domingo - 18/05/2014 - 11:42h

Cada vez


Por Aluísio Barros

Cada vez que ela se avultava na tarde que nascia,
avolumando-se feito manhã dentro de mim,
eu preparava a cama,
sem saber que a tornava insone,
estéril.

Setenta vezes sete mil,
em mim, partida,
a vida se perdia,
embora eu não cansasse de querer teus olhos
sobre os meus
e não deixasse morrer em mim
esse desejo insano de cravar-me em ti.

Aluísio Barros é poeta, cronista e professor

 

Categoria(s): Poesia

Comentários

  1. naide maria rosado de souza diz:

    Lindo…
    “e não deixasse morrer em mim “… que bela forma de impedir o esquecimento…não deixar morrer.

  2. fernando diz:

    Prefiro Zé limeira.

    • Inácio Augusto de Almeida diz:

      fernado
      Se ele tivesse nascido em Minas e escrito que no caminho tinha uma pedra, uma predra tinha no caminho, no caminho tinha uma pedra, você certamente o consideraria um gênio.
      O problema nosso é que quando uma pessoa ganha fama até um simples aceno de mãos é motivo para simpósios e conferências.
      Imagine se isto tivesse sido da lavra de um Vinícus de Moraes:
      “Cada vez que ela se avultava na tarde que nascia,
      avolumando-se feito manhã dentro de mim,
      eu preparava a cama,
      sem saber que a tornava insone,
      estéril.”
      Imagine e me responda se você teria coragem de dizer que iria preferir Zé Limeira.
      Teria?
      ////
      É POSSÍVEL REALIZAR UM EVENTO QUE COLOCARÁ MOSSORÓ NO CALENDÁRIO TURÍSTICO DA EMBRATUR GASTANDO METADE DO QUE É TORRADO NO MCJ.

Faça um Comentário

*


Current day month ye@r *

Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011. Todos os Direitos Reservados.