domingo - 24/01/2021 - 07:24h

Luz no fim do túnel

Por Odemirton Filho 

Finalmente o Brasil começou a vacinar a sua população. Já era tempo. Vários países, para variar, partiram à frente e, por aqui, ainda estamos marcando o passo. Vacina, vacinação,Por essas bandas, o governo Federal, depois de muito criticar a China e a sua vacina, deu o braço a seringa. Agora, enfrenta uma luta medonha para adquirir os insumos necessários à sua fabricação. Quem fala muito dá bom dia a cavalo, diz um ditado popular.

As doses disponibilidades, até agora, são insuficientes para atender, até mesmo, à demanda prioritária.

Infelizmente, neste país, tudo é motivo para se tentar conseguir dividendos eleitorais. Houve um show midiático para se iniciar a vacinação da população. Nessa guerra de interesses escusos a sociedade brasileira é que há tempos vem padecendo.

Sem falar no desvio do dinheiro que foi enviado pelo governo Federal aos estados e municípios para o combate à pandemia. Alguns gestores públicos, conforme divulgado pela imprensa, meteram a mão, sem dó da saúde e da vida alheia.

Doutro lado, a maioria da sociedade age como se não existisse pandemia. Promove aglomerações, um ajuntamento de gente aqui e ali, mesmo que os profissionais da saúde reforcem a necessidade das medidas de prevenção.

Não há o mínimo de respeito pelo outro. A maioria não está nem aí. Essa é a verdade, nua e crua. É preciso fazer mea-culpa e se convencer que a responsabilidade é de todos nós.

Pelo caminhar do andor, será mais um ano nessa peleja. Estamos longe, muito longe, de ter a maior parte da população vacinada.

E ainda tem o jeitinho brasileiro que insiste em furar a fila. É de uma desumanidade sem igual.

Há uma luz lá no finalzinho do túnel, é certo, mas cada um que se cuide e torça para que a vacina não desapareça no meio do caminho.

É. Parece que o Brasil não tem jeito, tem jeitinho, dizem por aí.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

Categoria(s): Artigo

Comentários

  1. Inácio Augusto de Almeida diz:

    Odemirton Filho está coberto de razão quando diz que o brasileiro tem que torcer para que a vacina não desapareça no meio do caminho.
    Todos ja se esqueceram do CONSÓRCIO NORRDESTE.
    Ou alguém ainda fala em CONSÓRCIO NORDESTE?
    Este artigo do Professor Odemirton Filho refrescará a memória de todos nós.
    Nos domingos os artigos e crônicas do Professor Odemirton Filho tornaram-se, para mim, leitura obrigatória.
    Até porque nunca é tarde para se adquirir mais conhecimentos.

  2. Rocha Neto diz:

    No Parque Reid, bairro da cidade de Diadema-SP, aconteceu o certificado da valorização e credibilidade da vacina contra o COVID19, em uma unidade de saúde foram furtadas duas unidades da vacina, nós brasileiros sabemos que quando este ato acontece é porque o produto é acreditado e eficiente.
    Logo, logo começarão as negociações nos camelodromos, claro que o nosso Vuco-Vuco será referência.

  3. João Claudio diz:

    A coisa no brasil sil sil quando não é esculhamhada é ‘acanaiada’.

    Ambas acabam em pizza ou em samba.

    Repito:

    A vacinação no brasil ‘vai dá bode’.

    Anotem.

    Pensando bem, para que ocorra as mil maravilhas, de forma educada e civilizada, a vacinação teria que ser feita através de urnas eletrônicas, iguais as do TRE, sem boca de urnas e interferência dos fabricantes das vacinas.

    – Tome a Butatan e fique tchan tchan tchan.

    – A da Oxford é pho, é pho, é pho, é phoooooooda….’

    – Sem chiliques; tome a Sputnik.

    A operação seria muito simples:

    O interessado ia à sua sessão e se dirigia até à Cabine de Vacinação. Diante da Urna de Vacinação, bastava digitar o número da vacina que deseja tomar, enfiar o dedo em um orifício da urna e apertar a tecla CONFIRME e pronto!

    O algodão com àlcool seria entregue pelos mesários quando o mesmo saísse da Cabine.

    – João, vacina no dedo? Quem já viu?

    – Sostô você! Que diferença faz tomar no músculo, na bunda ou no dedo, se o que sai da seringa vai para o mesmo lugar? a corrente sanguínea? É ô num é?

    – Simples demais. Mas será que Bolsonaro vai dizer que pode haver fraude nas urnas de vacinação? Que ele prefere a vacinação em papel?

    – Homi, eu tô cum nojo só em ouvir o nome daquele genocida. Vamos mudar de assunto.

    – Eu vou aproveitar a pausa para ir pegar outra cerveja.

    – Traga duas. Já que eu não posso sair de casa, vou encher a cara.

    – A gente tava falando sobre o quê?

    – Sei não. Esqueci.

    – Apois ligue a TV pra gente assistir a lapada que o Flamengo vai dar no Athletico paranaense.

    – O jogo já terminou.

    – JÁ??? 7 X 1 para o mengão? Num foi?

    – Perdeu! 2 X 1 para o Atlhetico.

    – KKKKKKK EU NUM DIIIIIISSE…?????? Depois da visita do presidente urucubaca à sede do time, o mengão não ganha mais nem em jogo de castanha.

    – Axepôco! O culpado foi o porteiro que deixou o agourento entrar.

    – Também acho. Encha o meu copo e bote pra tocar na radiola ‘O Sino da Igrejinha’.

    – Só se for agora.

  4. Q1naide maria rosado de souza diz:

    Excelente Artigo, prof.Odemirton..Reflete a nossa realidade fielmente. Assim como o Sr.Inácio, leio seus textos e adquiro conhecimentos. Sou sua aluna!

Faça um Comentário

*


Current day month ye@r *

Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2021. Todos os Direitos Reservados.