domingo - 31/05/2020 - 09:36h

O smart marketing no planejamento das campanhas


Por Phabiano Santos

Que a terceira dimensão da era digital chegaria na eleição ninguém duvidava. Contudo, mais cedo do que se esperava somente os que abriram mão da visão linear pela curva da mudança exponencial (bom tema para uma conversa futura) – aliás, esse é o desafio para todos nós nesse novo normal. E na política, essa mudança de enxergar o amanhã quase sempre andou devagar em se tratando de marketing eleitoral.

Em 2018 até que andou mais célere um pouco, porém motivada por fatores excepcionais como o lavajatismo, por exemplo. O método tradicional de arrebatar o sentimento mais primitivo do eleitor movido pelo radicalismo e pertencimento aos políticos lhe era mais seguro, mais fácil de juntar as pessoas e buscar o voto.

A Covid-19 chegou e antecipou o tempo. Sem aglomeração, ganha força o mundo virtual, e nele é preciso inovar o seu planejamento eleitoral e a abordagem.Querer fazer uso do que a maioria chama de internet como ferramenta eleitoral pensando somente em páginas (busca, e-mail, sítios), e em mídias sociais (perfis e interatividade) é abrir mão do que o futuro nos dá hoje através do avanço da tecnologia pelo system mobile, a plataforma da tecnologia móvel que nos permitem aprimorar a aproximação com as pessoas, para que candidato e eleitor possam viver juntos storytelling, transmidia, estudos, envolvimento, experimentação, aprendizado, entre outros, estabelecendo conteúdo direto em tempos de isolamento social, e mesmo após, quando os novos hábitos estarão ditando o novo comportamento humano.

Essa tecnologia disponível, e de fácil manuseio, vai ditar um planejamento diferente para as candidaturas e a conquista do voto pelo o que chamo de smart marketing eleitoral. A estratégia é extrair o máximo da smart tecnologia em união com a smart humana, esta oferecendo àquela o planejamento, o conteúdo, dados, perfis, público-alvo e território, o eleitor e suas demandas, para o alcance das metas traçadas.

Quem melhor utilizar as plataformas com esse espectro, gerando identidade digital de credibilidade e de força, estará um passo a frente.

No smart marketing eleitoral candidato e eleitor se confundem em produção de conteúdo, ambos sendo protagonistas de histórias, de bandeiras de cidadania, de sustentabilidade de projetos, de envolvimento e colaboração em trabalhos comunitários, e, acima de tudo, transformando as mídias sociais em meio de informação útil e de fonte confiável. Uma escola de conhecimento.

E é preciso ter visão e agir conforme recomenda o quadrante mágico, criação de marketing do consultor Gideon Gartner (1979, projeto da Gartner Group para executivos do setor de tecnologia).

Sobre isso, dia desses numa videoconferência, determinado candidato majoritário, em comunhão com esse sistema, liderou a reunião ouvindo, mediando e conduzindo os temas que as pessoas ofereciam a ele. E assim vai se dar na eleição com a ideia espargindo em toda rede. O novo líder.

Os bom dia, corrente, parabéns pra você, figurinha, florzinha… já tiveram seus dias de glória.

Todavia, não alimento ilusões de que, neste ano, somente os usuários digitais obterão êxito, evidente que não, pois bem sei que a mudança não se produz bruta, ela é tolerante, e permitirá que o método convencional possa aqui e alhures ter seus dias de triunfo, especialmente em comunidades que terão mais dificuldade de acesso e de entendimento dessa realidade virtual. Mas, os que dela utilizarão, certamente, vão ser recebidos pelo grupo que sentará ao centro da mesa da política.

Phabiano Santos é jornalista, advogado e publicitário

Categoria(s): Artigo / Comunicação / Política

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