quarta-feira - 05/08/2026 - 09:46h
Missa

Capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro será reaberta

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A Capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro reabrirá suas portas no próximo sábado (8), após passar por obras de revitalização iniciadas em março deste ano.

A missa de reabertura será celebrada às 18h, marcando um momento especial para a comunidade católica.

Durante o período de reforma, foram realizados serviços de pintura externa e readequações no espaço interno, com destaque para a parede do presbitério, que passou por uma reorganização litúrgica.

Também foram feitas melhorias em toda a infraestrutura elétrica da capela, preparando o espaço para uma futura climatização.

O vigário-geral da Diocese de Santa Luzia de Mossoró e pároco da Catedral, padre Antoniel Alves da Silva, agradeceu aos fiéis pelas contribuições que tornaram possível a realização das obras de revitalização da capela e convidou para a reabertura. “Será um momento especial de fé, oração e ação de graças pela reabertura da nossa capela. Venha celebrar conosco este marco tão importante para nossa comunidade e renovar a esperança diante de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro”, destacou.

A Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi inaugurada em 24 de setembro de 1954. Erigida em ação de graças por Francisco Geraldo do Monte, está localizada na Rua Desembargador Dionísio Filgueira, no Centro de Mossoró.

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Categoria(s): Blog
terça-feira - 04/08/2026 - 17:28h
Mossoró

Centenário da resistência terá casarão com pleno aproveitamento

Parte externa do imóvel recebeu primeiros cuidados (Foto: PMM)

Parte externa do imóvel recebeu primeiros cuidados à preservação de linhas externas (Foto: PMM/Arquivo)

Sem alardes, a Prefeitura de Mossoró trabalha programação dos 100 anos de resistência da cidade ao bando de Lampião, fato ocorrido em 1927, com programação que vai marcar todo o próximo ano.

E, cuidadosamente, um dos principais investimentos é na recuperação e restauração (com preservação arquitetônica) do casarão ao lado do Palácio da Resistência (sede do governo local).

O imóvel – em escombros – passou por processo de desapropriação (veja AQUI) – e na primeira fase de obras, o município recuperou toda a fachada, respeitando as linhas arquitetônicas e as cores utilizadas na época.

Será entregue no ano do centenário da resistência com uso pleno de sua estrutura física em pauta cultural, artística e histórica.

“Estamos todos empenhados nessa programação e o casarão é uma parte especial do que vamos apresentar em 2027”, comentou com o BCS o secretário adjunto de Governo, professor Etevaldo Almeida.

História

Por estar vizinho à residência de Rodolfo Fernandes (hoje Palácio da Resistência), integrou o sistema defensivo montado durante o ataque do bando de Lampião a Mossoró, em 13 de junho de 1927.

Relatos históricos e de pesquisadores apontam que:

Foram instaladas trincheiras em seu entorno;

Combatentes ocuparam o telhado durante o confronto;

O imóvel serviu de abrigo e posição estratégica na defesa da cidade;

Durante muitos anos havia marcas de disparos em parte da construção.

A cerca de 100 metros do imóvel, os cangaceiros Jararaca e Colchete foram baleados. Esse último morreu no próprio local em que foi alvejado com um tiro disparado da torre da Igreja de São Vicente.

Alvo no ataque, prefeito Rodolfo Fernandes fez defesa em sua casa ao lado da São Vicente (Fotomontagem BCS)

Alvo no ataque, prefeito Rodolfo Fernandes fez defesa em sua casa ao lado da São Vicente (Fotomontagem BCS)

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Categoria(s): Administração Pública / Cultura
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 02/08/2026 - 10:52h

Reminiscências que me remetem ao Hotel Caraúbas

Por Assis Nascimento

Hotel Caraúbas, anos 60, Acervo de Maria Lucineide, printada do Facebook

Hotel Caraúbas, anos 60, Acervo de Maria Lucineide, printada do Facebook

Foi no ano de 1968, o meu primeiro pernoite na cidade de Mossoró, e o local a nossa disposição foi o Hotel Caraúbas, que na época era administrado por Salvador Marinho e o Antônio Caraúbas.

Pois bem, naquela época eu e meu irmão Chagas estudávamos internos no Colégio Marista de Aracati-CE, e a viagem de Porto do Mangue a Mossoró era feita em Jeep, na companhia de meu pai e do motorista Sebastião Peres do Amaral, que ele dizia dizia ter nome de deputado e que o chamávamos carinhosamente de “Bastinho.”

Nessa época, a Rodoviária em Mossoró ainda estava sendo construída, e o ônibus da Expresso Rápido Mossoró, que fazia linha para Fortaleza-CE, saía exatamente do Hotel Caraúbas. Lá tinha uma bilheteria onde comprávamos a passagem. Na frente do hotel, rua Dionísio Filgueira, havia um espaço reservado para o ônibus estacionar.

Lembro-me ainda, que na época, lateral do hotel, na rua Meira e Sá, ficava um pequeno comércio de carne de sol, queijos e outros produtos oriundos do sertão, tocado por Pedro Salvador, irmão de Salvador Marinho.

Guardo com carinho, esses momentos vividos no local e das pessoas que nos acolheram, entre os anos de 1968 e 1970, antes da nossa vinda em definitivo para a Terra de Santa Luzia em 1971.

Deixo aqui o registro, do que vivi ao longo desses anos, para que não caia no esquecimento, pois a idade avança a passos largos, e com ela a minha memória.

Assim penso, por isso escrevo o que me vêm à cabeça.

Assis Nascimento é bancário aposentado

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Categoria(s): Crônica
domingo - 02/08/2026 - 06:44h

A Casa da Revista

Por Odemirton Filho

Casa da Revista na Rua Santos Dumont, Centro de Mossoró (Foto: Relembrando Mossoró)

Casa da Revista na Rua Santos Dumont, Centro de Mossoró (Foto: Relembrando Mossoró)

Os tempos são outros. Vivemos a era digital, da Inteligência Artificial, dos celulares iPhones. Qualquer pesquisa pode ser realizada por meio da internet, onde encontramos tudo. Hoje, as interações humanas são, em boa parte, pelas redes sociais, e a leitura pode ser feita por meios de avançados recursos tecnológicos.

No entanto, tempos atrás, não era assim. Somente líamos livros físicos, e fazíamos as pesquisas escolares por meio de volumosas enciclopédias. Quando queríamos saber sobre as fofocas dos famosos, recorríamos às revistas especializadas no assunto.

Em Mossoró, a Casa da Revista foi, por vários anos, um estabelecimento comercial especializado no gênero. Por lá, encontrávamos variados tipos de leitura, de gibis a revistas com conteúdo para maiores de idade. Quem gostava de ler, quase semanalmente ia comprar revistas de publicação mensal/semanal ou em busca de novidades.

Noutros tempos, além da Casa da Revista, lembro que havia as bancas de revistas de Zé Maria e de Ademar, que, aliás, ainda existem. Havia, também, duas bancas que se localizavam, salvo engano, na praça dos Correios e ao lado da Catedral. Quem lembra de Antônio “Queixinho”, que comercializava revistas na calçada lateral do Cine Pax?

Falar em Zé Maria, recordo-me que inúmeras vezes fui, de manhãzinha, comprar jornal. Gostava de ler, principalmente, as colunas de Canindé Queiroz, Dorian Jorge Freire e José Nicodemos. Zé Maria achava bom que só resenhar sobre política e futebol; a turma que andava por lá, também, só que, às vezes, as discussões ficavam acaloradas.

Lembro, ainda, que a Casa da Revista, durante o mês de janeiro, abria um ponto de vendas num prédio ao lado do antigo posto da Telern, em Tibau.

Bem, eu não sei dizer por quanto tempo a Casa da Revista permaneceu em atividade; só sei que por muitos anos contribuiu para a cultura local.

E Você? Costumava ir à Casa da Revista?

Odemirton Filho é oficial de justiça

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Categoria(s): Crônica
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 02/08/2026 - 05:50h

O pesadelo da fome

Por Marcos Ferreira

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Mossoró, Rio Grande do Norte, 2 de agosto de 1978. É quarta-feira. A noite começa a cair no então pequeno município governado pelo prefeito João Newton da Escóssia, filiado ao partido Arena — Aliança Renovadora Nacional. Amélia Guimarães chega em casa com duas bolsas de palha aos ombros cheias de mantimentos. Trata-se de uma jovem dona de casa de trinta e quatro anos, mãe de seis filhos miúdos. Amélia, de compleição esguia, pele branca e cabelos loiros compridos, sorri para as crianças. Marta é a sua primogênita; tem nove anos. Os demais são quase uma escadinha: possuem diferença de idade de pouco mais de um ano ou dois.

Todos estavam na frente da tapera quando a mãe finalmente chegou. A precária moradia, feita de pau a pique, constitui-se de uma sala, um corredor, um só quarto e uma cozinha um tanto maior que a sala. As cordas de armar as redes são presas em locais onde as paredes têm partes da madeira expostas. No quarto, todavia, há uma ordinária cama de casal. O banheiro, também de estuque, fica no meio do quintal, que é bastante amplo. O imóvel está situado na Avenida Alberto Maranhão, 3521, no Bom Jardim. Rua sem pavimentação. A areia fina gera muita poeira. Naquele setor há diversas residências de taipa. O trânsito de automóveis é mínimo. O maior número é de bicicletas e carroças, estas puxadas por jumentos, cavalos ou burros.

Amélia entra no domicílio com as bolsas e é seguida pelos filhos. A mulher põe a carga sobre a pequena mesa de madeira rústica da cozinha. Acende uma lamparina de querosene e começa a retirar os víveres oferecidos por mãos piedosas. Cuida logo de acender o fogão a lenha para preparar o café. Martinha, única filha menina, ajuda na arrumação dos gravetos mais finos. Em breve a madeira mais grossa começa a queimar. As crianças, de olhos arregalados e pidões, contornam a mesa. Lucas, Nestor, Evaristo e Fernando ocupam os quatro tamboretes com tampo de couro cru. Adonias e Martinha, os mais velhos, permanecem ao lado da mãe.

Amélia se antecipa, abre um dos pacotes de bolacha seca e branca que adquiriu e dá algumas a cada um dos filhos, para que vão mitigando a fome enquanto o café fica pronto. Há também oito ou dez pães entre os alimentos. É a segunda vez que Amélia se viu forçada a pedir esmolas no comércio, principalmente no Mercado Central. Viúva há cinco meses, ela não adquiriu nenhuma lavagem de roupa nos últimos dez dias. O armário da comida já se achava vazio; e as crianças penavam com o pesadelo da fome. O falecido Eduardo Guimarães, trabalhador do ramo de salinas, sofreu um infarto enquanto estava na labuta. Tinha apenas trinta e sete anos.

A casa, única coisa que Eduardo deixou para a mulher e os filhos, encontra-se em más condições. Como costelas, parte da madeira está à mostra. Outro problema é que o casebre não possui água encanada nem luz elétrica. Quando dispõe de alguns tostões, Amélia precisa pagar a um carroceiro para que encha os potes da cozinha e o tanque de alvenaria do banheiro. A lamparina é usada com absoluto escrúpulo. É preciso economizar o combustível ao máximo. Após a morte do marido, o velho Adolfo, dono do Mercadinho Bom Pastor, não vende mais fiado à viúva, sequer o querosene. O corte no fornecimento agravou a situação dos Guimarães.

Nas palavras de Amélia, Deus é maior e ela haverá de conseguir roupa de terceiros para lavar e obter recursos para si e as suas crias. Sente imensa vergonha de pedir esmolas. Amanhã e depois, entretanto, considerando o que arranjou hoje, não será necessário. “Deus é bom o tempo todo”, diz ela em pensamento. O aroma do café preenche a cozinha de paredes cobertas pela tisna do fogão.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Conto/Romance
sexta-feira - 31/07/2026 - 19:38h
Pro Animal

Abrigo Mossoró realiza corrida em prol da construção de sede própria

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Quem deseja participar da 2ª Corrida Pro Animal Potigás tem este fim de semana, até dia 02 de agosto às 23h59, como última oportunidade para se inscrever. O evento será realizado no dia 16 de agosto e tem como objetivo arrecadar recursos para a construção da sede própria do Abrigo Mossoró.

Toda a renda obtida com a corrida será destinada ao início da construção do espaço, que ampliará o atendimento aos animais resgatados.

A corrida contará com percursos de 5 km, Cãominhada de 2 km e Categoria Kids, reunindo esporte, solidariedade e apoio à causa animal.

2ª Corrida Pro Animal Potigás
📅 16 de agosto de 2026
📍 Partage Mossoró
🎟 Inscrições: somente até este fim de semana, pelo www.oticketplay.com.br

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Categoria(s): Gerais
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sexta-feira - 31/07/2026 - 18:34h
Em Mossoró

Vereador John Kenneth é apresentado como nome a deputado federal

Evento político ocorreu no bairro Santo Antônio (Foto: divulgação)

Evento político ocorreu no bairro Santo Antônio (Foto: divulgação)

O vereador mossoroense John Kenneth (Solidariedade) foi apresentado nessa quinta-feira (30) como candidato a deputado federal, na Coligação Esperança e Trabalho.

O evento político ocorreu no populoso bairro Santo Antônio em Mossoró, no Érika Buffet.

O candidato a governador Allyson Bezerra (UB) e a candidata a deputada estadual Cìnthia Raquel (UB) apresentaram John Kenneth.

“É uma pessoa nossa, de grupo, correta, que chega para somar em nossa nominata”, defendeu Allyson Bezerra.

O prefeito Marcos Bezerra (Republicanos) também prestigiou a apresentação, além de diversas lideranças populares e o presidente local do Solidariedade, vereador Thiago Marques.

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Categoria(s): Política
domingo - 26/07/2026 - 11:38h

Uma força da Natureza

Por Marcelo Alves

Otto Maria Carpeaux

Otto Maria Carpeaux (1900-1978) – austríaco naturalizado brasileiro, jornalista e ensaísta dos grandes, historiador e crítico de literatura, arte e música, polímata e poliglota, autor de “A História da Literatura Ocidental” (volumosa <em>magnum opus</em>) e de “A história concisa da literatura alemã” (que, em edição da Faro Editorial, 2013, tenho citado aqui) – foi uma força da natureza.

Carpeaux nasceu em Viena, então capital do Império Austro-Húngaro, numa família judia (pelo pai) burguesa de classe média. Estudou direito sem terminar. Foi cursar filosofia e química, ainda na Universidade de Viena, obtendo graduação nessas duas ciências. Tentou dar aulas por ali. Partiu Europa afora. Berlim, Roma, Amsterdam, Londres, Paris e por aí vai. Sempre estudando (literatura, cinema, música, ciência política etc.) e já fazendo jornalismo internacional.

Voltou a Viena. Casou. Com a morte do pai, converteu-se ao catolicismo. Escreveu mais crítica literária e jornalismo. Fez política nos níveis mais altos do governo austríaco. Com a anexação da Áustria pela Alemanha nazista, fugiu de sua terra natal. Destino final: Brasil. Sorte nossa.

A estada de Carpeaux entre nós viria a durar décadas. De 1939 a 1978, o ano de sua morte, do coração, no Rio de Janeiro, cidade que adotou como sua. E quem não gostaria de morar no “Rio antigo”, “como nos velhos tempos”, conforme descrito na música do nosso Chico Anísio (1931-2012)? No Brasil, ele teve seus anos mais produtivos. Foi bibliotecário e enciclopedista importante. A partir do saudoso Correio da Manhã fez muito jornalismo. Publicou livros à saciedade. “A História da Literatura Ocidental”, que tenho aqui numa coedição da UniverCidade Editora e Topbooks, é originalmente de 1959-1966. Monumental. E, quando caiu em si, foi um feroz crítico do regime militar/ditatorial brasileiro (1964-1985).

A influência de Carpeaux no panorama cultural brasileiro foi enorme. Eis as palavras de Willi Bolle, no texto “À sombra do muro (anos 1960 a 1990)”, que atualiza “A história concisa da literatura alemã”: “A vocação de Otto Maria Carpeaux como historiador da cultura manifesta-se desde obras de grande abrangência, como História da Literatura Ocidental, até os ‘pequenos’ ensaios publicados em jornais. No meio do caminho situa-se seu livro sobre A Literatura Alemã (1964), que oferece ao leitor da América Latina e especialmente no Brasil uma visão do universo cultural de origem do seu autor.

O que destaca a obra de Carpeaux é sua repercussão formadora no meio intelectual brasileiro. Contribui para isso a capacidade de síntese com que ele expõe um panorama da literatura alemã, desde os primórdios até os autores contemporâneos. Panorama organizado por estilos de época – Barroco, Classicismo, Romantismo etc. – ou pelo recorte alternadamente estático e político: Revolução, Expressionismo, República de Weimar… Contribuem também a escolha acertada dos autores e das obras, bem como a sensibilidade e firmeza na avaliação, trabalho em que Carpeaux se baliza pelo estado da Ciência e da crítica literária do seu tempo. Na caracterização dos períodos e na arte de torná-los concretos, através dos retratos de escritores e textos, revela-se o grau de compreensão do historiador”.

Se a grandeza e a influência de Carpeaux parecem patentes (há gente mais habilitada para tratar disso do que eu), eu quero aqui deixar registrado o que mais me impressiona na vida desse cidadão do mundo e do Brasil (sobre as minhas impressões, quem melhor fala sou eu mesmo).

Como imigrante, Carpeaux aqui aportou com muito pouco. E menos sabia do Brasil. Embora poliglota – li que dominava alemão, francês, flamengo, inglês, italiano, espanhol, catalão, galego, provençal, servo-croata e o clássico latim –, o homem não versava o português. Dizem até que originalmente mandava seus textos jornalísticos em francês, que eram traduzidos para publicação. Outros tempos.

Mas ele aprendeu bem a nossa língua. Embora, nas leituras de “A história concisa da literatura alemã”, eu tenha notado alguns erros (não sei se de edição) e sobretudo tenha tido a impressão de estar diante de um texto escrito por alguém que não teve o português como língua materna.

Bom, a obra brasileira do “nosso” escritor é impressionante. Monumental, repito. E quem já precisou escrever em alto nível, em língua não maternal, sabe o quão difícil, quase impossível, isso é. É necessária muita força. Uma força da natureza, como no caso de Otto Maria Carpeaux.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República e doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL

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Categoria(s): Crônica
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 26/07/2026 - 09:36h

Extramuros

Por Bruno Ernesto

Foto ilustrativa de autoria do autor da crônica

Foto ilustrativa de autoria do autor da crônica

Trago na memória, desde tenra idade, a imagem do cemitério público municipal São Sebastião, localizado no centro de Mossoró. Desde sempre, passo diariamente em frente a ele. Várias vezes ao dia.

Tive a tristeza de ir me despedir de vários amigos que lá estão sepultados. Até visitei os túmulos algumas vezes tempos depois.

Falar da morte pode não soar muito bem para a maioria das pessoas. Penso que é um assunto que deve ser tratado com naturalidade. Porém, reconheço que quando ocorre próximo da gente, sempre cabe uma reflexão. Como disse Manoel Bandeira: “Tudo é milagre. Tudo, menos a morte.”

Na nossa tradição cristã, especificamente católica, até meados do Século XIX, ante a inexistência de cemitérios como estamos acostumados a ver hoje, os sepultamentos se davam nos adros.

Com o crescimento populacional e a ocorrência de epidemias e, por vezes, desastres, que passaram a vitimar mais pessoas num curto espaço de tempo, os adros já não mais comportavam as inumações como antes a tradição católica exigia. A partir de meados do Século XIX foram construídos os primeiros cemitérios nos moldes que ainda podemos ver, com túmulos ornamentados, alamedas, epitáfios e, por vezes, esculturas.

Com o passar do tempo, além do seu propósito, também passaram a ser local de grande expressão artística, aliado ao aspecto religioso que, desde o início, guardam. Veja-se, por exemplo, que suas administrações eram feitas por congregações religiosas, notadamente católicas.

No caso de Mossoró, com a construção do cemitério público São Sebastião no ano de 1869, o cemitério velho, idealizado pelo Vigário Rodrigues, os sepultamentos que se davam nos adros da igreja da Mata Fresca, Capela de Santa Luzia, Casa de Oração do Bairro da Igreja Velha e, por fim, na Matriz, passaram a ser feitos no mesmo. Suas dimensões atuais se estabeleceram nos anos de 1877-1879, ampliação feita em razão de uma grande seca que vitimou grande número de pessoas em Mossoró, havendo registros de que centenas de pessoas eram sepultadas diariamente em grandes valas abertas detrás da capela do cemitério.

Retomando o raciocínio inicial, os cemitérios passaram a ser não apenas um local de despedida e repouso final dos nossos entes queridos e amigos, cujo aspecto religioso ainda guarda forte traço de espiritualidade – afinal, o grande dogma do cristianismo é a ressureição -, passando após, a ser um verdadeiro centro de expressão artística. Vem daí a construção de túmulos e mausoléus que são verdadeiras obras de arte, com seus significados e representações, e que nos levam a refletir sobre a própria morte; como podemos constatar nos famosos cemitérios da Recoleta, da Consolação e do Père-Lachaise.

Em verdade, os cemitérios revelam o que pensa determinada sociedade sobre a morte.

Hoje, independentemente do porte, das personalidades enterradas, da importância e representatividade dos construtores e artistas que, verdadeiramente, assinaram suas obras de artes nesses antigos cemitérios, e, até mesmo da religião de quem lá está sepultado, o que se revela é que a morte vem sendo ressignificada para nós. Porém, a simbologia se mantém inalterada, posto que tem por função perpetuar a memória de quem deixou a vida terrena.

Cemitério de São Sebastião (Foto: Glauber Soares)

Cemitério de São Sebastião (Foto: Glauber Soares)

Razão disso, há pessoas que visitam regularmente os cemitérios para orar pelo ente querido, para refletir sobre a própria existência, ou mesmo contemplar o cemitério, como é o caso daqueles famosos cemitérios ou daqueles mais modestos, que, no entanto, cumprem fielmente sua função, especialmente a espiritual.

A morte sempre possuiu uma simbologia. Para uns, de irresignação. Para outros, de reflexão.

Bruno Ernesto é advogado, professor e escritor

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Categoria(s): Crônica
domingo - 26/07/2026 - 08:20h

O menino que não amava os livros

Por Carlos Santos

Arte ilustrativa (Origem não identificada)

Arte ilustrativa (Origem não identificada)

Tá bonito pra chover!” Expressão típica do nordestinês que tantas vezes ele ouvia, não era apenas antecipação de que testemunharia uma bela “precipitação pluviométrica”, como falavam os radialistas à época. Era senha em ordem implícita: deveria entrar rapidamente, fugir daquela benção que estava próxima de desabar no sertão.

Que privação cruel! O menino que queria correr nas calçadas, cruzar a rua, chutar poças de água e desaparecer naquela enxurrada como qualquer outro, sabia que não podia sequer imaginar-se em tantas traquinadas, que incluiriam obrigatórios banhos de bica.

Trovões ou raios que talvez rasgassem o teto do mundo, não eram os causadores da apreensão. Mirrado, era um milagre de sobrevivência, muito até por teimosia de dona Mariinha, a vó que virava “mãe” e o tinha sempre protegido à barra da saia.

Escravo da asma, era condenado a assistir à rotina de outras crianças que faziam da natureza o seu recreio de exaltação à liberdade. Pelas frestas da janela, fenda à porta, via o que era negado sem entender o porquê de não ter direito à infância normal.

“Olhe o mormaço! Saia daí”.

Quem poderia acreditar que água fizesse mal? Chuva, então?! Como? Quem o convenceria que tudo aquilo não fosse exagero ou má vontade?. Talvez os primeiros chiados pulmonares, o olhar aflito para o teto e aquela sensação de afogamento no seco fossem a prova de que não devia teimar em ser como os outros: criança.

Seria um menino daquele jeito mesmo: confinado, isolado, em conflito com os elementos – terra, água e ar, além daquele fogo de terra em brasa do sertão. O picolé não podia, mas aqui e acolá era permitido drená-lo no copo de alumínio, socado e prensado como se fosse sorvete.

Seu refúgio foram os livros. Não porque os amasse; não mesmo. Eram as companhias possíveis, que foram o abduzindo num teletransporte quântico de matéria. Eram sonhos, personagens, fantasias em capa e espada, viagens ao centro da terra, mergulhos submarinos, o lúdico como escapatória da realidade incômoda.

Tempo para consumir os Tesouros da Juventude, Enciclopédia Britânica (o Gooogle impresso da época), livros, livros e mais livros. Tudo ia sendo devorado como se alimento o fosse, num duelo contra o tempo e aquela clausura sem fim.

Não havia qualquer disciplina ou ordem pedagógica. No cardápio entrava ainda um pequeno rol de publicações ininteligíveis, que só anos ou décadas depois foram decifradas total ou parcialmente, como se fossem a Pedra de Roseta de Champollion.

Ele queria apenas fazer parte do mundo lá fora. Queria jogar futebol sem saber, ser super-herói sem poder ou apenas um menino normal. Era “Carlinhos”, que não amava os livros, que jamais jogou futebol nem se deu conta até hoje de que não nasceu para Batman ou Homem-Aranha, apesar de milhares de quadrinhos que também povoaram seu quarto e cabeça.

Está na hora de ouvir Prelúdio para ninar gente grande (Luiz Vieira)… “Sou menino-passarinho com vontade de voar”.

Carlos Santos é criador e editor do Canal BCS (Blog Carlos Santos)

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Categoria(s): Crônica
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domingo - 26/07/2026 - 07:02h
Em Mossoró

Styvenson faz convenção à reeleição e apoio a Álvaro Dias e Babá

Convenção juntou representações de várias regiões do RN (Foto: Assessoria)

Convenção juntou representações de várias regiões do RN (Foto: Assessoria)

O senador Styvenson Valentim (Podemos) realizou convenção estadual do seu partdo em Mossoró, nesse sábado (25). O evento ocorreu no Garbo Eventos & Recepções.

O encontro político reuniu prefeitos, vereadores, lideranças políticas diversas de várias regiões do estado.

“Foi a primeira convenção estadual realizada em Mossoró, um gesto que reforça a parceria construída entre o mandato do senador e o município ao longo dos últimos anos”, justificou sua assessoria em comunicado à imprensa.

Anne Kelly Valentim, irmã do senador, também teve seu nome homologado na primeira suplência. A vice-prefeita de Currais Novos,  advogada Milena Galvão (PSDB), irmã do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Ezequiel Ferreira (PSDB), foi oficializada na segunda suplência.

Os convencionais também referendaram a aliança entre Podemos, PL, PSDB e NOVO em torno do nome de Álvaro Dias (PL) ao Governo do Estado, com o Coronel Hélio (PL) como segundo candidato ao Senado pela coligação.

Prestigiaram a convenção o prefeito de Natal, Paulinho Freire; presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ezequiel Ferreira; ex-governadora do RN Rosalba Ciarlini; pré-candidato ao Governo do Estado Álvaro Dias; pré-candidato a vice-governador Babá Pereira (PL); e o pré-candidato à segunda vaga ao Senado, Coronel Hélio (PL).

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sexta-feira - 24/07/2026 - 20:46h
Rodada de conversa

Allyson fala sobre gestão e é sabatinado livremente por empresariado

Rodada de conversa ensejou sabatina livre com Allyson Bezerra (Foto: não informada)

Rodada de conversa ensejou sabatina livre com Allyson Bezerra (Foto: não informada)

Uma oportunidade para apresentar seu olhar sobre a gestão pública estadual, trocar ideias e ser sabatinado livremente. Assim foi o encontro do ex-prefeito mossoroense Allyson Bezerra (UB) com quase 100 empresários de Mossoró, nessa quarta-feira (22), no Hotel Thermas.

Pré-candidato ao Governo do RN, Allyson Bezerra dissertou sobre questões variadas, mas também atendeu ao interesse da ilustre plateia, para responder a indagações sobre temas como política fiscal, aeroporto de Mossoró, segurança pública, novo porto, infraestrutura, desburocratização de serviços (como licenças), data center, empregabilidade, interiorização do desenvolvimento etc.

O tom da conversa foi eminentemente administrativo.

Outras rodadas de conversas vão acontecer. Ideia é abrir o leque para também sentir expectativas e aspirações, de setores que compõem a sociedade local e potiguar.

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sexta-feira - 24/07/2026 - 12:40h
Mossoró Sal & Luz

Evento tem último fim de semana cheio de atrações

O Mossoró Sal & Luz chega a sua reta final, reunindo a cada noite milhares de pessoas na Estação das Artes Poeta Elizeu Ventania!

Confira as atrações que fazem parte destes últimos dias da programação do maior festival gospel do Rio Grande do Norte!

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sexta-feira - 24/07/2026 - 11:24h
Missa

Colégio Sagrado Coração de Maria comemorará 114 anos

Registro histórico do CSCM em foto de Manuelito

Registro histórico do CSCM em foto de Manuelito/Arquivo

O Colégio Sagrado Coração de Maria (CSCM) terá Missa em Ação de Graças pelos seus 114 anos de missão educativa.

“Unidos em oração, renderemos graças a Deus por essa trajetória construída com fé, dedicação e serviço à educação”, salienta a direção do CSCM..

A Solene Celebração Eucarística será celebrada pelo Bispo Diocesano Dom Francisco de Sales Alencar Batista, no dia 02 de agosto, um domingo, às 9h, na Catedral de Santa Luzia de Mossoró.

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quinta-feira - 23/07/2026 - 19:58h
Luto

O adeus da médica Ana Maria Cabral de Medeiros

Comunicado de falecimento, velório e sepultamento (Reprodução do BCS)

Comunicado de falecimento, velório e sepultamento (Reprodução do BCS)

Em decorrência de infarto, faleceu nesta quinta-feira (23), em Mossoró, a médica Ana Maria Cabral de Medeiros.

Velório no Jardim das Palmeiras. Sepultamento no mesmo local, Quadra 02, Rua A, Lote 17, às 10 horas dessa sexta-feira (24).

Nota do BCS – Que dona Ana Maria descanse em paz.

Nossa manifestação de conforto a seus familiares, através do doutor Genário Freire, seu marido.

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quarta-feira - 22/07/2026 - 15:30h
Mossoró

Feira de Vinil e Afins acontece neste fim de semana

Foto ilustrativa

O interesse pelo vinil fomenta a feira (Foto ilustrativa)

A Feira de Vinil e Afins de Mossoró será uma das atrações do Circuito de Férias do Partage Shopping Mossoró. O evento acontece nos dias 24, 25 e 26 de julho, durante o horário de funcionamento do shopping, com entrada gratuita.

A feira será instalada no espaço da antiga loja Nagem, ao lado da C&A, e reunirá expositores especializados em discos de vinil, CDs, fitas cassete e outros artigos relacionados à música e à cultura analógica.

Durante os três dias, o público poderá garimpar títulos de diferentes estilos e épocas, incluindo clássicos da música brasileira e internacional, álbuns raros, lançamentos, reedições e itens para colecionadores. A programação também pretende aproximar novos ouvintes do universo do vinil e estimular a troca de experiências entre colecionadores, vendedores e admiradores da música.

A participação no Circuito de Férias amplia o alcance da feira e oferece aos visitantes do Partage Shopping mais uma alternativa cultural e de entretenimento durante o período de férias. A iniciativa também fortalece a presença da cultura do vinil em espaços de grande circulação de Mossoró.

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domingo - 19/07/2026 - 08:30h

A velhinha de bicicleta

Por Marcos FerreiraA velhinha de bicicleta

Algumas vezes me lamentei, no mais de forma íntima, por não possuir certas coisas e precisar me expor a certas situações. Todavia, por comodismo ou trapaça do destino, sempre vivi monasticamente, porém com o mínimo de dignidade. Disponho de uma saúde claudicante, é verdade, mas a minha dieta de psicotrópicos me mantém nos trilhos, apesar do efeito colateral do sobrepeso. De um modo ou de outro, enfim, pude contar em muitas ocasiões com a mão amiga de várias pessoas, figuras que considero irmãos de espírito e de coração. Nem todos podem contar com isso.

No Centro de Mossoró, como se estivesse indo em direção ao Alto de São Manoel, avistei aquela senhora de óculos e cabelos totalmente brancos em sua bicicleta, uma Monark verde-claro com para-lamas vermelhos, cujo ano não ouso presumir. De tão usada, a tal bicicleta pareceu-me ter a mesma idade da sua condutora. Isto é, cerca de setenta anos ou mais. Naquele horário de pico, então, com o trânsito agitado e perigoso, a brava mulher se deteve no semáforo na lateral da Riachuelo.

Eu batia pernas pelo comércio em busca de orçamentos para a aquisição de materiais hidráulicos para a minha casa (tudo pela hora da morte!) e deparei com essa idosa guiando sua antiga Monark. Isso me desconcertou. Por força da necessidade, obviamente, eis que uma pessoa como Maria do Socorro (vamos chamá-la assim) via-se forçada a se arriscar em meio a carros e motocicletas, exposta à falta de zelo e cuidado para com uma ciclista frágil, e decerto já sem os reflexos e a desenvoltura nos pedais quanto um indivíduo jovem. Maria do Socorro me pareceu ofegante.

De roupas comuns, trajava um short ou saia azul e uma blusa laranja desgastada, essa anônima personagem em meio ao trânsito feroz me dava a impressão de que seria abatida, derrubada a qualquer momento. Imaginei o quanto melhor seria se ela dispusesse de alguém mais jovem para acompanhá-la (quiçá num veículo motorizado) até o destino de seu interesse. Contudo, infelizmente, ali estava a referida velhinha Maria do Socorro se aventurando, sujeita a qualquer tipo de acidente.

Que Nossa Senhora dos Idosos a proteja!

Seu rosto, o de Maria do Socorro, tinha um aspecto humilde, resignado, cara de quem enfrenta outras privações e riscos em sua vida de mulher pobre e provavelmente integrante de família tão carente quanto ela. Sim. Duvido mesmo que alguém como Maria do Socorro, rifada em meio ao rio metálico de automóveis e motos apressados, estaria pedalando naquelas condições se tivesse outra opção. Eu próprio, que tenho menos futuro que passado, não gostaria de viver tal experiência. Não me vejo aos setenta anos ou mais guiando uma bicicleta em meio a tantos perigos.

Quando criança, por volta dos dez ou doze anos, eu suspirava por uma bicicleta, mesmo que fosse velinha como a senhora Maria do Socorro. Meu coração palpitava, sobretudo quando eu via aquele antigo comercial de televisão que dizia o seguinte: “Não esqueça a minha Caloi!” Quem lembra disso? Mas só pude adquirir uma bicicleta quando comecei a trabalhar de sapateiro, economizando cada tostão, e tive a minha carteira profissional assinada com meus quinze anos de idade.

Quem será Maria do Socorro? Qual o seu verdadeiro nome? Onde será que mora Maria do Socorro? Aquele cabelo de um branco encardido, os braços e pernas já bambos, flácidos, entre outros detalhes, infundiram ao meu coração um súbito sentimento de fraternidade. Por que não a interceptei e não me ofereci para ir guiando sua bicicleta, levá-la ao seu destino? Entretanto estanquei na esquina do extinto Cine Pax e deixei que Maria do Socorro fosse embora sozinha em meio aos carros e motos, correndo o risco de ser atropelada, derrubada no asfalto áspero e quente.

Que Nossa Senhora dos Idosos a proteja!

Marcos Ferreira é escritor

*Crônica de 22 de  janeiro de 2023, que republicamos à substituição de texto atualizado. Nosso autor-colaborador sofreu um acidente doméstico que o impossibilita da produção regular de sua escrita. Mas, para amigos e webleitores contumazes uma informação tranquilizadora: ele passa bem e está em franca recuperação. Saúde!

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Categoria(s): Crônica
sábado - 18/07/2026 - 18:54h
Feiras

Bazar da Vida, Bem Mais Saúde e Décor & Vida são preparadas

Enver Freire e Raíza Leite são organizadores das feiras integradas Foto: divulgação)

Enver Freire e Raíza Leite são organizadores das feiras integradas (Foto: divulgação)

Reconhecida como a maior do gênero em Mossoró e região, a Feira Bazar da Vida chega à edição de 2026 reafirmando sua força como vitrine para o comércio regional. Está sendo preparada para ocorrer de 27 a 29 de agosto, no Garbos Recepções e Eventos, onde o público encontrará milhares de produtos com descontos de até 80%, reunindo empresas dos mais diversos segmentos.

Os números da edição anterior comprovam a dimensão do evento: mais de 12 mil visitantes, mais de 100 expositores, cerca de R$ 1,2 milhão em vendas diretas, mais de R$ 3 milhões em volume de negócios e R$ 46 mil arrecadados em doações, reforçando também o compromisso social que acompanha o crescimento da feira.

Além dela, a Feira Bem Mais Saúde e Feira Décor & Vida complementam esse ambiente de negócios, cultura, solidariedade e sociabilidade. Seus organizadores, Enver Freire e Raíza Leite, assinalam também que o evento integrado será denominado de “Edição Especial Titina Medeiros”, com homenagens à essa atriz potiguara falecida há poucos meses (veja AQUI).

Ecossistema da saúde

Em sua terceira edição, a Feira Bem Mais Saúde consolida-se como um ambiente estratégico para conectar empresas, profissionais, instituições e fornecedores do segmento da saúde.

Os resultados expressivos das últimas edições fizeram com que muitos expositores renovassem sua participação e atraíram novas empresas que reconhecem no evento uma oportunidade de ampliar relacionamentos, fortalecer marcas, apresentar soluções inovadoras e gerar negócios em um dos setores mais relevantes da economia.

Décor & Vida 

A grande novidade deste ano é a estreia da Feira Décor & Vida, criada para reunir arquitetura, design de interiores, decoração, paisagismo e tendências em um espaço pensado para inspirar profissionais, empresários e consumidores.

Sua primeira edição já nasce reunindo grandes nomes do segmento, valorizando criatividade, inovação e soluções que unem funcionalidade, estética e qualidade de vida.

Movimento que conecta negócios, cultura e pessoas

Ao investir na preparação dos expositores, fortalecer o ambiente de negócios e, nesta edição, prestar homenagem a uma das maiores referências da cultura potiguar, a organização reafirma seu compromisso com o desenvolvimento econômico, social e cultural da região.

A expectativa é de que a iniciativa seja a maior já realizada, reunindo ainda mais empresas, visitantes, parceiros e oportunidades, agora inspirada pelo legado de uma artista que fez da alegria, da arte e da humanidade sua maior marca.

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quinta-feira - 16/07/2026 - 23:12h
Idearte

Grupo de Natal fecha compra de rádios do grupo de Carlos e Rosalba

Rosalba, Carlos e Amaury Júnior: negócio fechado (Foto: BTG)

Rosalba, Carlos e Amaury Júnior: negócio fechado (Foto: BTG)

Do Blog Thaísa Galvão

O jornalista empresário Amaury Veríssimo Júnior, do Grupo Idearte, dono da Rede Clube de Comunicação, acaba de concretizar a compra da Rede Potiguar de Comunicação (RPC), conglomerado de rádios que integra emissoras em diferentes regiões do Rio Grande do Norte: Rádio RPC – antiga Tapuyo (Mossoró), Rádio Farol (Alexandria) e Rádio Ivipanim – antes denominada de Gazeta (Areia Branca).

O negócio foi fechado há cerca de um mês e o martelo foi batido por Amaury com os agora ‘ex-donos’ da RPC, Rosalba Ciarlini e Carlos Augusto Rosado.

As emissoras se integrarão ao Sistema Clube de Comunicação, e passarão pela migração de AM para FM até o final do ano.

Um caminho que Amaury já conhece, vez que passou pelo processo quando adquiriu a emissora que hoje ancora o sistema de rádio, a Clube FM Natal, e que chegou ao seu comando também no sistema AM de transmissão.

Hoje o Sistema liderado por Amaury Júnior reúne televisão, rádio e plataformas digitais.

Com a incorporação, o sistema passa a contar com uma atuação ainda mais abrangente, somando-se a Clube FM Natal uma cadeia de rádios afiliadas no Estado.

Além da rede de rádios, o conglomerado de mídia tem a TV Clube RN, o portal Clube News e canais digitais.

“O mercado potiguar é forte, pulsante e tem uma identidade própria. Apostamos em uma comunicação que dialogue diretamente com o público, com sotaque potiguar. Agora com a aquisição da RCP, cobriremos as regiões do Oeste, Alto e Médio Oeste, além de boa parte do Vale do Açu. E agora nosso foco é que até 2027 possamos chegar na região do Seridó, onde já temos negociações em andamento”, diz Amaury, revelando que o martelo está sendo polido para bater em antenas da região Seridó.

Nota do BCS – Ufa! Que notícia excelente. Originária do espólio do prefeito Dix-huit Rosado, falecido dia 22 de outubro de 1996, essa rede (eram quatro emissoras, incluindo a Centenário de Caraúbas, vendida ano passado) está sucateada e com passivos consideráveis. Os investidores precisarão fazer pesados investimentos.

Mãos à obra.

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Categoria(s): Comunicação / Política
segunda-feira - 13/07/2026 - 16:00h
Terça-feira, 14

Missas de 7º Dia para Antônia Gerusa Cabral Freire

Convite Missa - Reprodução

Convite Missa – Reprodução

Serão nessa terça-feira (14), às 17h30, as duas missas de 7º Dia que vão marcar ato de fé e amor, onde familiares e amigos se reúnem para orar pelo descanso eterno e pela purificação da alma de Antônia Gerusa Cabral Freire.

Em Mossoró, acontecerá na Catedral de Santa Luzia.

Em Natal, ocorrerá na Igreja de São João Batista.

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segunda-feira - 13/07/2026 - 14:14h
Padre Miquéias Oliveira

Colégio Diocesano Santa Luzia tem novo vice-diretor geral

Padre Charles Lamartine, Dom Francisco de Sales e padre Miquéias Oliveira em solenidade hoje no CDSL (Fotomontagem do BSV)

Padre Charles Lamartine, Dom Francisco de Sales e padre Miquéias Oliveira em solenidade hoje no CDSL (Fotomontagem do BSV)

O padre Miquéias Oliveira assumiu, nesta segunda-feira (13), a vice-direção geral do Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL), em Mossoró. A posse ocorreu durante a abertura da Jornada Pedagógica da instituição.

Na ocasião, também foi oficializada a criação da Rede Educação Santa Luzia, que passa a reunir o Colégio Diocesano Santa Luzia e o Colégio Sagrado Coração de Maria (CSCM), de Mossoró, além do Colégio São José de São Paulo do Potengi e o Colégio Monsenhor Honório, em Macau.

Miquéias foi empossado pelo bispo diocesano de Santa Luzia de Mossoró, Dom Francisco de Sales, e pelo diretor-geral da Rede Educação Santa Luzia, padre Charles Lamartine.

Ordenado sacerdote em maio de 2026, padre Miquéias Oliveira atua como vigário paroquial da Quase Paróquia São João Paulo II e já desenvolvia missão no Colégio Diocesano Santa Luzia.

Sua formação acadêmica inclui graduação em Filosofia pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e em Teologia pela UniCatólica do RN.

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Categoria(s): Educação
sábado - 11/07/2026 - 17:50h
Coleção

Show de Selos continua no Nordestão

Banner de divulgação

Banner de divulgação

O Show de Selos continua no Nordestão e ainda dá tempo de montar a sua coleção exclusiva Le Cordon Bleu®️.

Você tem até 06/08 pra juntar os selos e até o dia 20/08 pra trocar as cartelas pelas peças de porcelana francesa.

Como participar?

A cada R$ 30 no mesmo cupom, você ganha 1 selo.
Produtos aceleradores valem selos extras e completam sua cartela mais rápido.
A partir de 25 selos, você compra os itens da coleção com descontos especiais.

Dica: não deixe pra trocar tudo de uma vez, você pode ficar sem a peça que quer.

📲 Baixe o app Nordestão Pra Você e comece a colecionar!

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