domingo - 12/07/2020 - 05:40h

A importância da fé


Por Odemirton Filho

“E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste?

(Mateus 14:31)

A crença em algo superior sempre fez parte da alma do homem. Mesmo com o Iluminismo, no qual a racionalidade ganhou autoridade e legitimidade, a fé jamais deixou de fazer parte do coração humano.

Não é tarefa simples conceituar a fé, pois é um ato de íntima ligação com Deus. Sente-se a fé e, através dela, encontra-se a força necessária para enfrentar as batalhas da vida e seguir em frente.

Contudo, a fé pode ser entendida como “um dom de Deus, uma virtude sobrenatural infundida por Ele. Para prestar esta adesão da fé, são necessários a prévia e concomitante ajuda da graça divina e os interiores auxílios do Espírito Santo, o qual move e converte o coração para Deus, abre os olhos do entendimento, e dá a todos a suavidade em aceitar e crer a verdade”.A palavra  é derivada do latim. Sua origem é o termo FIDELITAS, que significa adesão, por sua vez, este se originou de FIDELIS, fiel, que se derivou de FIDES, que tem o significado de fé, no sentindo de crença ou confiança.

Para quem acredita em um ser superior, sobretudo, nesse período de pandemia, é importante essa união com o divino, em busca do fortalecimento do espírito.

De toda forma, apesar de muitos não professarem uma religião ou não acreditarem no metafísico, não se observa como absoluta essa dicotomia entre razão e fé, pois essa pode ser vista além da perspectiva divina. Existe a fé na própria natureza humana, bem como em dias melhores, ou seja, existe uma força motriz que nos faz acreditar em algo que desejamos.

Aliás, o pensamento tomista, ou seja, de Santo Tomás de Aquino, procurou compatibilizar essas duas perspectivas humanas.

Dante, na Divina Comédia, descreve a fé como uma “centelha que se expande depois em viva chama e, como estrela no céu, em mim cintila”.

Em sua Carta Encíclica sobre a fé, Lumen Fidei (luz da fé), o Papa Francisco ensina-nos que: “A fé não é luz que dissipa todas as nossas trevas, mas lâmpada que guia os nossos passos na noite, e isto basta para o caminho”.

Mesmo diante da fé, não há como fugir a algumas indagações: como será o mundo pós-pandemia? O mundo voltará à normalidade?

Ressalte-se que, segundo alguns, o mundo terá que adotar com um “novo normal”. Isto é, as relações pessoais, sociais e econômicas conceberão uma nova convivência social, a fim de garantir a nossa sobrevivência.

Ou, talvez, esse exercício de futurologia não seja a melhor opção. Como diz a colunista Lucília Diniz, “não acredito que seja hora de ficar imaginando o nosso futuro. É um exercício meio inútil, porque o futuro, tal como o passado, não existe de fato, a não ser em nossa cabeça: o passado na forma de memória, o futuro como projeção. Tudo o que temos, de verdade, é o presente”.

Assim, viver o hoje, sem dúvida, é o que vale a pena.

Desse modo, apesar de toda a incerteza do porvir, deixo como alento as palavras do Papa Francisco: “Urge recuperar o caráter de luz que é próprio da fé, pois, quando a sua chama se apaga, todas as outras luzes acabam também por perder o seu vigor”.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

Categoria(s): Artigo

Comentários

  1. Rocha Neto diz:

    A fé remove montanhas, e é pela fé que estamos de pé. Bela matéria!!

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