terça-feira - 21/09/2021 - 10:52h
Mossoró Vacina

Vacinação beneficia adolescentes com 13 anos ou mais

Atendimento a adolescente é no Sesi e Ginásio Pedro Ciarlini Neto (Foto: Allan Phablo)

Atendimento a adolescente é no Sesi e Ginásio Pedro Ciarlini Neto (Foto: Allan Phablo)

O município de Mossoró começou nesta terça-feira (21), a vacinação de adolescentes de 13 anos ou mais. A aplicação da primeira dose acontece no Ginásio Poliesportivo Engenheiro Pedro Ciarlini Neto e no Ginásio do Sesi até às 16h.

Ao buscar o ponto de vacinação, os adolescentes devem apresentar a seguinte documentação: originais e cópias de Certidão de nascimento ou documento com foto; Comprovante de residência (no nome do pai/mãe ou responsável). O adolescente deve estar acompanhado do pai/mãe ou responsável e ter CPF do pai/mãe ou responsável.

“É importante que os pais estejam atentos à vacinação dos seus filhos adolescentes para que possamos avançar ainda mais na imunização desse público”, destacou Morgana Dantas, secretária municipal de Saúde.

Segunda dose

Mossoró também segue a aplicação da segunda dose da Pfizer, Coronavac/Butantan e AstraZeneca/Oxford. O prazo para tomar a segunda dose dos imunizantes Pfizer e AstraZeneca é de 90 dias; para a Coronavac é de 28 dias.

Para tomar a segunda dose é necessário apresentar apenas originais do documento com foto e cartão de vacina.

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Categoria(s): Saúde
terça-feira - 21/09/2021 - 07:30h
Política

Com plano de ser deputado, vereador não deve ficar em governismo

O vereador Zé Peixeiro (PP) teve um papo reto com o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade).

Vai mesmo se afastar do governismo por ter plano de ser candidato a deputado estadual.

Zé tem planos que batem de frente com o governo municipal atual (Foto: Edilberto Barros)

Zé tem planos que batem de frente com o governo municipal atual (Foto: Edilberto Barros)

Não há espaço para seu projeto no governismo, ficou claro. O prefeito dará apoio a outro nome, ainda não definido no sistema.

No último dia 25 de agosto, essa página praticamente antecipou o novo caminho de Zé Peixeiro (veja AQUI). Na sessão ordinária da Câmara Municipal no dia 24, na tribuna, ele sinalizava em discurso a insatisfação de estar na bancada. Mandou recado.

Rosalbista de origem, Zé Peixeiro é o segundo vereador agregado ao novo governo após as eleições de 2020, saído das bases da ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP), que não se encaixa por lá.

Antes, Didi de Arnor (Republicanos) já tinha tido dificuldade de adaptação e voltou ao sistema original – veja AQUI.

A bancada do governo na Câmara Municipal passa a contar com 17 dos 23 vereadores, em face da saída de Zé Peixeiro.

À semana passada, Lucas das Malhas (MDB) fez caminho inverso, da oposição para o governismo (veja AQUI).

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Categoria(s): Política
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segunda-feira - 20/09/2021 - 23:56h

Pensando bem…

“Existe um remédio para todos os tipos de culpa: reconhecê-las.”

Franz Grillparzer

Categoria(s): Pensando bem...
segunda-feira - 20/09/2021 - 22:47h
CMM

Uern vai receber homenagem por seus 53 anos de existência

Uern é importante instituFoto: Agecom)

Uern é importante instituição do RN (Foto: Agecom)

A Câmara Municipal de Mossoró vai realizar uma sessão solene em homenagem aos 53 anos da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), na quinta-feira, 23, às 9h da manhã.

Os vereadores vão homenagear com medalhas, troféus e títulos de cidadão mossoroense 22 pessoas que contribuem ou contribuíram com a instituição de ensino ao longo dos anos.

Além dos 22 homenageados, a reitora em exercício, professora Fátima Raquel, o reitor licenciado professor Pedro Fernandes Neto, a reitora eleita para o quadriênio 2021/2025, Cicília Maia e o vice-reitor eleito Chico Dantas receberão menção honrosa em nome dos vereadores da Casa.

A solenidade é uma proposição do vereador Francisco Carlos (PP), professor da instituição, em reconhecimento aos relevantes serviços que a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.

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Categoria(s): Educação / Política
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segunda-feira - 20/09/2021 - 21:10h
Segundona

Baraúnas vence a primeira e Potyguar segue imbatível

Do GE

O Baraúnas, enfim, venceu a primeira na segunda divisão do Campeonato Potiguar. Após sair atrás no placar, conseguiu bater o Parnamirim de virada por 3 a 1, em jogo realizado no Estádio Nazarenão, em Goianinha. No outro confronto desta segunda-feira, o Potyguar de Currais Novos fez 2 a 0 no Mossoró, no Nogueirão, e manteve os 100% de aproveitamento.

 Maikson fez o terceiro gol do Baraúnas, cabeceando sem marcação (Reprodução BCS)

Maikson fez o terceiro gol do Baraúnas, cabeceando sem marcação (Reprodução BCS)

Em Goianinha, Matheus abriu o placar para o Parnamirim aos sete minutos de partida, cobrando pênalti. O Baraúnas martelou em busca do empate ainda no primeiro tempo, mas sem sucesso. Os gols só saíram na segunda etapa. Giovanni, em chute de fora da área, superou o goleiro Yuri logo aos dois minutos. Pouco depois, Leozinho cruzou da esquerda e o zagueiro Samuel fez de cabeça. O terceiro foi marcado por Maikson, também de cabeça.

Potyguar 

No Nogueirão, o Potyguar construiu a vitória no segundo tempo, com dois gols em sete minutos. Após cobrança de escanteio, Piauí apareceu livre para fazer o primeiro, aos três minutos. O camisa 9 também foi o autor do segundo, recebendo passe de Thiago Potiguar. O Mossoró teve a chance de descontar em pênalti polêmico marcado pelo árbitro Tarcísio Flores da Silva. Na cobrança, porém, Ciel mandou para fora.

Com nove pontos, o Potyguar é o líder isolado e está praticamente classificado para as semifinais. O Baraúnas, com quatro pontos, assumiu a segunda posição. Mossoró, com dois pontos se complicou. E Parnamirim tem apenas um.

A próxima rodada do Grupo A está agendada para quinta-feira, às 15h. Tem Baraúnas x Potyguar no Nogueirão, e Parnamirim x Mossoró, no Nazarenão.

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Categoria(s): Esporte
segunda-feira - 20/09/2021 - 20:24h
Posição

Zenaide rejeita PL que obriga o trabalhador a pagar por perícia

Zenaide antecipa posição em relação à PL (Foto: assessoria)

Zenaide antecipa posição em relação à PL (Foto: assessoria)

A senadora Zenaide Maia (Pros – RN) já anunciou seu voto contrário ao Projeto de Lei 3.914/20, que bota na conta do trabalhador o pagamento dos honorários periciais nas ações contra o INSS. “Propor uma coisa dessa quando a gente tem quase 15 milhões de desempregados, 33 milhões na informalidade, mais de 30 milhões de pessoas subutilizadas, recebendo menos que um salário mínimo! É esse povo que, se recorrer à justiça, vai ter que pagar a perícia? De onde eles vão tirar? Não tem de onde tirar!”, protestou.

“Não me peçam para botar a minha digital em algo tão cruel e tão indigno!”, desabafou a parlamentar, na sessão do Senado que debateu o PL, nesta segunda-feira (20).

O projeto foi aprovado pela Câmara e, agora, tem de passar pelo crivo dos senadores.

Zenaide defendeu que o Senado rejeite o PL 3914 e que o governo edite uma Medida Provisória para prorrogar, até o fim do ano, os efeitos da Lei 13.876/19, que estabelece que é o governo quem deve pagar os honorários periciais em ações nas quais o INSS figure parte e que tramitam na Justiça Federal.

“A Medida Provisória, sim, pode resolver até dezembro de 2021, enquanto se busca uma solução definitiva!”, finalizou a senadora potiguar.

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Categoria(s): Política
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segunda-feira - 20/09/2021 - 19:20h
Orçamento secreto

Styvenson quer explicação sobre obra que beneficia Rogério Marinho

O senador Styvenson Valentim (Podemos) pediu a convocação do ministro do Desenvolvimento Regional e ex-deputado federal Rogério Marinho (sem partido) para depor no Senado. Quer ele na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC), depondo sobre recursos do “orçamento secreto” para uma obra no RN, que indiretamente o beneficiaria.

Em suas redes sociais, Valentim deu destaque ao seu pedido e à denúncia (Reprodução)

Em suas redes sociais, Valentim deu destaque ao seu pedido e à denúncia (Reprodução)

“Como todo cidadão que mora no RN, fiquei estarrecido com a reportagem do jornal O Estado de São Paulo (veja AQUI), de 20/9/21, que traz à tona uma história que o ministro Rogério Marinho teria direcionado R$ 1,4 milhão do chamado orçamento secreto, alocado no Ministério do Turismo, para a obra de um mirante turístico que será construído a 300 metros de um terreno de sua propriedade, em Monte das Gameleiras (RN)”, disse Valentim em suas redes sociais.

“Acho que o ministro tem o direito de se explicar e a população tem o direito de saber. Por isso, encaminhei requerimento ao presidente da Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC), do Senado, solicitando que votemos o meu requerimento que convida o ministro para explicar melhor essa novela no âmbito da CTFC”, reforçou.

Duas versões

O Estadão lembra, que em audiência na Comissão de Trabalho, Administração e Serviços Públicos da Câmara, em 8 de junho, o deputado Rogério Correia (PT-MG) indagou Marinho se ele tinha indicado os recursos para a construção de um mirante próximo a um terreno que possuía, informação que circulava nos bastidores da política no Rio Grande do Norte. O ministro negou e demonstrou irritação com a pergunta.

“O senhor está falando uma informação que não é verdade. O senhor está mentindo em cima de uma ilação. Eu peço ao senhor respeito para não trazer para cá ilações”, disse na ocasião. “Não fui eu que solicitei, certo? Não fui eu que solicitei. Foi o deputado Beto Rosado (Progressistas-RN)”, afirmou o ministro à época.

Depois que os documentos foram obtidos pelo jornal O Estado de São Paulo, o ministro admitiu que acionou o Ministério do Turismo, mas alegou que o fez a pedido do deputado Rosado. O nome do parlamentar, no entanto, não aparece no documento relacionado ao repasse da verba, apenas o de Marinho.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 20/09/2021 - 12:52h
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Vacina contra a Covid-19 protege crianças de 5 a 11 anos

Da Veja

Pfizer e a BioNTech disseram, nesta segunda-feira (20), que a vacina contra Covid-19 que desenvolveram em parceria induz uma resposta imune robusta em crianças de entre 5 e 11 anos de idade. Os laboratórios planejam pedir autorização para que a vacina seja aplicada nessa faixa etária às autoridades dos Estados Unidos (EUA), da Europa e de outros locais o mais rápido possível.

A vacinação de crianças ampliaria sobremodo a cobertura contra Covid-19 (Foto ilustrativa)

A vacinação de crianças ampliaria sobremodo a cobertura contra Covid-19 (Foto ilustrativa)

As empresas dizem que a vacina gerou resposta imune nas crianças de 5 a 11 anos em seu ensaio clínico de fases 2 e 3, e os resultados se equivalem ao que observaram anteriormente entre pessoas de 16 a 25 anos. O perfil de segurança também foi, em geral, comparável ao da faixa etária mais elevada, afirmaram.

Aumento de casos

“Desde julho, casos pediátricos de Covid-19 aumentaram em cerca de 240% nos Estados Unidos, enfatizando a necessidade de saúde pública de vacinação”, disse o presidente executivo da Pfizer, Albert Bourla, em comunicado à imprensa.

“Os resultados desse teste fornecem uma fundação sólida para buscar autorização de nossa vacina para crianças entre 5 e 11 anos, e planejamos entregar o pedido à FDA (agência reguladora dos EUA) e outros reguladores com urgência.”

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Categoria(s): Saúde
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segunda-feira - 20/09/2021 - 11:18h
Piada de brasileiro

A vacina de Bolsonaro

Por François Silvestre

Até a demagogia, em Bolsonaro, é uma farsa. Bolsonaro e seus acólitos, que também são discípulos obedientes, os fardados e os à paisana, comeram pizza no meio da rua, ou melhor, numa calçada da própria pizzaria. Garoto da gargalhada que viralizou na net

Por quê? Porque nos restaurantes de Nova York você só pode entrar se provar, com atestado próprio, que se vacinou contra a Covid. Ocorre que Bolsonaro tinha o atestado de vacina. Mas, quando o exibiu, o gerente observou que o atestado não era da vacina contra a Covid.

Era contra aftosa. Aí, não serviu, e eles foram comer na rua. A cena, inclusive com o Ministro da saúde, é de uma patetice que justifica aquele diálogo de um brasileiro, amigo meu, com um português, no centro de Lisboa. Perguntou o brasileiro: “Por que vocês portugueses não fazem piadas com os brasileiros”? O portuga respondeu: “E precisa”?

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Categoria(s): Crônica / Política
segunda-feira - 20/09/2021 - 10:44h
PSDB

Larissa e Sandra participam de evento em torno de João Doria Jr.

Dirigente do PSDB Mulher no RN, a vereadora mossoroense Larissa Rosado participou de evento político no sábado (18) em São Paulo-SP. Ao lado da mãe e ex-vereadora e ex-deputada federal Sandra Rosado, ela esteve em encontro nacional do PSDB Mulher, com presença do governador paulista e presidenciável João Doria Júnior.

Sandra e Larissa Rosado posaram ao lado do presidenciável João Doria Júnior (Foto: redes sociais)

Sandra e Larissa Rosado posaram ao lado do presidenciável João Doria Júnior (Foto: redes sociais)

“Entregamos ao candidato às prévias partidárias a presidente da República, governador de São Paulo, João Doria Júnior, uma Carta Compromisso, elaborada pelo Secretariado Nacional da Mulher/PSDB, que prevê o apoio às ações que promovam a maior participação da mulher na política. A Carta será entregue a todos os presidenciáveis.

Candidatura a federal

Doria assinou uma carta em que se comprometeu a “incentivar e apoiar a participação das mulheres na política” e garantiu que sua vice será uma representante do gênero.

No âmbito do RN, Larissa – como essa página noticiou em primeira mão (veja AQUI) – caminha para ser candidata à Câmara Federal no próximo ano. Posição deverá ser tomada em breve.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 20/09/2021 - 09:28h
Nova Iorque

Sem vacina, Bolsonaro e comitiva jantam à calçada nos EUA

Do Correio Braziliense

Sem comprovação de vacinação contra Covid-19, a primeira refeição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em Nova Iorque (EUA) no domingo (19) foi à calçada de uma pizzaria. O restaurante não permite ingresso de nenhum cliente sem esse atestado.

Fotografia postada por ministro é retrato do atraso mental em vez de sinônimo de humildade (reprodução)

Fotografia postada por ministro é retrato do atraso mental em vez de sinônimo de humildade (reprodução)

Em imagem publicada pelo ministro do Turismo, Gilson Machado, ele aparece ao lado de Bolsonaro comendo pizza em uma calçada. Com eles estão o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga; da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres; da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos; e o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães.

O presidente está nos Estados Unidos para participar da 76ª Assembleia-Geral da ONU, que começa na próxima terça (21).

Com a rigidez em Nova York e por parte da ONU com os protocolos contra a covid-19, a participação de Bolsonaro na Assembleia chegou a ser uma dúvida nos últimos dias. A Organização, no entanto, se pronunciou dizendo que não exigiria comprovante de vacinação de chefes de Estado.

Nota do Blog – Que situação constrangedora e desnecessária. O que poderia ser uma cena de “simplicidade natural”, é o retrato do atraso mental dele e de milhões de outras pessoas em luta contra a vacina.

Santa Paciência, Batman!

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Categoria(s): Política
domingo - 19/09/2021 - 23:58h

Pensando bem…

“Eu não tenho medo do homem que praticou 10.000 chutes diferentes, mas sim do homem que praticou o mesmo chute 10.000 vezes.”

Bruce Lee

Categoria(s): Pensando bem...
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domingo - 19/09/2021 - 20:02h
Série D

América vence fora de casa e garante classificação

Do GE

A etapa inicial teve um América-RN melhor, mas não muito superior ao Itabaiana. O Mecão conseguiu aproveitar melhor suas investidas ao ataque e marcou aos 17 minutos com Esquerdinha.

Com a vantagem no placar, o América-RN buscou os contra-ataques, enquanto o Itabaiana subiu mais ao ataque, porém sem muita organização.

O tricolor ainda assustou, mas não conseguiu igualar na primeira etapa.

No segundo tempo, o Mecão soube jogar no contra-ataque e o Tricolor da Serra buscou o gol mais na base do abafa. Em um bom contra-ataque, Patrick fechou o placar aos 32 minutos. América-RN classificado para as oitavas de final da Série D.

O América-RN enfrenta o Moto Club, pelas oitavas de final da Série D em data ainda a ser definida. Fora da competição nacional, o Itabaiana volta as atenções para a Pré-Copa do Nordeste, onde enfrenta o Bahia de Feira, no dia 13 ou 14 de outubro.

Veja mais detalhes sobre o jogo AQUI.

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Categoria(s): Esporte
domingo - 19/09/2021 - 18:48h
Frasqueirão

Em jogo emocionante, ABC avança na Série D vencendo por 3 x 2

Do GE

Foi de forma dramática, mas o ABC está classificado para as oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro. Em jogo com duas viradas, o Alvinegro derrotou o Retrô de Pernambuco por 3 a 2 neste domingo (19) e fez a festa no Frasqueirão, em Natal.

Felipe Alves marcou os dois gols pelo time pernambucano, enquanto Gustavo Henrique, Denner e Wallyson garantiram a vaga do Mais Querido.

Nas oitavas de final, o ABC vai encarar o 4 de Julho, que bateu o Penarol-AM por 3 a 0 no sábado. O primeiro jogo será no Piauí, e o segundo no Rio Grande do Norte.

Veja mais detalhes sobre o jogo AQUI.

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Categoria(s): Esporte
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domingo - 19/09/2021 - 15:16h

À presença do ‘Seu’ Chico Honório

Imagem de um homem tentando escrever no notebook, olhando à janela, copo com água, óculos,Por Carlos Santos

Para Honório de Medeiros, meu irmão!

Sua crônica (veja AQUI) desse domingo (19) transportou-me no tempo e espaço.

Devolveu-me à presença do seu pai, ‘Seu’ Chico Honório. Até o “Carlinhos” à boca, que não me deixava envelhecer, voltou.

Há pouco mais de dois anos e quatro meses eu consegui a duras penas escrever sobre o meu velho (Um beijo para dizer que “te amo”). Mas, sobre dona Maura, não.

Olhe que já tentei. Parei, mas não desisti.

Em algum momento, passados quase 12 anos, ela vai me inspirar – como sempre o fez.

Não chegou o momento.

Preciso pacientar mais um pouco.

Carlos Santos é editor do Canal BCS – Blog Carlos Santos

Categoria(s): Crônica
domingo - 19/09/2021 - 13:34h

A última pesquisa para presidente

Por Ney Lopes

Repercute a pesquisa do instituto Datafolha, que revelou os índices de intenção de voto para a eleição presidencial de 2022. Lula manteve a liderança em relação a Bolsonaro. No segundo turno, o ex-presidente tem 56% contra 31%. Lula também ganha nas simulações de disputa com os outros candidatos no segundo turno. Já Bolsonaro perde nos cenários pesquisados.bolsonaro-lula

A análise objetiva dos números mostra no diagnóstico geral, Bolsonaro alcançando recorde de impopularidade, a maioria dos eleitores quer seu impeachment e o rejeita como candidato para 2022, uma disputa ainda liderada com folga por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Há, entretanto, aspectos positivos para o governo na pesquisa, o que pode trazer otimismo para Bolsonaro.

Mesmo com suas bravatas, a intensidade do crescimento de reprovação à sua gestão foi um terço da constatada entre maio e julho, quando aumentou seis pontos percentuais —agora oscila dois.

O que poderia ser um recorde ainda mais expressivo de impopularidade foi freado por avanço da vacinação, crescente percepção de controle da pandemia, flexibilização e o arrefecimento de novas denúncias na CPI da Covid.

Depois de tantas polêmicas, o Planalto poderia até comemorar o fato de não ser considerado ruim ou péssimo por 47% dos brasileiros.

O índice dos que querem o impeachment de Bolsonaro, apesar de majoritário, é menor do que o dos ex-presidentes impedidos, Dilma Rousseff (PT) e especialmente Fernando Collor (então no PRN).

Na conjuntura nacional, a economia é fator preponderante.

Vê-se na pesquisa, que a maioria dos entrevistados ainda não atribui a Bolsonaro responsabilidade total pelo desemprego, inflação e crise de energia. Quando esses fatores influírem o quadro eleitoral fatalmente irá piorar para o presidente.

Enquanto isto, não pode passar despercebido o artigo do ex-presidente Lula, publicado na última quinta, na revista “Time”, no qual ele demonstra claramente, que a empresária Luíza Trajano é o nome preferido e prioritário para sua vice, na chapa presidencial de 2022.

A propósito, a empresária, dona do Magazine Luiza, entrou para a seleta lista das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2021, da revista americana Time.

Trajano é a única brasileira a figurar entre as personalidades de destaque neste ano pela publicação.

Trocando em miúdos, Lula quer repetir 2002, quando teve o empresário José Alencar como vice.

O fato mostra que Lula e o PT buscam apoio do “centrão”, através da indicação de nomes conservadores, ligados ao capital. Entretanto, de forma até cínica, tanto ele, quanto seguidores, condenam Bolsonaro e a possível terceira via, pela aproximação com o “centrão”, tido como grupos direitistas, sem apelo popular.

Na prática, o petismo faz a mesma coisa, que Bolsonaro.

O que conclui é que sem existir nem a lista definitiva de candidatos, nada está definido na eleição presidencial. Muita coisa poderá acontecer. Até, quem sabe, o fortalecimento de uma “terceira via”.

Ney Lopes é jornalista, ex-deputado federal e advogado

Categoria(s): Artigo
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domingo - 19/09/2021 - 12:44h

Duas cabeças da justiça

Por Marcelo Alves

Embora seja sua face mais brilhante, no que toca à presença do direito, não é só de Franz Kafka (1883-1924) e do seu “O processo” (1925) que é feita a literatura em língua alemã. Outros rostos devem ser iluminados, como o de Jakob Wassermann (1873-1934), em especial pelo seu romance “O Processo Maurizius” (1928).

Jakob Wassermann nasceu em Fürth, cidade industrial próxima de Nuremberg, na Alemanha. Era filho de modestos comerciantes judeus. Abandonou o comércio e foi viver sua juventude aventureiramente. Começou a escrever artigos, contos e pequenas novelas. Era um democrata. Como judeu, sofreu bastante com o antissemitismo da época. Com o nazismo, foi para o exílio, sendo também destituído de sua cadeira na então Academia Prussiana de Letras. Faleceu em Alt-Aussee, na Áustria.Anton Reiser_ Ilustração de Pedro Franz

Wassermann é considerado um representante maior da ficção psicológica. Seu primeiro romance foi “Os Judeus de Zindorf”, de 1897, no qual ele trata da história judaica na Alemanha, o que vem, claro, a ser uma temática comum nos seus primeiros textos. Mas é sobretudo uma “segunda fase” na carreira literária de Wassermann que nos interessa, esta focada na relatividade e nos problemas da Justiça.

Começa com “Caspar Hauser ou A Preguiça do Coração”, de 1900. E “Christian Wahnschaffe”, de 1918, obra já à moda de Dostoiévski (1821-1881), coloca seu nome definitivamente nos círculos intelectuais de então.

É dessa segunda fase, já em 1928, a sua obra-prima “O Processo Maurizius”, que, em síntese, cuida da estória de um erro judicial e do empenho de um jovem idealista (Etzel Andergast) para libertar o homem (um tal Otto Leonardo Maurizius, que dá título à obra) condenado injustamente, há quase duas décadas, à pena de prisão perpétua, pelo seu próprio pai (o íntegro promotor/magistrado Wolf Andergast).

O jovem Etzel não admite o contraditório. Ele quer a justiça perfeita (e ela existe?) em lugar da justiça possível. E, sobretudo, sua luta padece de uma ilegitimidade original: sua motivação principal não é fazer justiça, mas se vingar do pai, a quem atribui os males do mundo, inclusive os padecimentos da mãe adúltera.

Para o direito, “O Processo Maurizius” é interessante por incontáveis aspectos.

De logo, segundo registra a minha edição do dito cujo (Abril Cultural, 1982), “o romance constitui um soberbo retrato da época da República de Weimar”, e sabemos nós a importância dessa república na história do direito, sobretudo pela sua célebre Constituição, tida pioneira na previsão dos direitos fundamentais sociais e cujo legado acabou se espalhando mundo afora.

Ademais, é obra inspirada por um grande senso ético e de Justiça (perfeita ou imperfeita). Como anota Otto Maria Carpeaux (1900-1978), em “A história concisa da literatura alemã” (Faro Editorial, 2013), trata-se de “um romance deliberadamente tendencioso, ético, como o são de tendência ética todos os grandes romances da literatura universal”. E mais: “Der Fall Mauritius [seu título no original] precede por pouco a ruína da sociedade alemã pelo nazismo”.

Não obstante as nuanças da trama, sobretudo as motivações e intransigências das personagens, “O Processo Maurizius” deve ainda ser interpretado como uma advertência – e mais do que isso, como um libelo – contra o erro judiciário, que é tão desprezado por um certo grupo de pessoas, sejam juristas ou só idiotas da aldeia, que passam a vida ruminando ódio. Erro judicial, proposital ou não, isso não importa, devemos repeli-lo, já que ninguém – ninguém mesmo – deve ser condenado, assim privado de sua liberdade, ainda mais levado à morte (da qual, que eu saiba, não há volta), injustamente.

Por fim, de interesse mais geral, temos os aspectos geracionais e os motivos psicológicos que condicionam a trama/processo, condições que o autor conhecia e fabulava tão bem.

Duas mentalidades. Duas motivações. Duas faces da Justiça? Dois direitos? E tudo forjado por um drama familiar na forma de diversos conflitos. Mas isso aí já lembra outro grande russo, Tolstói (1828-1910), e a sua Ana Karênina (1877): “Todas as famílias felizes são iguais, mas as infelizes o são cada uma à sua maneira”.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República e doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL

Categoria(s): Crônica
domingo - 19/09/2021 - 11:46h

Não creio

Por Inácio Augusto de Almeida

Não creio na força

De quem bajula os fortes

De quem humilha os fracos.

Não creio na força

De quem vive só para si

De quem esquece que somos irmãos.

Não creio na força

De quem julga sem conhecer

De quem condena sem convicção.

Não creio na força

De quem acredita

Ser possível felicidade sozinho.

Não creio na força

De quem não sorri

Ao ver crianças brincando.

Não creio na força

De quem não tem tempo para a beleza.

Não creio na força

De quem não tem tempo para o AMOR.

Inácio Augusto de Almeida é jornalista e escritor

Categoria(s): Poesia
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domingo - 19/09/2021 - 11:00h
Liberdade

Juíza revoga prisão de comerciante que espancou quilombola

Alberan de Freitas cumprirá medidas cautelares, assim como o amigo de violência André Diogo

O comerciante Alberan de Freitas Epifânio, 52, está solto. Acusado de torturar o quilombola Francisco Luciano Simplício da Silva à tarde do sábado (11) no centro de Portalegre (373,3 km de Natal), região Oeste, ao lado do servidor público André Diogo Barbosa, 39, ele foi preso na sexta-feira (17). Porém, ganhou liberdade no dia seguinte (ontem, sábado, 18).

Alberan, segundo inquérito, manifestou vontade de matar o quilombola enquanto o surrava em público (Foto: redes sociais)

Alberan, segundo inquérito, manifestou vontade de matar o quilombola enquanto o surrava em público (Foto: redes sociais)

A revogação da preventiva e o alvará de soltura foram determinados pela juíza juíza Mônica Maria Andrade, titular da comarca de Martins em substituição na Comarca de Portalegre. A magistrada é quem decretara a prisão de ambos, inclusive contrariando parecer do Ministério Público, que fora contra a preventiva de Alberan e Diogo (que conseguiu evadir-se).

Em audiência de custódia à tarde desse sábado, em sistema virtual, a juíza entendeu – a partir de arrazoados do advogado de defesa de Alberan, Genilson Pinheiro, bem como da manifestação do promotor público Ricardo Formiga – “não haver mais a presença dos requisitos autorizadores da preventiva”.

Apesar da liberdade, ela estabeleceu medidas cautelares para serem cumpridas pelos dois acusados de crime de tortura:

1 – Proibição de ausentar-se da Comarca em que reside por um período superior a 15 dias sem prévia autorização judicial;

2 – Não mudar de residência, sem prévia permissão do Juízo competente;

3 – Não se aproximar ou manter qualquer contato com a vítima e testemunhas oculares – 100 metros (exceto se as testemunhas forem fazer compras em seu comércio).

4- Deverá se apresentar mensalmente em juízo e deverá se recolher na sua residência a partir das 19h até às 04h30.

Salientou, ainda, na mesma decisão: “Fica o investigado advertido de que o descumprimento das condições acima impostas poderá acarretar nova decretação da prisão preventiva, com amparo nos §§ 4º e 5º do art. 282 c/c parágrafo único do art. 312, todos do CPP”.

Os fatos

Os delegados da Polícia Civil do RN, delegados Inácio Rodrigues e Cristiano Gouvêa da Costa, pediram a prisão preventiva de Alberan e Diogo após apuração dos fatos que ganharam repercussão nacional em redes sociais e imprensa. No Inquérito Policial sob o número 792/2021, os dois ouviram testemunhas, anexando exame forense feito na vítima, vídeo que viralizou nas mídias, áudios do próprio Alberan de Freitas e imagens de câmeras de segurança na área do incidente.

Os dois delegados firmaram convicção da necessidade de prisão preventiva de ambos.

“Fiz e faço quantas vezes for preciso”

“Nada demais, isso é só movimento, movimento. Isso aí já era esperado, não estou arrependido não. Para defender o que é meu, é construído em cima de amparo legal, não é com droga, com coisas ilícitas, eu faço isso. Fiz e faço e quantas vezes for preciso”, falou Alberan em áudios que foram prospectados pela investigação.

O pedido foi atendido pela juíza Mônica Maria de Andrade. Na sexta-feira houve prisão de Alberan de Freitas sem qualquer resistência, quando ele estava trabalhando normalmente em seu comércio, o Mercadinho Eduarda. Já Diogo conseguiu fugir.

Segundo os delegados, o quilombola – que tem problemas mentais – arremessou uma pedra contra uma das portas de madeira do Mercadinho Eduardo, após discussão com Alberan (o proprietário). Não se constatou dano ao patrimônio privado. Contudo, sobre uma moto pilotada por Diogo, o comerciante saiu à caça de Luciano Simplício, enfurecido.

Barbárie sem piedade

Em frente ao depósito de bebidas do “Galego de Dadá”, na área urbana central da cidade, Luciano Simplício foi derrubado por Diogo. A partir daí, começou uma sessão de pancadaria desenfreada. Eles amarraram-no, pisotearam-no e o chutaram diversas vezes.

Ainda não satisfeito, Alberan de Freitas arrastou a vítima pela rua.

Algumas mulheres prestaram depoimento aos delegados. Afirmaram que os maus-tratos duraram cerca de 30 minutos. Mesmo com o apelo para que cessassem aquela barbárie, os dois não arrefeceram a tortura. “Eu vou matar ele”, teria dito Alberan de Freitas.

– Venha para cá que eu bato até em você também”, disse uma testemunha, no inquérito, repetindo manifestação do comerciante, que não aceitava intervenção moderada de ninguém (…) .

Consta no inquérito, mais esse trecho: “(…) A mesma depoente ainda reproduziu: “não faça isso não, Alberan”, que ele respondeu: “faço sim, para defender meu patrimônio eu posso até matar”, que em seguida Alberan levantou Luciano pela corda e soltou ele violentamente no chão e que a depoente perguntou a Alberan como é que ele poderia fazer uma coisa daquela, que Alberan respondeu: “fiz e faço de novo”.

A vítima pedia clemência, chorava e continuava sendo surrada, a ponto de cuspir sangue – disse uma segunda testemunha. Após largado ao chão, sem condições físicas de ficar em pé, Luciano foi socorrido por populares para receber cuidados emergenciais.

Judicialmente, o comerciante Alberan de Freitas Epifânio já responde a processo por “injúria racial”, em outro episódio. Na cidade, é bem relacionado social e politicamente, além de ter extração familiar respeitada – os Freitas-Epifânio.  Visto como “um homem de bem”, que se diga.

Leia também: Comerciante amarra, espanca e arrasta quilombola pela rua;

Leia também: Polícia prende acusado de tortura; outro envolvido está foragido.

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Categoria(s): Gerais / Reportagem Especial / Segurança Pública/Polícia
domingo - 19/09/2021 - 09:38h

Sonhos de criança

Por Odemirton Filho 

De vez em quando vem à memória os sonhos acalentados na infância. Uns, foram concretizados, outros, continuam guardados no coração.

Quando eu era criança, enquanto comia as seriguelas verdes no quintal da minha casa, lá na rua Tiradentes, sonhava em trabalhar na Petrobras e ter um Jeep Willys preto, equipado com som, um santo Antônio e “rodão”.sonhar-com-criança

Estudava no Colégio das irmãs. Toda quinta-feira a turma cantava o Hino Nacional no pátio da escola, antes de assistir às aulas. Diariamente íamos rezar na capela, sob o olhar atento de irmã Aparecida. Eu gostava mesmo era do recreio. À tarde, praticava educação física com o professor Pereirinha e tentava jogar basquete.

Não era, nem sou, como o nosso escritor e poeta Marcos Ferreira, um craque no jogo de voleibol e na construção de belos textos.

Na infância, cheguei a andar no trem da estação de Mossoró. Lembro-me, também, dos velhos armazéns, prédios caindo aos pedaços, ali, na avenida Alberto Maranhão.

Gostava de ver o desfile na noite do dia trinta de setembro. Tinha de preguiça de acordar cedo para ver o desfile na manhã do dia 07. Algumas vezes cheguei a desfilar. Era bacana a disputa entre as fanfarras das escolas. Admirava o desfile da Polícia Militar, do Tiro de Guerra 07-010 e dos maçons vestidos com os seus paramentos.

Quando eu era criança, como todos os garotos, queria ficar adulto, nem sabia que a maturidade traz inúmeros problemas e decepções. Eu sonhava alto, embalado pelos desejos de minha meninice.

É. Não trabalhei na Petrobras. Aliás, nunca tentei ingressar em seus quadros de empregados. Mas, quem sabe, eu ainda realize parte do meu sonho de criança e compro um Jeep Willys preto, equipado com vários acessórios. Ah, como seria massa.

Afinal, diria Dostoiévsk, “o sonhador remexe nos seus antigos sonhos, como se ainda procurasse no rescaldo uma centelha, uma só, por pequena que fosse, sobre a qual pudesse soprar, e com a nova chama assim ateada, aquecer depois o coração gelado e voltar a despertar nele o que dantes lhe era tão querido”.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

Categoria(s): Crônica
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domingo - 19/09/2021 - 08:34h

De uma quieta tendência a negar o barulhento mundo

Por Honório de Medeiros

Enrique Vila-Matas, em seu inigualável Bartleby e Companhia, chama-nos a atenção para os “seres que imitam a aparência do homem discreto e comum” no qual “habita, no entanto, uma inquieta tendência à negação do mundo.” Estranha, mas compreensível pulsão!Silêncio, cadeira, mansisão, vazio, calma, paz, enigma,

Isso me conduz à lembrança de meu pai e seus silêncios, sua deliberada omissão em falar acerca do seu passado, seu instintivo jogo retórico no qual se escudava para evitar qualquer manifestação que implicasse em juízos de valor, sua disponibilidade convidativa para escutar quem lhe procurava, ao mesmo tempo em que levava o interlocutor a expor a própria alma, enquanto a dele permanecia resguardada.

Profundamente quieta era sua negação do barulhento mundo, sob o manto da discrição e das palavras comuns, triviais, incolores de tão banais, tudo sabiamente usado. Uma sábia estratégia.

Hoje percebo, enquanto cuido de ir fechando o balanço de minha vida: em certos e raros instantes, uma sóbria colocação de sua parte estabelecia um silêncio que era um golpe profundo na ordem circunstancial das coisas. Feito isso, se recolhia, e voltava à aparente reserva plácida de sempre.

E eu, e nós, que sempre o achamos tão comum! Quanto engano. Como poderia ser assim, ele que sempre foi um sobrevivente, que viveu tantas guerras inglórias e só aparentemente insignificantes?

Quanta arrogância, a nossa, em pensar que podemos conhecer algo ou alguém em profundidade!

Meu pai, aparentemente, sabia muito e percebia que não valia a pena que o ninguém soubesse disso. Ou, então, pensava que saber era um caminho único, áspero, mas intensamente solitário.

E assim viveu seus anos, principalmente os últimos, envolto nesse manto de humildade intelectual que era uma consequência de seus questionamentos mais íntimos, nunca uma predisposição, um intuito hipócrita de galgar atenção.

Quando faleceu, como que despertando de um sonho iniciei a longa caminhada em busca de compreendê-lo, analisando suas palavras e posturas mas, principalmente, seus silêncios tão plenos de uma anônima rica vida interior.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

Categoria(s): Crônica
domingo - 19/09/2021 - 07:52h

Crepúsculo do domingo

Por Marcos Ferreira

Meu muro frontal é baixo, conforme declarei num texto publicado não faz muito tempo. Deito os olhos no comprido da rua. O domingo boceja sob um manto de arrebol. O domingo vai saindo de cena feito um velho exausto. Sim, examino esta estreita e esburacada Euclides Deocleciano à hora do crepúsculo. Para ser mais dramático, talvez à maneira de um poeta parnasiano, digo que o domingo está morrendo, agonizando em lânguidos raios sanguíneos na linha do horizonte.

Já não mais é tarde nem ainda é noite. Há um impasse entre o claro e o escuro. O tempo se encontra momentaneamente enguiçado no lusco-fusco, todavia pende devagarinho para os braços da noite. Assim mesmo nos restam uns retalhos de claridade solar. Os tensos postes desta via, como militares em fileira, continuam apagados. Logo, entretanto, acenderão as suas fortes luminárias de led.gato debaixo de pano

Não há cadeiras nas calçadas. Suponho que meus vizinhos esticaram a sesta, estão ocultos em suas casas, possivelmente deitados, curtindo o ócio após uma semana puxada. Sobretudo as donas de casa, que parecem nunca ter descanso, reféns da herança maldita das infindáveis tarefas domésticas. É injusta, machista, essa cultura que impele as mulheres aos afazeres do lar, enquanto a marmanjada assiste a futebol na televisão, no bem-bom do sofá, de uma cama ou de uma rede.

O vento açoita as acácias, derrubando folhas secas; ergue poeira dos paralelepípedos sujos e tortos. Dois vira-latas brincam de gato e rato, gozando da ausência de veículos. Só agora, a propósito, surge uma picape de vidros fumês. Os cães suspendem a brincadeira por um instante e a retomam logo após. A seguir um levanta a perna e urina ao pé do poste sobre a calçada da senhora Raimunda.

Os pássaros começam a se recolher na mangueira aos fundos. Uns quatro morcegos dão voos rasantes de uma ponta à outra do meu quintal, passam raspando sobre o muro, ganham o espaço aéreo da rua e, audazes, repetem essa e outras manobras arrojadas. Onde estão as andorinhas? Alguém sabe dizer? Nem sei a última vez que as avistei. Este céu sem andorinhas é como um mar sem o sobrevoo de gaivotas. Sequer há pombos. Noto que os pombos também andam sumidos.

A senhora Raimunda surge na calçada com uma vassoura. Põe-se a varrer a cerâmica rústica. A poeira sobe. Alguns minutos depois, quiçá ofegante, interrompe a varrição. Olha para um lado e outro, porém não se dá conta da minha espreita. Percebe que um motoqueiro se aproxima e volta para dentro. Ela sabe que há ocorrências de assaltos no bairro. Agora surgem dois gatos no terreiro de Cristina, a vizinha aqui defronte. É um bichano amarelo e o outro é um cinza felpudo.

Após farejarem e demarcarem o perímetro, os cachorros dobraram a esquina da lanchonete de Zecão. Nenhum possui coleira. Possivelmente alguém lhes reivindique a tutela, contudo vivem soltos. São animais dóceis e ordeiros. Exceto por alguns sacos de lixo que, vez por outra, aparecem rasgados nas calçadas. Semana passada, por exemplo, ouvi a senhora Raimunda contrariada por causa disso.

— Que cachorros safados! — ralhava sozinha.

O vento assobia. Às vezes semelha um uivo nas rótulas das portas e janelas; ergue a areia das pedras, desacata os ramos das árvores e os fios do posteamento. O bairro inteiro parece imerso numa atmosfera modorrenta. Os rádios estão mudos. Por incrível que pareça, não ouço os aparelhos de som executando o nauseante gosto musical de alguns cidadãos. Tenho estômago fraco para certos sucessos gritados por uma récua de cuspidores de microfone que se consideram artistas.

Neste momento são os gatos que aproveitam a ausência daquela dupla de vira-latas brincalhões. Os felinos, como é típico da espécie, também brincam, encenam um combate inofensivo. Um salta sobre o outro, rolam pelo chão. O amarelinho, um tanto menor, dá um zapetrape no cinza, que reage da mesma forma. A senhora Raimunda retorna à calçada, posto que o motoqueiro vai longe.

Vem outro carro. Passa devagar. Os gatos sobem a calçada. A senhora Raimunda não receia o condutor do automóvel. Decerto acredita que indivíduos atrás de um volante não cometem crimes à mão armada, só os que pilotam motocicletas. É verdade, seja dito, que pouco se tem notícia de assaltantes guiando carros. A predominância (e daí advém o preconceito) é dos criminosos sobre motocicletas. Eu mesmo presenciei um vizinho sendo pilhado aqui diante do meu portão.

Dois sujeitos armados tomaram a carteira e o celular do homem. Fiquei me tremendo do lado de cá do muro. Recordei que trinta anos atrás sofri esse tipo de violência. Novamente dois bandidos. Um deles (ambos estavam encapuzados) botou o revólver atrás da minha cabeça. Nessa ocasião sequer me assustei. Horas depois, porém, bateu aquele mal-estar, uma sensação de quase morte.

Enfim os postes acenderam. Os morcegos intensificam as acrobacias aéreas. É incrível como não esbarram em nada. Ainda não são dezoito horas. Está próximo da noite se configurar. Pouco a pouco, em pontos esparsos, vão surgindo alguns moradores. A rua vai ganhando vida. A senhora Raimunda já se encontra sentada numa cadeira na calçada, em companhia da nora Navegante, também numa cadeira de balanço, tendo sobre o colo sua pequena e mimada cadela Pretinha.

Dentro de minha casa já está escuro. Penso em acender as luzes, no entanto me detenho por mais uns minutos observando a paisagem da Euclides Deocleciano. Zecão aparece na calçada, nu da cintura para cima, trajando bermuda estampada e sandálias de borracha. Hoje, pelo que percebo, não abrirá a lanchonete. Será que tem jogo do Flamengo? Sim, ele é flamenguista, e do tipo apaixonado.

Chega a ser divertido ouvi-lo torcendo em dia de jogo. É um show à parte. Se o time está perdendo ou no sufoco, xinga os jogadores, critica o técnico, esculhamba o juiz, larga um palavrão aqui, outro acolá. Ninguém se aborrece com Zecão. Os vizinhos gostam dele. Inclusive eu, que nutro, digamos assim, uma simpatia pelo rubro-negro. Isto, devo dizer, sem nunca ter vestido uma camisa do Flamengo. Só me interesso mesmo se o time já estiver na iminência de ser campeão.

O domingo está praticamente liquidado. Volto para dentro e acendo as luzes. Minha gata Gudãozinho ronrona aos meus pés. Olho a panelinha dela e coloco mais um pouco de ração. Sento à mesa e tento finalizar esta crônica crepuscular de modo a compensar o tempo empregado pelas senhoras e senhores. Eis um final nada brilhante, mas é o que eu tenho para hoje. Zecão acabou de gritar gol.

Com licença. Vou dar uma olhadinha no jogo.

Marcos Ferreira é escritor

Categoria(s): Crônica
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