À distância de mais de 500 km soube do falecimento ontem de um amigo querido, de longas datas, o radialista Canindé Alves, 76. Uma pena. E em seu caso, não é lugar-comum falarmos que se tratava de um homem de bem, cidadão exemplar.
Seus filhos têm motivos de sobra para manifestarem o sentimento de perda. Mas, ao mesmo tempo, de exaltarem um enorme capital moral deixado por ele, um bem que ninguém será capaz de dissipar por séculos.
Nesse inventário, é fundamental que seja adicionada a forma afetuosa com que tratava família e amigos. A mim, sempre com superlativos. Exagerado, para ficar do tamanho do seu coração, um latifúndio produtivo.
Na verdade, Canindé e dona Ivanilda (falecida há poucos anos) faziam um casal inteiro, diáfano, numa simbiose que a gente acredita ter algo de espiritual, metafísico. Vindo dos céus, para ser mais claro.
Ele era natural de Pau dos Ferros e ingressou no rádio em 1995, na Rádio Tapuyo (hoje RPC), com o programa “Semana em revista”, numa tabelinha com o também célebre radialista Souza Luz.
Nessa emissora chegou a ser diretor-geral, mas também com passagem pela Rádio Libertadora e Difusora.
Que descanse em paz!
Nota do Blog: Canindé morreu de causas naturais em sua casa em Mossoró e foi sepultado à manhã de hoje.



























