domingo - 13/01/2019 - 13:26h

As razões dos militares


Por François Silvestre

Servi no Exército, Regimento de Obuses.

Tenho orgulho de ser reservista de primeira categoria do Exército Brasileiro. Respeito os militares e reconheço a excepcionalidade das suas funções. Não guardo nenhum respeito pelo militarismo ou pelas ditaduras dele decorrentes.

Militar é quem promove o civismo, quem faz apologia da violência é militarista,vizinho parede-meia da imbecilidade.

Nessa questão previdenciária eles não podem ser tratados na mesma ótica dos outros servidores, públicos ou privados.

Militar não pode sindicalizar-se, não pode fazer greve, não ganha hora extra, não ganha adicional noturno, não promove qualquer acordo individual ou coletivo para pressionar aumento ou correção salarial.

Portanto, não pode ser tratado igualmente quem não tem relação comparativa com o restantes dos servidores, em matéria previdenciária.

Militar não se aposenta, vai para a reserva. E pode ser convocado a qualquer tempo, nos primeiros cinco anos da reserva, sempre que algum fato excepcional ou guerra exija sua convocação.

François Silvestre é escritor

Categoria(s): Artigo

Comentários

  1. Honorio de Medeiros diz:

    E ponto final! Dou fé.

  2. Naide Maria Rosado de Souza diz:

    Não pode, mas não pode mesmo. Situações distintas, do começo ao fim.
    Além de todas as peculiaridades citadas, ainda lembro o chamamento de emergência, que pode acontecer em qualquer dia da semana, ou hora.
    É assunto para terminar antes de começar.

  3. FRANSUELDO VIEIRA DE ARAÚJO diz:

    Quem conhece um pouco de história, sabe, as nações que hoje se pode considerar como parâmetros no quesito equilibro social, menor desigualdade e índices de IDH compatíveis com o atual processo civilizatório, estas tiveram ao longo da sua história,momento em que suas corporações, classe média e dita elite econômica política e intelectual demandaram renuncias em prol do conjunto da sociedade e, por via de consequência dos excluídos na chamda base da pirâmide social.

    Essa compreensão histórica, oportunizou não só administração de profundas crises econômicas politica e até de viés humanitário, possibilitando o soerguimento de sociedades, povos e nações hoje conhecidas como Alemanha,Japão, Inglaterra, Correia do Sul, Cuba, Portugal, Suécia, Finlândia, Holanda,Noruega, Dinamarca dentre outras.

    Já na Terra de Pindorama atualmente denominado Brasil, país em que a histórica e contínua pauta da desigualdade, tornou esta, absolutamente naturalizada.

    Antão se pregunta, seria necessário o devido sepultamento do chamado povo festeiro, cordato e cordial, quando então, a grande massa ignara tornar-se-á uma turba enfurecida….!!!???

    Mesmo por que, aqui independente da crise politica e econômica, seja ela criada artificialmente ou não, por multi-fatores especialmente vinculados à nossa histórica,notória e manjada dependência externa, infelizmente, ante o nosso atávico egoismo, individualismo e imediatismo político, o que ainda persevera na administração das crises, é o jargão quase que um mantra das classes dominantes, …FARINHA POUCA …MEU PIRÃO PRIMEIRO…!!!

    Por via de consequência, todas, absolutamente, todas as corporações,sobretudo as vinculadas aos milicos e ao judiciário (OS CAPITÃES DO MATOS/CAPATAZES JUNTAMENTE COM OS LEGITIMADORES DA VIOLÊNCIA MONOPÓLIO DO ESTADO) sempre e sempre, encontrarão “razões” as mais variáveis e relativizáveis à bem da continuidade dos seus conhecidos e históricos privilégios.

    Assim, como sempre, mais uma vez a massa de excluídos e ignaros, claro, politicamente absolutamente desorganizados pagarão à conta imposta pela LEI DO LIVRE DEUS CHAMADO MERCADO….!!!

    Nesse contexto, apraz indagar, até quando a RODA LUSITANA RODA continuará a girar nessa direção…!!!???

    Um baraço

    FRANSUÊLDO VIEIRA DE ARAÚJO.
    OAB/RN. 7318.

  4. Paulo Barra Neto diz:

    Exatámente, não se pode tratar igualmente os desiguais !

  5. Carlos diz:

    Faltou citar as diferenças salarias dos militares e da maioria dos servidores públicos ou privados.

  6. Antonio Turci diz:

    Dr. François tem razão. Foi direto no alvo. O resto é baboseira sem eira nem beira (literalmente.

  7. José diz:

    Devíamos dar fim as forças armadas. Quebraram a previdência, possuem privilégios históricos, quando uma operação federal é convocada temos que gastar mais ainda, mesmo pagando os já altos salários. Como o país não tem necessidade de entrar em guerra e nossa vigilancia na fronteira é deficitária por parte deles, é melhor acabar com este super gasto sem eficiência.

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