Ligo para um amigo e o alcanço ‘passando por Assu’, diz-me ao celular. A voz é quase inaudível; foge e torna a interlocução quase impossível.
- Amigo, vou para Recife! Vou ver minha mãe. Não posso perder a oportunidade de ficar com ela mais um pouco – adianta-me.
- Ela tem 82 anos e cada momento como esse é precioso – justifica.
A conversa poderia se alongar. Mas não era preciso. Ouvi o suficiente. Restou-me o gosto seco, na boca, para lhe dizer… “vai, vai beijar sua mãe. Diga-lhe que mandei um beijo também.”
O beijo que não posso dar mais à minha…



























