Categoria(s): Economia
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