quarta-feira - 30/06/2010 - 15:47h

A dinâmica da política e a vida do vice


A política é realmente dinâmica.

José Serra "ganha" um vice que praticamente não conhece, o deputado federal carioca Índio da Costa (DEM); Iberê Ferreira (PSB) "recebe" um vice que não digere, o ex-secretário da Casa Civil e Planejamento do Estado Vagner Araújo (PSB).

Põe dinamismo nisso, gente!

Mas esse lengalenga é de nossa cultura política, um modelo republicano, presidencialista e democrático ainda muito instável, cheio de sinuosidade.

Em 1950, retornando à cadeira presidencial, Getúlio Vargas (PSD) teve que engolir o deputado federal potiguar Café Filho Partido Social Progressista (PSP) como vice. Fez parte de negociação com o governador paulista Ademar de Barros (PSP).

Jânio Quadros foi eleito presidente da República em 1960, mas o vice – também votado de forma direta – terminou sendo João Goulart (PTB), figura ideologicamente avessa a a ele.

Mas às vezes o destino escreve certo por linhas tortas.

Veja o caso da ex-governadora Wilma de Faria (PSB). Elegeu-se à Prefeitura do Natal em 2000 com o apoio do PMDB da família Alves, que empurrou o deputado Carlos Eduardo Alves a vice.

Só que adiante, Wilma cooptou Carlos para seu partido e grupo, fazendo-o prefeito em 2002 e reelegendo-o em 2004, contra o próprio PMDB e família.

Veja outra postagem especial sobre o assunto clicando AQUI.

Categoria(s): Blog

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