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terça-feira - 31/08/2010 - 10:50h

O último dia de um jornal


A última edição impressa do "Jornal do Brasil", um dos mais antigos diários do país, circula hoje. A partir de amanhã, o jornal terá apenas uma versão on-line.

Criado em abril de 1891 pelo escritor Rodolfo Dantas, o "JB" ajudou a definir os rumos da imprensa brasileira.

Por sua Redação passaram jornalistas como Janio de Freitas, Marcos Sá Corrêa e Zózimo Barroso do Amaral, além de escritores que assinavam colunas regulares, a exemplo de Manuel Bandeira, Clarice Lispector e Carlos Drummond de Andrade.

Para a versão digital, o jornal pretende manter uma equipe de 150 jornalistas e profissionais da área comercial e administrativa.

Em comunicado a seus leitores, o jornal diz que se tornará o primeiro veículo 100% digital do país. A versão on-line para assinantes custará R$ 9,90 mensais.

Hoje, ao meio-dia, no centro da cidade, o Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro fará um ato contra o fim da versão impressa, com a participação de ex-funcionários do "JB".

O jornal nasceu como um veículo monarquista em pleno regime republicano. Chegou a ser empastelado no primeiro ano por sua cobertura favorável a D. Pedro 2º. Nessa época, tinha em seus quadros nomes como Joaquim Nabuco e Rui Barbosa.

Em 1959, realizou uma revolucionária reforma gráfica e editorial. Além da diagramação mais limpa e moderna, passou a trazer um noticiário claro e objetivo.

Saiba mais AQUI.

Nota do Blog – Cada jornal impresso que fecha me afeta, também. Por nostalgia, história e natural afeição, gosto do impresso.

Esse apego começou ainda em minha infância, tenra idade, diariamente pegando exemplar trazido para nossa casa, em meio aos mantimentos do dia, logo cedinho.

Era produto de primeira necessidade.

Mas é impossível enfrentar a realidade dos fatos. Os impressos estão cumprindo um ciclo final.

Salve o "JB".

Categoria(s): Paulo de Tarso Fernandes

Comentários

  1. itamar de sousa diz:

    caro jornalista carlos santos
    meu gosto por jornal,ao contrario do sr ,veio nao sei como.pois na minha casa,nao se comprava jornal,gostava~se de ler,más por outros motivos,que nao vale á pena citá~~los,era muito dificil jornais,..entao veio á ideia de vende~los,ser jornaleiro,naquela época,COSME [VÔVÕ] iniciava no O MOSSOROENSE,e sendo vizinho,falou com seu LAURO DA ESCÓSSIA,..pronto deu certo,cedinho cheguei na sede do jornal,alí perto da otica venus,magrinho,o ano era 67,eu tinha 11 anos,seu LAURO falou,quantos jornais voce acha que vende?eu disse ,uns 40,ele falou,leve 30,talvez voce venda 20,peguei os jornais,senti o cheiro da tinta,aí ffoi que me apaixonei mais,lembro~me que a dúvida era cruel,nao sabia se vendia ,ou parava para ler,vendi os 30,voltei peguei mais 20,acho que vendi uns quinze mais,fui prestar conta,nao sem antes comprar o meu jornal.
    fui morar em RECIFE,meados de 70,trabalhava no comercio,e sempre aos sabados,ficava no centro,frequentando ,cinemas,barzinho,já altas madrugadas ,me dirigia para a rua da aurora,pegar o onibus[bacurau]nao sem antes passar na pracinha do DIARIO DE PERNAMBUCO,comprava o jornal,e já ia lendo dentro do onibus,pela madrugada,…sabe meu caro jornalista,eu posso trocar um dia o jornal impresso pelo o online,más sabe como?no dia que o online vier com aquele cheirinho da tinta!!!!!
    b.noite………..saudaçoes herzoguianas

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