sábado - 09/04/2011 - 17:26h

Poder e mídia


Segundo o vereador presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Francisco José Júnior (PMN), o motivo pelo qual o poder legislativo local é mal avaliado (desacreditado), seria a falta de comunicação.

Diante dessa grande descoberta de estraordinário valor – técnico, organizacional e administrativo – o jovem vereador presidente, acha que investindo pesado na midia, vai  resgatar ou reverter a péssima imagem que os munícipes têm da nossa  Câmara Municipal.

Antes de mais nada, aconselharia ao nobre vereador, que procurasse no Orçamento Geral do Município (OGM), qual o valor/dotação, disponibilizado para comunicação e dimensionasse o seu retorno positivo para a imagem e radiografia da administração "Mossoró da Gente!?"

O investimento em comunicação, deve obrigatoriamente ser precedido de um Plano de Marketing e por um Projeto de Redimensionamento que venha  modernizar a Casa, valorizar o capital humana existente e que aponte para correção de distorções históricas.

Como já afirmei em outras postagens, não é simplesmente com  vontade, prestação de contas, transmissão de sessões por TV e outros apetrechos, que se muda o conceito de um poder, dotando-o de credibilidade, respeito e confiabilidade.

O primeiro passo para que os munícipes passem a acreditar na nossa Câmara Municipal – é que a mesma tenha plena e real consciência – que Executivo e Legislativo são poderes independentes: o poder Executivo é exercido pelo prefeito e vice-prefeito, auxiliados pelos secretários do município. Já o poder legislativo é exercido em toda sua plenitude pelos senhores vereadores.

A Câmara não é um setor ou departamento da prefeitura, na verdade, é um poder que tem o seu Regimento Interno, tendo seus funcionários, equipamentos e recurso próprio, previsto no Orçamento Anual do Município.

O segundo e mais importante passo, para se firmar enquanto poder é resgatar a credibilidade dos seus componentes – e isso obrigatoriamente – tem quer ser feito em consonância com os anseios da sociedade, coibindo os abusos do executivo (que no caso especifico de Mossoró, são muitos), simplificando a vida da população (eliminando o excesso de leis, homenagens, comendas, títulos e atos normativos), tornando mais ágil e transparente o processo legislativo, e mostrando sempre sintonia entre a vontade dos representados (o cidadão) e a ação dos representantes, no caso, os senhores vereadores.

Carlos Escóssia é professor e editor do Blog do Carlos Escóssia AQUI.

Categoria(s): Fred Mercury

Comentários

  1. Amauri Araújo de Moura diz:

    Boa postagem esta Carlos Santos, só precisamos dizer ao nobre Vereador, que quem faz a Câmara ser tão desacreditada, são os próprios Vereadores. A partir do estante em que eles começarem a legislar a favor do povo, da sociedade, aí sim, eles terão uma melhor avaliação. Hoje o que mais a população se recente, é de ter eleito uma pessoa para lutar contra os seus direitos e ficar servindo aos pleitos do executivo, que quase sempre são desfavoráveis a população. A semana passada me dispus a assistir a seção da câmara pela TV, uma lástima, não recomendo a ninguém, uns querendo brigar por picuinhas e outros demonstrando descaradamente a subserviência ao poder executivo municipal, defendendo-o de tal forma, como se advogado do mesmo fôsse, uma vergonha total e quanto a discutirem alguma coisa para benefício do povo, nada.

  2. MARCOS PINTO - Da AAPOL, ICOP, IHGRN e do IANTT. diz:

    Esse Edil, que ora preside a Câmara Municipal, não passa de mais uma nulidade política absoluta no tal “PAÍS DE MOSSORÓ”.

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