O Governo do Estado faz as contas, puxa daqui, encolhe dali, mas percebe que o reajuste do piso do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB), para 2022, é praticamente inviável. Não tem milagres. Falta dinheiro mesmo.
Desde que foi criado, o piso era divulgado no final de dezembro porque se sabia que a correção seria pela variação do custo/aluno das séries iniciais no Fundeb. Por essa regra, o reajuste para 2022 seria de 33,23%, mas é pouco provável que vigore.
Em termos de Governo do RN, isso representaria em torno de 1 bilhão de reais este ano. Números indicam que 65% vão para inativos, que é pago pela denominada “Fonte 100”. O restante é suplementado pelo Fundeb.
Próximo de fechar o pagamento de quatro folhas em atraso, que foram deixadas pela gestão anterior, o Governo Fátima Bezerra (PT) lança mão de cerca de R$ 1 bilhão para saldar esse passivo com os servidores inativos e da ativa. Isso, porém, num espaço que deve chegar a três anos e meio a contar do início da gestão em 2019.
Vale lembrar que o RN é o único estado que paga o reajuste do Fundeb aos inativos.
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