terça-feira - 30/10/2007 - 16:43h

Laíre, de novo, é envolvido em escândalo com dinheiro público

O ex-deputado federal Laíre Rosado (PSB) está novamente envolto em situação embaraçosa, onde aparece em evidência uma montanha de recursos federais, supostamente desviados da finalidade precípua: atendimento à saúde do povo carente de Mossoró e região.

Outra vez é o Ministério Público Federal quem está investigando participação do político mossoroense, num esquema fraudulento.

Ele já responde por participação no escândalo do caso "Sanguessugas" (veja AQUI).

Naquele caso, Laíre figura como participante direto de uma quadrilha que envolvia uma série de parlamentares, traficando emendas viciadas e recheadas de propinas. Conforme um dos depoentes, o ex-deputado empalmava 10% do valor da fatura, por cada emenda formalizada. 

O promotor federal Fernando Braga Damasceno levantou dados que comprovariam que Laíre, seu ex-genro Francisco Andrade e a Fundação Vingt Rosado (controlada pela família) teriam dado sumiço em R$ 800 mil, dinheiro da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA). O caso remonta a 2002, antes do pipoco do Sanguessugas.

Pelo que foi rastreado, o esquema funcionava assim: Laíre na condição de deputado apresentava emenda ao Orçamento Geral da União (OGU) em favor da própria Fundação Vingt Rosado. Andrade, através de uma empresa fantasma que constituíu em Mato Grosso, precisamente em Cuiabá, vencia a licitação. Tudo numa operação caseira. Em tese, teriam que ser entregues remédios à entidade.   

A Frontal Indústria, Comércio de Móveis Hospitalares-ME emitiu várias faturas em valores fracionados, conforme os autos da apuração feita pelo MPF, totalizando R$ 800 mil. Quem assinava os procedimentos licitatórios: Maria Salete Cavaltante, antiga colaboradora do casal Laíre-deputada federal Sandra Rosado (PSB).

Quem primeiro levantou publicamente o caso foi o Blog do Evânio Araújo (AQUI) na segunda (29).

UTI NEONATAL

Para quem distraidamente não percebeu, boa parte desses personagens aparece também – mesmo procurando se esquivar, na crise da "UTI Neonatal de Mossoró."

A UTI deveria funcionar no complexo da Associação de Proteção e Apoio à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), outra instituição "sem fins lucrativos" do grupo de Laíre Rosado. Nunca deu o ar de sua graça.

Recentemente, um dos diretores da Apamim, Fábio Ricarte, chegou a admitir que pelo menos 93 bebês morreram em cinco meses, num ambiente onde a UTI funcionaria. Os números podem ser ainda mais alarmantes.

Sob pressão de parte da imprensa, envolta em muitas informações desencontradas, há promessa de que em janeiro/2008 parte dessa estrutura seja ativada. Até lá, como no passado, os bebês de origem pobre que se virem à sobrevivência.

Vem mais novidades tristes e avassaladoras por aí.  

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Comentários

  1. carlos magno diz:

    Certamente esse assunto da fundação vingt rosado jamais será pauta no programa “observador político”.

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