segunda-feira - 30/03/2020 - 14:20h
Doentes renais

Grupo de risco faz alerta temendo mortes com pandemia

Atendimento é preocupante (Foto ilustrativa)

A Aliança Brasileira de Apoio à Saúde Renal (ABRASRENAL) alerta para a necessidade de o Ministério da Saúde e os governos estaduais adotarem medidas especiais para atender o paciente renal durante a pandemia do coronavírus. A solicitação principal é que sejam montados nos hospitais de campanha de todo o Brasil um serviço especial para concentrar os doentes renais infectados pelo COVID-19.

O diretor-geral da Abrasrenal, Gilson Silva, esclarece que além de ser grupo de risco para agravamento do coronavírus, os doentes renais estão mais expostos porque precisam circular pela cidade para receber o tratamento de diálise de três a cinco vezes por semana.

De acordo com o último Censo da Sociedade Brasileira de Nefrologia , há mais de 130 mil pessoas realizando diálise no país, em cerca de 700 clínicas. Até o momento, há um caso confirmado de paciente renal com COVID-19, nove suspeitos e um óbito entre os aguardando confirmação.

Preocupação

“A falta de realização de exames de diagnóstico de coronavírus em todos os pacientes suspeitos é um fator que aumenta ainda mais a nossa preocupação. Esses pacientes frequentam clínicas e dividem salas de diálise com outros 30, 40 doentes; todas as semanas. Em algumas clínicas, chegam a circular 400 até 500 pacientes”, reforça Gilson Silva.

“Precisam ir a postos de saúde para buscar medicamentos para anemia e doença óssea e também terão que ir para vacinação para gripe comum. Além disso, de acordo com o censo da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) 66% tem hipertensão ou diabetes, a idade média do renal é de 58 anos; sendo 35% deles acima de 65, ou seja, tem a maioria tem mais de um motivo para estar no grupo de risco”, reforça o diretor-geral da Abrasrenal.

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Categoria(s): Saúde

Comentários

  1. Carlos Andre Gomes de Araujo lima diz:

    O meu filho faz parte deste grupo de risco, como não moro com ele por estou há.duas semanas sem ter contato físico com ele, mas ele precisa de alimentação, de medicação e de mais cuidados, por isso que eu, o pai dele , não posso parar de trabalhar, logo porque não tenho ninguém para sustentar a mim e a meus filhos, não arredo a minha missão de cuidar dele por conta de medo e do pavor.

    Eu morro em pé, se preciso for!

  2. Q1naide maria rosado de souza diz:

    Sim, muita atenção para os doentes renais. Configuram uma população!

  3. João Claudio - Mãos lavadas e enxaguada com água do poço. diz:

    Eu já decidi:

    Quero morrer deitado. Em pé eu posso posso sofrer uma queda e me machucar.

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