domingo - 29/05/2016 - 08:28h
Redes sociais

Capytão Styvenson entra em polêmica com Polícia Civil


Do Blog do FM

Está circulando com força na internet um áudio cuja autoria está sendo atribuída ao capitão Styvenson Valentim, coordenador da Lei Seca no Rio Grande do Norte. Na gravação, que vazou para as redes sociais, o militar achincalha com a Policia Civil do Rio Grande do Norte, externando todo o desprezo que aparentemente nutre pela corporação, tradicional aliada da Polícia Militar, instituição da qual faz parte.

Voz de Styvenson desencadeou reação em cadeia (Foto: reprodução)

Nem mesmo a própria PM escapou de ser alvo da retórica egocentrista do militar, que diz que os bons resultados da Operação Lei Seca é decorrente tão somente do seu trabalho pessoal.

“O policiamento que eu faço depende de mim e só de mim mesmo, por isso é coisa bem feita. Não sou vinculado a CPRN, não sou vinculado a Policia Militar e Detran. As coisas que eu faço não é por instituição não. É por mim mesmo”, assinala.

Valentim, que chega a taxar o Brasil de “País de merda”, diz que “o policial civil ganha muito bem para não fazer e um delegado ganha R$ 23 mil para não fazer nada”. Ele complementa afirmando que os “delegados acham que têm poder sobrenatural para não fazer nada”. O capitão afirma ainda que já denunciou as delegacias que não querem trabalhar por “preguiça”.

As declarações do policial militar, conhecido por gostar de se projetar diante dos holofotes da mídia, repercutiram de imediato, fazendo com que surgissem nos grupos de whatsapp novos áudios sobre o assunto.

Bate-boca

Em um deles, um provável policial civil sediado na região Oeste do estado, diz que Valentim quer aparecer e retruca: “mande ele vim aqui para região do Alto Oeste combater bandido e assaltante de banco, pois prender bêbado dirigindo é fácil demais. Agora querer aparecer na mídia e ficar conversando M… ele sabe. Mande ele vim para cá para ver como a gente trabalha”, diz o áudio.

Em um outro áudio que circula na internet, um suposto tenente-coronel PM de nome Valterlei, diz que ouviu “com muita preocupação a fala do capitão, tecendo acusações desnecessárias, inoportunas e que não retratam a verdadeira realidade”.

O oficial superior ressalta que os policiais civil e militar são companheiros inseparáveis. “Quero deixar o meu pedido de desculpas aos valorosos companheiros da Polícia Civil”. Ele enfatiza que Valentim tem o dever de pedir desculpas a Polícia Civil do Rio Grande do Norte.

Ouça o Capitão Styvenson AQUI.

Ouça o suposto tenente-coronel Valterlei AQUI.

Categoria(s): Segurança Pública/Polícia

Comentários

  1. Fábio Salviano diz:

    Certa vez, esse Styvenson chegou até mesmo dizer que os Próprios Oficiais da PM nada fazem. A categoria também reagiu

    NOTA DE REPÚDIO:

    A Associação dos Oficiais Militares do Estado do Rio Grande do Norte vem a público manifestar a sua indignação e repúdio às declarações equivocadas do 1º Ten PM Eann Styvenson Valentim Mendes, em entrevista ao Jornal de Hoje, conforme o link:http://jornaldehoje.com.br/ja-bebi-e-dirigi-ja-rapariguei-e-cortei-sinal-vermelho-nao-sou-um-et-sou-da-terra/. O referido oficial, em sua entrevista, declarou que: “Quero ficar que nem outros tenentes. Sem fazer nada. Quero essa vida”.

    Gostaríamos de enfatizar que nós, Oficiais Militares, trabalhamos diariamente procurando, a todo o momento, fazermos a gestão das instituições em que sejamos apenas peças coadjuvantes nos relevantes serviços que prestamos à sociedade. Nosso objetivo é que não exista o Tenente da Lei Seca nem muito menos da “Lei Molhada”, nós trabalhamos para que a instituição atue da melhor forma possível para a sociedade, não nos interessa aparecer neste ou naquele programa de TV, não queremos ser celebridades para aparecer a qualquer custo para quem quer que seja.

    Diariamente, os Tenentes da Polícia Militar são citados pela imprensa como Oficiais de Operações das mais diversas unidades, não precisamos ter nossos nomes ou imagem veiculados na mídia, para nós o que interessa é a paz social e a boa imagem da Corporação que nós escolhemos, não somos oficiais apenas porque ansiamos um dia passar em um concurso público, somos Oficiais porque sonhávamos com essa carreira e temos orgulho de pertencer à mais antiga instituição pública desse Estado.

    Os Tenentes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, ao contrário do que declarou o Ten Styvenson, são os profissionais da Polícia Militar que menos tempo têm para a sua vida pessoal e consequentemente para suas famílias. Suas atribuições funcionais, escalas de serviços e emprego técnico interferem diretamente em suas qualidades de vida, poucos têm a sorte que o Tenente Styvenson tem, de estar à disposição de uma autarquia como o Detran, e nessa condição, há muito não preside uma Sindicância ou Inquérito Policial Militar, tampouco compõe qualquer dos quatro Conselhos Militares (Especial, Permanente, Justificação ou de Disciplina) que são cumulativos às funções dos Oficiais; vale lembrar que não temos notícias que exista qualquer Tenente que “não faça nada”, conforme palavras do aludido Tenente em entrevista.

    Informamos ao senhor Ten Styvenson que nós, Oficiais Militares, procuramos, em qualquer situação, respeitar o cidadão e seus direitos humanos, não somos nós que mandamos cidadãos com necessidades fisiológicas “fazer reversão ou tomar suor”. Não obstante o fato de sermos anônimos e não tratarmos o cidadão com palavras de baixo calão, somos trabalhadores e estamos a cada dia de forma discreta enaltecendo as gloriosas instituições militares do Rio Grande do Norte. Saiba, Senhor Tenente Styvenson, que suas declarações além de levianas, ofenderam toda a Oficialidade Militar desse Estado, pois caso existissem Tenentes que nada fazem, existiriam Capitães, Majores e Coronéis que estariam prevaricando.

    Por fim, é importante ressaltar que declarações como essas ensejam responsabilidade nas esferas administrativa e judicial, pela grave acusação que foi feita aos profissionais que estão doando os melhores anos de suas vidas em prol da sociedade.

    Associação dos Oficiais Militares do Rio Grande do Norte

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