quarta-feira - 30/07/2014 - 10:02h
Pobre Baraúna

Um crime inaceitável no encolhe-estica político-judicial


Alguém sabe informar quantas mudanças ocorreram na Prefeitura de Baraúna até o momento, desde janeiro de 2013?

Acho que já são nove alterações a contar da própria posse do prefeito eleito e depois cassado e afastado, Isoares Martins (PR).

Cadê a tal da “estabilidade administrativa”, recomendação do próprio Tribunal Regional Eleitoral (TRE), seguindo instrução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)?

O presidente da Câmara Municipal, Tértulo Alves (PMN), “Tertin”, já desembarcou na cadeira de prefeito pelo menos três vezes.

A segunda colocada e que também foi cassada e afastada, Luciana Oliveira (PMN), também está por aí.

Ontem, o TRE voltou a tomar decisão desfavorável à Luciana e a seu vice, Édson Barbosa (PV).

Farra milionária

Ainda vai julgar embargos de declaração e, é muito provável, que Tertin seja empossado pela quarta vez (isso pode, Arnaldo?) em menos de um ano e oito meses de mandato.

Quem é o prestador de serviço que tem coragem de vender à Prefeitura de Baraúna. O fornecedor? Quem topa ser secretário por uns dias ou horas?

Baraúna é caso emblemático de como precisamos de uma reforma na liturgia judicial-eleitoral e na política.

Parece que existe uma indústria sórdida nos intramuros desse processo, alimentando o encolhe-estica que parece infindável. Butim milionário, dizem.

Poucos tiram vantagem, em detrimento de um município inteiro.

O que fazem com Baraúna é criminoso.

Cri-mi-no-so!

Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política

Comentários

  1. Carlos Henrique diz:

    Precisamos de leis mais duras para Justiça Eleitoral, como por exemplo um SPE (serviço de proteção eleitoral) um SPC da Justiça Eleitoral, que só poderá ser candidato se não tiver nenhuma pendência com a justiça eleitoral mesmo que seja em primeiro grau.

  2. Liliana diz:

    E os processos de Claudia Regina? alguma posição

  3. João Claudio diz:

    O povo tem que aceitar que as leis brasileiras são ultrapassadas, capengas e a maioria delas, fajutas. Ja a justiça, sempre foi cega, surda, muda, e caminha com auxilio de bengalas. As vezes passam uma sensação que é esquizofrênica, com surtos diários.

    Um dos exemplos é o medico estuprador Roger Abdelmassih, que teve seu registro profissional cassado, foi condenado em 23 de novembro de 2010, a 278 anos de prisão pela juíza Kenarik Boujikian Felippe, da 16ª Vara Criminal de São Paulo. Ele foi acusado de 56 estupros.

    Apesar de condenado, e não poder recorrer da decisão em liberdade inicialmente, Abdemassih conseguiu, por decisão do Ministro Gilmar Mendes, através de liminar concedida no habeas corpus impetrado no Supremo Tribunal Federal, o direito de recorrer em liberdade.

    Como é que se explica um Ministro conceder um habeas corpus a um monstro condenado a 278 anos de prisão? Favorecimento? Amizade? Despreparo ou surto?

    O que se sabe é que ele aproveitando a “bondade” do Ministro, fugiu e ate hoje ninguém sabe onde está.

    Se o Brasil fosse um país serio, esse cidadão pegaria prisão perpetua ou pena de morte e jamais a justiça concederia, sequer, algum tipo de regalia dentro do presidio. Imaginem um habeas corpus.

    Enfim, o estuprador de 56 mulheres deve estar hoje rindo a toa das Leis brasileiras. E agradecendo ao Ministro, claro.

    Esse é apenas um, dos milhares de exemplos de como funciona a justiça brasileira.

    De lascar.

  4. Hermiro Filho diz:

    E haja fatura em prol de alguns advogados.
    arre elga!

  5. Valdeci dos Santos Júnior diz:

    Prezado Carlos,

    Na verdade, Baraúna já passou por 11 alterações de poder em menos de 10 meses, ou seja, contando da primeira alteração que ocorreu em Setembro de 2013 com a saída do então prefeito Isoares Martins, que retornou logo em seguida. Ocorrendo alternâncias entre o primeiro colocado (que foi cassado), a segunda colocada (que também foi cassada) e o presidente da câmara municipal, perfazendo um total de 11 alterações em menos de 10 meses. Um verdadeiro recorde.
    Agora isso graças aos inúmeros recursos judiciais nas três instâncias possíveis que sempre tendem a beneficiar os infratores, que quando saem (isso quando saem) definitivamente já aproveitaram 3/4 do poder e por vezes se arrastam até o último ano do mandato. Uma verdadeira vergonha que enoja a toda sociedade brasileira, dando aos cidadãos a sensação de que a impunidade vale a pena. Já ou ví alguns deles afirmarem que mesmo que pintem, bordem e façam tudo de errado numa campanha eleitoral, devido a esses penduricalhos jurídicos tiram, no mínimo, a metade do mandato. Já está na hora de dar um basta a farsa hipócrita em que se transformou esse circo eleitoral onde pregamos uma utopia e vivemos uma dura realidade de sacanagem pura. Compra e venda de liminares judiciais abertamente envergonha a todo um poder que deveria balizar honestamente as relações entre os indivíduos, tanto na convivência social como na difícil relação com o Estado na observância das leis.
    O caso vergonhoso de Baraúna é apenas reflexo dessa luta tirânica pelo poder onde o vale tudo é o que conta, envolvendo nesse rolo a própria justiça eleitoral. Com a realização de novas eleições suplementares essa questão já teria sido resolvida há muito tempo, como ocorreu na maioria esmagadora dos municípios onde elas ocorreram, mas esse arrasta-arrrasta vai se prolongar ainda por não sei quanto tempo, pois na próxima semana você estará noticiando mais uma vez outra possível alternância de poder orquestrada pelo TSE, ou seja a décima-segunda. E quanto ao município? ah! eu ia esquecendo. O município é apenas o último detalhe nesse jogo podre pela disputa do poder. Infelizmente essa é a triste realidade de uma justiça eleitoral que sempre tende a beneficiar os infratores e “condenar” ao ostracismo os que não infringem as leis eleitorais. Nesse contexto a impunidade vale a pena.

    Valdeci dos Santos Júnior

Trackbacks

  1. [...] * A postagem de Valdeci é em relação à matéria que publicamos sob o título “Um crime inaceitável no escolhe-estica político-judicial” (AQUI). [...]

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