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domingo - 18/01/2015 - 09:32h

Da tragicomédia humana

Por Honório de Medeiros

O Poder Político enquanto fenômeno é o parâmetro fundamental para o estudo da tragicomédia sócio-humana. Poder Político: capacidade de impor pela força, em última instância, uma vontade.

Ele está por trás de tudo, na vida social: engendra as soluções para transpor os obstáculos que lhe possam surgir; constrói estratégias adaptativas.

Não há vazio no espaço social, em termos de Poder Político, porque o Poder Político está sempre presente. É onipresente.

Mudam seus titulares por razões múltiplas, circunstanciais, mas o Poder Político não desaparece.

Tudo é prolongamento ou instrumento desse fenômeno.

O que há para além dele? Melhor: o quê o instaura, faz surgi-lo?

Ernst Becker diria: o medo da morte.

Darwin diria: a necessidade de sobreviver.

Marx diria: a luta de classes.

E quanto a Freud? A nostalgia da autoridade paterna.

Isto é, queremos o Poder Político por querermos deixar nossa marca na história; ou queremos o Poder Político para assegurarmos a sobrevivência dos nossos gens; ou o queremos para nos apropriarmos do excedente produzido pelos explorados, qual seja, o lucro; ou o queremos para restaurarmos a autoridade paterna.

Que importa?

Sejamos positivistas: não há Sociedade sem Poder Político. Por isso o anarquismo é uma utopia, um delírio.

Eis o ponto de partida.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e Estado do RN

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Categoria(s): Artigo

Comentários

  1. naide maria rosado de souza diz:

    Prof. Honório, sempre nos brindando com sua inteligência. O quê instauraria o Poder Político? Fico com Freud que poderia apontar: ” A nostalgia da autoridade paterna”. De todo modo, seja lá qual for a razão, “Não há Sociedade sem Poder Político. ” Ainda penso que ele pode, também, advir da própria diferença na capacidade humana. A existência de líderes, em quaisquer tipo de grupos, até numa salinha do Maternal, é fato. E, ao descobrirmos aquela diferença, automaticamente, nos submetemos a eles. Ótimo se todos fossem corretos e visassem o bem da humanidade.

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