quinta-feira - 29/11/2007 - 11:51h

Não esqueçamos Café Filho


Num momento em que o senador Garibaldi Filho (PMDB) vai se esgueirando, com aquele seu jeito caviloso, para ser presidente do Senado, as editorias políticas devem estar atentas à história. Muito atentas.

Dois nomes em especial devem ser lembrados, quando se produzir algo referente ao Senado e o RN: Café Filho e Dinarte Mariz.

O primeiro foi o único potiguar a presidir a Casa (1951/1954). Já Dinarte, com quatro mandatos, não a dirigiu, mas teve forte influência em seu tempo.

É bom assinalar, ainda, facilitando as pesquisas que possam ilustrar uma hipotética ascensão de Garibaldi, como fora a conquista de Café Filho. O natalente de Igapó, Café Filho, tem uma das mais bonitas biografias da política nativa e foi presidente do Senado em face da legislação estabelecer esse papel cumulativo, para o vice-presidente da República.

Ele era vice do presidente da República, Getúlio Vargas, que se suicidou no dia 24 de agosto de 1954. O gesto levou Café Filho à presidência num período conturbado da vida nacional. 

Outra peculiaridade legal, é que candidatos a vice eram votados em separado. Foi assim na campanha de 1950, em que Café Filho estava filiado ao Partido Social Progressista (PSP), do líder paulista Ademar de Barros.

Depois volto a comentar sobre Café Filho, um personagem pouco lembrado, o que é profundamente injusto.

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Comentários

  1. Francisco Rodrigues da Costa diz:

    Carlos:
    Parabéns pelo seu comentário sobre o nosso Café Filho. Fiquei na dúvida. Ele não era das “Rocas”? De qualquer forma é bom voltar a falar sobre ele, que merece. Um grande abraço. Chico.

  2. janio rego diz:

    verdade, carlos, café filho é esquecido no rio grande do norte. pouco sabemos dele. como vc explica esse esquecimento? será algo semelhante ao ocaso histórico que vive o governo municipal de Antônio Rodrigues de Carvalho em Mossoró?

  3. Charles Bronson Aquino do Nascimento diz:

    Olá Carlos,
    Sua ênfase ao nome e biografia de Café Filho levou-me a releitura de trechos da obra “O sindicato do garrancho” (Brasília Carlos Ferreira) e indagar sua referência à Café Filho como “uma das mais bonitas biografias da política nativa”.
    Me refiro as páginas que apresentam o político assim:
    “Na repressão aos trabalhadores comunitas, Café Filho lançou mão de toda a abrangência de seu cargo, repetindo a violência praticada durante o governo Lamartine, da qual ele fora uma das principais vítimas” (FERREIRA, p.33)
    Parabéns pelo blog e prazer em conhecê-lo pessoalmente, oportunidade na qual soube que é meu vizinho!
    Abraços,
    Charles Bronson
    Bilioteca Comunitária poeta Antônio Francisco
    Professsor de História

  4. David Leite (Espanha) diz:

    Parabéns pelo “Não esqueçamos Café Filho”…Muito boa…
    Olhe, Dinarte foi Primeiro Secretário do senado…
    E tem outro do RN, que brilhou no senado: Georgino Avelino, foi também da Mesa (creio que Primeiro secretário), e um dos relatores da Constituinte de 1946.
    Abraços

  5. David Leite (Espanha) diz:

    Parabéns pelo “Não esqueçamos Café Filho”…Muito boa…
    Olhe, Dinarte foi Primeiro Secretário do senado…
    E tem outro do RN, que brilhou no senado: Georgino Avelino, foi também da Mesa (creio que Primeiro secretário), e um dos relatores da Constituinte de 1946.
    Abraços

  6. Bosco de Araújo diz:

    Verdade, meu prezado Carlos Santos, e verdade também à origem do ex-presidente da República, João Café Filho, que nasceu no bairro das Rocas, em Natal, como bem lembrou (em dúvida) o leitor Francisco Rodrigues. E como diriam seus queridos vizinhos em tom de orgulho, “esse é daqui, mesmo, das Roca”.

  7. Claudio diz:

    Ex presidente Café Filho nasceu em Extremoz RN.

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