terça-feira - 09/04/2019 - 16:44h
Emendas coletivas

Duelo político reduz dinheiro para Uern, mas gera aplausos


O duelo político entre capital e interior do Rio Grande do Norte por emendas coletivas impositivas do Orçamento Geral da União (OGU)-2018 mostra mais uma vez o peso de Natal em relação ao restante dos 166 municípios do estado. Compreensível.

Em outubro de 2018, o reitor Pedro Fernandes, governadora eleita Fátima Bezerra (PT), vice-reitora Fátima Raquel e a senadora eleita Zenaide Maia comemoravam algo inédito (Foto: arquivo)

Após tudo fechado em 31 de outubro do ano passado (veja AQUI), os últimos dias foram de reviravolta. Sob a liderança do prefeito Álvaro Dias (MDB), seridoense que pensa em reeleição na capital, houve uma dilapidação, por exemplo, em 15% do que seria destinado à Universidade do Estado do RN (UERN).

De R$ 20 milhões “assegurados”, uma soma até então nunca estabelecida, o numerário cairá para 17 milhões. Por enquanto.

Aplausos

Considerando o momento como “histórico”, não obstante a poda de R$ 3 milhões em favor do Terminal Turístico da Redinha (Natal) – R$ 24,6 milhões, a Câmara Municipal de Mossoró deu “voto de aplauso” à unanimidade para os parlamentares federais, em sessão hoje pela manhã.

A proposição foi do professor-vereador Francisco Carlos (PP), que é dos quadros da Uern. Seu argumento, é de que se esse exemplo de hoje for seguido nos próximos anos, a atual bancada federal estará registrando seu nome de forma indelével como aquela que mais colaborou com a universidade.

Mas paradoxalmente, minutos depois e no mesmo discurso, ele pediu alerta pois “existem pressões” para retirada de mais recursos.

Na Assembleia Legislativa, o deputado seridoense como Álvaro Dias (MDB), Nelter Queiroz, lamentou o corte em obra estratégica:  “Estou aqui protestando. A bancada federal retirou mais de R$ 10 milhões da nossa tão sonhada Barragem de Oiticica. Isso vai prejudicar o povo do interior, o povo do campo. É discriminação”, criticou (veja AQUI).

Nota do Blog – À classe política do RN, da capital ao interior, recomendo a leitura do livro “Gestão compartilhada – O Pacto do Ceará”, que fala da política de estado adotada ainda nos anos 80 no vizinho território cearense, que permitiu a disseminação da interiorização do desenvolvimento, com avanços em Saúde Pública e Educação, infraestrutura e surgimento de polos industriais que descongestionaram a Grande Fortaleza. Imagine como ela não estaria se não tivesse acontecido esse avanço.

Ganhei o livro de Glauber e Antônio Gentil, entusiastas desse modelo, dois dos executivos do grupo Gentil Negócios, com sede em Natal.

Leiam, por favor, leiam. Vocês não sabem o quanto estamos atrasados e vocês, mais ainda. Enquanto repetirem esse apartheid entre capital e interior, continuaremos sócios da pobreza e dependente do assistencialismo. Bem, isso os senhores sabem.

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Categoria(s): Administração Pública / Política

Comentários

  1. Rui Nascimento diz:

    O único orgulho que ainda me resta é o de ser nordestino! Ser norteriograndense e brasileiro é uma merda… Tenho vergonha, tristeza, revolta, asco!!!
    Se antes de morrer eu tiver a sorte de ver o Nordeste separado desse país de merda, eu me mudo pro Ceará, se não, mudo pra qualquer outro lugar: Síria, Iraque, Iêmen, Afeganistão, Faixa de Gaza…

  2. henrique diz:

    Que conselho fantastico e bem colocado, nobre blogueiro.

  3. João Claudio - Sem papas na língua e sem bandido favorito para chamar de 'meu'. diz:

    Perguntar não ofende:

    1 – Esse Terminal Turístico da Redinha, fica pra cá ou pra lá da Reta Tabajara?

    2- É sabido que turista adora ver e fotografar coisas novas. Por se tratar da capital mundial e recordista em número de visitantes estrangeiros, será construído o Museu do orutuF? Um monumento gigante em homenagem à Ginga com Tapioca? As estátuas de Dagô, Zezo, Super Moura e Miguel Mossoró?

    - Ah, já sei! Uma placa com a informação em trilíngue:

    ‘Em breve será construída AQUI a ponte que ligará a Capital Mundial do Turismo à Ilha de Fernando de Noronha. É o sonho do povo natalense, vice?’

    - Falta alguma coisa….

    Farta distribuição de panfletos (só para turistas) com a seguinte informação:

    ‘De terça à domingo o famoso Baile das Quengas. Na ‘janela’, show com ‘Os Karai Velhos’. Participação especial do Bloco Os Cão da Redinha e do Boneco de Olinda. Numperdam, vice?’

    - Sinto que ainda falta alguma coisa que pode abrilhantar o terminal…

    -…JÁ SEI!

    ‘SALA DE ÁUDIO. Aqui você pode ouvir e desfrutar de todos os discursos do bacurau, Aloísio Alves.’

    Gente, vamos ajudar, vamos contribuir, sugerir e doar idéias para que o terminal da Redinha supere o de Los Angels-EUA.

    Eu já fiz a minha parte.

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