domingo - 20/06/2010 - 21:45h

Cruzando a Costa do Marfim

Brasil 3 x 1 Costa do Marfim. No segundo jogo pela fase classificatória da Copa do Mundo de Futebol da África do Sul, o Brasil ganhou outra vez. E convenceu.

A vitória diante de um adversário mais disciplinado taticamente, fisicamente muito forte e com jogadores em sua maioria com larga experiência na Europa, foi um bom teste para quem quer ser hexacampeão.

Diferente, num comparativo com o êxito de 2 x 1 Coreia do Norte, foi também a postura do adversário do ponto de vista tático: não ficou encolhido atrás, à espera de dar o bote em contra-ataques.

A Costa do Marfim surpreendeu ao tentar acuar o Brasil, encurtando espaço e dificultando saída de bola. Tratou ainda de fechar os flancos, de modo a impedir os avanços dos laterais Maicon e Michel Bastos.

Depois de alguns minutos sem imaginação e aceitando o domínio adversário, o Brasil assumiu o comando do jogo. Soube ser frio, sem parecer gélido; foi ao ataque, mas se manteve firme na defesa. Errou com apetite para acertar.

Apesar de estar aquém do esperado, Kaká teve participação decisiva em dois gols, num dia de inspiração do centroavante Luís Fabiano (2 gols) e outra boa partida de Elano  (um gol).

Ronaldinho

A expulsão de Kaká, em meio à pancadaria de alguns adversários, é que talvez exponha um vácuo na convocação do treinador Dunga. Quem ele vai lançar em seu lugar contra Portugal?

Recua Robinho, hoje tão apático, para colocar Nilmar ao lado de Luís Fabiano? Aposta em Gilberto (lateral de origem, mas meia no Cruzeiro)? Bota Ramíres num quadrado com Felipe Melo, Gilberto Silva e Elano ou apenas escala Júlio Batista? Eis a questão.

Ronaldinho Gaúcho (não-convocado) caberia no time, caso tivesse sido chamado ao elenco. Entretanto em futebol "se" não existe.

Contra Portugal, outra escola diferente da Coreia do Norte e Costa do Marfim, o Brasil deve ter preocupação a mais: reduzir número de passes errados, comuns sobretudo no primeiro tempo, quando tentava sair do emparedamento do time africano. Passe é fundamento e não acessório.

Porém é certo que os patrícios portugueses vão ter que jogar mais do que demonstraram até aqui. Quanto ao Brasil, pode não encher os olhos, é verdade, mas é inegável que ganha musculatura para avançar numa Copa de poucos gols, muita retranca e escasso brilhantismo.  

Categoria(s): We Are The Champions

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