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terça-feira - 23/12/2014 - 09:21h
Fazendo acontecer

A roda viva humilhante e sofrida do servidor estadual

Carlos Santos,

Samuel é servidor público estadual. Ganha um pouco mais de cinco mil reais.

Sua mulher é portadora de cardiopatia grave, seu filho mais velho é paraplégico, sua filha mais nova é deficiente mental.

O salário de Samuel é a única renda da família. Faz sete meses que a casa de Samuel virou um antro de pânico.

Todas as suas contas vencem no fim do mês. Aluguel, telefone, água, luz. A farmácia, propriedade um um amigo, vende remédios parceladamente.

Com o atraso dos salários, em dez dias cada mês, e a cada mês com hora incerta de pagamento, no maldito décimo dia, Samuel precisou valer-se de um agiota amador, para pagar as contas emergentes.

São dez dias de alimentação precária, nervos à flor da pele.

Um vizinho, que também é servidor público, ganhando pouco mais de três mil, o socorria vez ou outra. Foi então que o “humaníssimo” governo reduziu para dois mil reais o valor do salário a ser atrasado.

E aí o vizinho de Samuel entrou na roda.

François Silvestre – Webleitor e escritor

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Categoria(s): Administração Pública / E-mail do Webleitor

Comentários

  1. M.D.R. diz:

    Paciência seu Samuel, esperamos quatros anos por que não esperar alguns dias, o algoz dessa dupla estão para seu lugar necessário. Só daqui há quatro anos temos eleições, inclusive tem duas vagas para o Senado, ai a vez do funcionalismo dar o T R O C O, O CASAL VINTE, para pagar o seu preço. Na política seus correligionários fez corretíssimo. Se sai Governadora o funcionalismo pagaria um conta C A R A, no mínimo seis meses de atraso.

  2. ROBERTÃO diz:

    O Françoise,deveria publicar aqui onde reside o Samuel,pode ser que nesse mundo Cão,cheio de espíritos de porco,as almas boas hajam também.

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