domingo - 31/01/2021 - 05:00h

Até que a morte nos ampare

Por François Silvestre

Que seja eleito/

ou se já foi./ E reeleito/

se assim for feito./

 

Se não tem jeito/ que desembeste/

que vire peste./ Que seja eterno/

e se acomode nos quintos do inferno./

 

Se o povo é doido,/ maluco de canga e corda/

e o país, doido varrido, entrega-se a qualquer sorte/

que seja eleito/ e reeleito./

E permanente, ninguém se importe/

que seja o patife vitalício/

e nos conduza na maluquice até a morte.

François Silvestre é escritor

Categoria(s): Poesia

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