quinta-feira - 31/01/2008 - 01:57h

Eleição para vereador terá quociente acima de 10 mil votos

Não são apenas os chamados “caciques” da política mossoroense que estão andando  em terreno minado. O período de pré-campanha-2008 exige tato, visão e muitos outros sentidos. Do contrário, o êxito eleitoral pode se desmanchar numa decisão errada.

Os pré-candidatos a vereador, diferente do que ocorria num passado mais remoto, não podem enxergar apenas o espaço restrito do período oficial de campanha. Política de alianças, estratégia pessoal e outros cuidados devem ser tomados com muita reflexão.

Com apenas 13 vagas em jogo, a Câmara de Mossoró  tende a ser disputada por mais de 130 concorrentes.  Em 2004 foram 142. O quociente eleitoral é outro peso. Cada partido ou coligação terá de obter pelo menos algo em torno de 10.150 votos, caso sejam apurados 131 mil sufrágios.

Com cerca de 150 mil votantes, o município tende historicamente a desperdiçar em torno de 18% desse manancial entre abstenções, brancos e nulos. Daí a queda estimada para 131 mil válidos. Foram 143.235 aptos em 2004, mas compareceram 125.829 (87,83%).

Ainda houve registro de 2.245  (1,78%) votos em branco e 2.968 (2,36%) nulos.  Só para legendas foram dados 10.278 votos (8,52%).

A disputa à câmara em 2004, pela primeira vez oferecendo-se 13 assentos na Casa, registrou 120.596 votos válidos (soma de nominais e de legenda). Daí saiu o cálculo para o quociente (divisão dos votos pelo total de cadeiras). O número obtido foi de 9.276 votos para eleger um vereador. 

Os partidos de maior envergadura, mais tradicionais, onde a concorrência interna é dilacerante, a briga promete ser carnívora. O DEM, por exemplo, vai ferver. Outros tidos como nanicos, sabem que precisarão de coligações com outros congêneres. Do contrário, será pouco provável que consigam o triunfo de pelo menos um candidato.

PROPORCIONAL

Segundo a Lei 9.504/97, que rege as eleições, cada partido poderá ter “até 150% do número de lugares a preencher (20, no caso de Mossoró)”, conforme o “Artigo 10”. No parágrafo 1º, assevera que independentemente do número de partidos coligados, a aliança proporcional poderá registrar candidatos “até o dobro do número de lugares a preencher (ou seja, 26, em Mossoró)."

A tendência, é que surjam diversas alianças proporcionais, separadas do vínculo direto da majoritária. Assim, se amplia espaço para mais candidaturas. Um medo comum a muitos pré-candidatos, é servirem apenas de “esteira” para eleger os mais robustos.  Todo cuidado é pouco.

Contudo, quem apostar no desgaste dos atuais vereadores, para avançar e surpreender como “opção”, tende a raciocinar corretamente.  O escândalo da “Operação Sal Grosso” ainda nem provocou seus primeiros efeitos. 

* Saiba mais sobre esse assunto ainda hoje.

Aguarde. 

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Comentários

  1. Mariana Angelica diz:

    Gostaria que voce lesse o artigo de thaisa galvao entitulado “Aliança política do PMDB com o PSB visando 2010 não interessa a Wilma” e fizesse uma nota com o que você entende sobre tudo isso…. e eu tenho alguns questionamentos, será q a wilma não interessa? o sen jose agripino se fizer aliança com PR e PV e ganhando em cidades estrategicas pode fazer o nome dele subir no ibope, aí ameaça a eleição quase que ” inevitavel!” de gari e wilma??

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