domingo - 01/11/2015 - 04:25h

Rareiam as sombras


Por François Silvestre

Se no sertão, em pleno inverno,

a sombra é rala,

imagine o sol espantando a sombra

na seca farta.

Do juazeiro nem se cobra,

pois juazeiro já não há.

A oiticica, sempre de sombra escassa,

descasca agora o sol das folhas.

E nem as folhas da jaqueira,

cá na serra,

escondem os retalhos da sombra

que se rendem à luz do sol.

Pior que a seca das nuvens de ontem

só a secura dos homens de hoje.

Cuja sombra é sujeira da luz

E cuja luz é mentira das sombras.

François Silvestre é escritor

Categoria(s): Poesia

Comentários

  1. Inácio Augusto de Almeida diz:

    Pior que a seca das nuvens de ontem
    só a secura dos homens de hoje.
    Cuja sombra é sujeira da luz
    E cuja luz é mentira das sombras.
    PARABÉNS, POETA. PARABÉNS.

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