domingo - 14/08/2016 - 03:30h

Vindo da ida


Por François Silvestre

Quem chega em casa aos setenta/

Vindo do ermo da ida,

Arrastando as armas que pendem da cintura,/

Na ferrugem de todas as perdas,/

Apenas vê as ruínas das paredes/ da velha casa

Que ainda lhe oferece abrigo./

Feita de tristeza? Não. De solidão? Menos ainda./

Há todo um encanto de chegada/ que faz dos setenta/

Uma triste alegria de quem nunca saiu dali/.

Esteve sempre preso nas cinzas amareladas da

Espera. /

E se não esperou chegar/ também não partiu./

Imita o rei dos celtas ante o conquistador romano:/

Joga as armas no chão/ procurando um vencedor inexistente!

François Silvestre é escritor

Categoria(s): Poesia

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