domingo - 24/01/2021 - 22:04h
Economia

Articulações tentam viabilizar estrada para Serra de João do Vale

Por Tárcio Araújo

Com potencial para o desenvolvimento do turismo local, a Serra de João do Vale padece pela falta de infraestrutura de estrada.  Localizada entre os municípios de Jucurutu-RN, Triunfo potiguar-RN e Belém do Brejo do Cruz-PB, a 275 km de Natal e 130Km de Mossoró, com altitude de 750m acima do nível do mar, o lugar desponta como próximo destino serrano do Rio Grande do Norte.

Estrada carroçável só é acessível a veículos 4x4, e trechos com asfalto são escassos e semidestruídos (Foto: cedida)

Estrada carroçável só é acessível a veículos 4×4, e trechos com asfalto são escassos e semidestruídos (Foto: cedida)

Os prefeitos de Jucurutu, Iogo Queiroz (PSDB), e de Triunfo Potiguar, Darkinha Fonseca (PP), juntamente com outras lideranças regionais do entorno da serra João do Vale, e o deputado estadual Nelter Queiroz (MDB), solicitaram audiência para a última semana de janeiro de 2021, com a governadora Fátima Bezerra (PT). Eles querem a retomada das obras viárias.

De acordo com o deputado Nelter, há um apelo para que a governadora sinalize uma alternativa viável para a comunidade de João do Vale. “É preciso que o Governo do Estado se interesse pelo projeto. Por isso a gente também apela para a sensibilidade da governadora Fátima Bezerra”, comenta. Em dezembro último, ele esteve em Brasília também tratando do assunto com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.

Dificuldades de acesso

O platô do maciço serrano abriga uma comunidade de cerca de 2500 moradores segundo IBGE. Diariamente, um grande número de pessoas descem e sobem a serra em condições precárias e sob risco de acidentes que variavelmente ocorrem.

Nelter esteve com Marinho (Foto: cedida)

Nelter esteve com Marinho (Foto: cedida)

  “Na época da chuva nem sobe nem desce ninguém, fica todo mundo isolado aqui em cima, até baixarem as águas e a lama secar”, conta o morador Anelsino da Silva, de 56 anos.

Ano a ano cresce a procura por investimentos em imóveis. As áreas de mirantes são as mais cobiçadas para construção de chalés, restaurantes e pousadas. Mas, a falta de uma via asfaltada retarda o desenvolvimento do setor turístico. É o que lamenta o investidor Janúncio Tavares.

– “Vans e ônibus não sobem! Pra subir num carro popular fica muito arriscado, a estrada é íngreme, o terreno muito acidentado.  Só vai se for de carro 4×4.  A gente fica triste porque já se poderia estar gerando renda na comunidade com atividade do turismo, esse é o futuro que a gente tem aqui. Muita gente querendo investir, mas não temos ação dos governos”, desabafa o empreendedor.

Reivindicação antiga

A reinvindicação da comunidade por estrada é antiga. Teve início na primeira metade dos anos 80 do século passado, quando a Prefeitura de Jucurutu – gestão de Nelter Queiroz – abriu o primeiro acesso por via carroçável e alguns trechos em calçamento.  Foram feitos  17Km da cidade até o topo da serra. Após quatro décadas, as condições de trafegabilidade continuam as mesmas.

Somente em 2010, o Governo do Estado assinou um contrato via Departamento de Estradas e Rodagem (DER/RN), para trabalho através da empresa CLC. Porém, apenas um trecho de 03km foi asfaltado naquela ocasião.

Em 2013, as obras foram retomadas na gestão de Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP) que construiu mais 07Km até as proximidades da localidade chamada Sitio do Louro no “pé da serra”. Atualmente, está deteriorado devido as intempéries e falta de reparos. O restante da estrada ainda está todo por ser feito, onde são considerados os trechos mais íngremes.

A estrada é municipal e a obra está contratada pelo Governo do Estado desde esse período. As duas etapas dos serviços consumiram cerca de R$ 15 milhões. O custo total gira em torno de R$ 25 milhões, segundo informou o deputado Estadual Nelter Queiroz (MDB) que encabeça um movimento pela conclusão da estrada

Leia também: Veja série de matérias sobre a Serra de João do Vale.

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Categoria(s): Economia / Gerais / Política

Comentários

  1. Q1naide maria rosado de souza diz:

    Acordem! Teremos Teresópolis ou Petrópolis no RN!

  2. Vladenilson Alves Duarte diz:

    Foi engano meu ou o Dep. Nelter Queiroz na sua fala errou o nome da Governadora e depois consertou?? Kkk

  3. Raniele Costa diz:

    15 milhões e ainda não deu pra terminar uma pequena rodovia, esperam mais 25 milhões, vai ser igual a BR que liga Upanema a Mossoró que durou mais de 40 anos e quase não terminava, eles só comendo as verbas, espero que essa saia mais rápido pois tenho vontade de conhecer essa famosa Serra.

  4. marcelo silva diz:

    Governadora necessitamos do seu apoio para a construção da estrada para a serra de João do Vale é imprescindível para a economia da região serrana, tem que fazer o que outros governadores não fizeram…

  5. Enio diz:

    Fizeram só roubar, vão esperar o presidente fazer?

  6. João Claudio diz:

    Com esse muido todo, eu sugiro mudar o nome da serra, que por sinal é muito ‘paia’. Joâo do ‘Vale’ só comprava fiado. Daí, esse alcunha.

    Que tal rebatizar a serra com o pomposo nome ‘Alpes Çuíçus da Caatinga?’

    – Num pode? Ora, Campo era Campo Grande, que já foi Augusto Severo e agora é Campo Grande de novo.

    Pensando bem, o povo tupiniquim adoooora mudar nomes de cidades.

    Aí eu pergunto:

    Essa mudança leva a quê, aonde e a quem?

    • Tarcio Araújo diz:

      Meu caro João Carlos, estamos fazendo alguns trabalhos de âmbito jornalístico para denunciar a falta de acesso viário àquela localidade, e mostrando os potenciais turísticos que existem por lá.

      Quanto ao nome; a estória de que João do Vale assinava fiado para os colonos é um mito. isso nunca exisitiu. Na verdade, João do Vale Bezerra foi um capitão Mor português donatario da primeira sesmaria da região da qual constava a serra, ainda no século XVII .

      Antes disso, era habitada por índios pegas que a chamavam de Ponkssiabo. ( Montanha sagrada) .

      Os portugueses a rebatizaram de Pepetama. Depois levou o nome do proprietário que a herdou da coroa lusitana, o capitão MorJoão do Vale, o qual permanece até hoje.

      Conordo com você que o nome não é ‘agradável’. Acharia mais bonito e justo se fosse ‘ serra dos Pegas’ em alusão aos índios, seus primeiros moradores.

      Aproveite e faça uma visita para conhecer. Até !

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