quinta-feira - 01/11/2018 - 17:28h
Apoio ou não

Ezequiel pode ajudar na devolução de sobras orçamentárias

Presidente da AL freou proposta que ajudaria governo Robinson Faria a atualizar folha de pessoal

Disposta a buscar uma via negociada com poderes e órgãos de estado que recebem duodécimo, para devolução de sobras orçamentárias, a governadora eleita Fátima Bezerra (PT) pode ter importante colaboração nessa tarefa: o atual presidente da Assembleia Legislativa e seu aliado de última hora, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB).

Basta convencê-lo a colaborar, mudando de posição. Ele liderou movimento na AL em julho deste ano, que derrubou proposta nesse sentido (veja AQUI).

No dia 19 de outubro, final do segundo turno, Ezequiel garantiu apoio seu e do seu grupo à Fátima (Foto: divulgação)

Na atual legislatura, o governador Robinson Faria (PSD) tentou assegurar dispositivo para retorno de sobras ao erário, mas coube ao próprio presidente Ezequiel Ferreira – seu aliado – frear a proposição inserida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2019. Em seu anunciado, o dispositivo garantia a devolução das sobras orçamentárias da Assembleia Legislativa e Tribunal de Justiça do RN ao Executivo.

Segundo levantamento feito pelo deputado estadual Fernando Mineiro (PT), eleito à Câmara Federal, “sobras orçamentárias pelos poderes e órgãos públicos é uma autêntica jabuticaba potiguar, pois só existe aqui e já foi considerada ilegal pela Secretaria do Tesouro Nacional. Nos outros Estados, o que sobra é devolvido ao Tesouro, para que o Executivo pague salários e fornecedores e aplique na prestação de serviços à população”.

Sobras questionados na AL e no TCU

O mesmo parlamentar mostrou em meio aos debates que antecederam a derrubada da proposta na AL, no dia 17 de julho deste ano, que somente em 2016, as sobras (ou o superávit orçamentário) da Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas do Estado (TCE), Procuradoria Geral de Justiça (Ministério Público do RN-MPRN) e Defensoria Pública somaram R$ 407,6 milhões, “suficientes para para pagar uma folha mensal do funcionalismo em valores de hoje”.

Em sessão do Tribunal de Contas da União (TCU) no dia 12 de dezembro de 2017, os ministros aprovaram matéria que tratava de socorro especial de  700 milhões de reais do Governo Federal ao Rio Grande, mas que terminou não vingando. Porém em uma intervenção, o ministro Benjamin Zymler levantou a questão das sobras do Tribunal de Justiça do RN (TJRN). 

Para Zymler, apesar da pretendida ajuda federal, o TJRN teria 571 milhões que deveriam retornar ao Executivo, pois seriam sobras orçamentárias. Elas permitiriam pagamento dos servidores em atraso (veja AQUI), disse.

Presidente do TJRN em 2016, o desembargador Cláudio Santos tentou viabilizar um empréstimo de R$ 100 milhões das reservas desse poder ao Governo do Estado. Mas a Associação dos Magistrados do RN (AMARN) acabou se contrapondo, conseguindo impedimento com uma liminar em novembro de 2016 e depois no pleno do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), dia 7 de fevereiro de 2017.

Despesas bem maiores do que receitas

Recursos seriam para pagar diárias da Polícia Militar, cirurgias e outras despesas dos hospitais públicos do Rio Grande do Norte.

No período de 2010 a 2018, o Orçamento Geral do Estado (OGE) cresceu na ordem de 53%. Enquanto isso, o orçamento dos poderes e órgãos chegaram a 110%. Enfim, é claro que as contas não batem e continuarão sem bater diante de tamanha disparidade.

Segundo o Portal da Transparência, em 2017 o fluxo de recursos do Poder Executivo para quem recebe duodécimo aconteceu assim: Poder Judiciário (R$ 608.804.951,55), Poder Legislativo (R$ 273.565.170,10), Ministério Público (R$ 254.886.589,04), Tribunal de Contas (R$ 60.348.211,39) e Defensoria Pública (R$ 20.726.641,22), num total de R$. 1.218.331.563,30, o equivalente a mais de 10% do orçamento (veja AQUI).

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Categoria(s): Administração Pública / Política

Comentários

  1. Inácio Augusto de Almeida diz:

    “Disposta a buscar uma via negociada com poderes e órgãos de estado que recebem duodécimo, para devolução de sobras orçamentárias,”
    O mesmo Rosalba deve tentar em Mossoró.
    A CMM nada em dinheiro. É tanto dinheiro que até a construção de uma sede foi anunciada.
    Jório Nogueira chegou a estornar mais de 500 mil reais no seu último ano à frente da CMM.
    Só falta aparecer alguém para dizer que a CMM atravessa grandes dificuldades.
    Com o dinheiro que a CMM estornar não vai ser necessário demitir pobres funcionários.
    Lembrem-se que 2020 está bem ali.
    //////
    NADA MAIS TRISTE E DIGNO DE PENA DO QUE A DECADÊNCIA DE UM CORRUPTO.
    Inácio Augusto de Almeida

  2. Fco Carlos diz:

    O ESTADO SÓ TERIA QUE PEDIR DE VOLTA TODO E QUALQUER FUNCIONÁRIO CEDIDOS AO JUDICIÁRIO AO LEGISLATIVO E OUTROS ÓRGÃOS QUE SÓ AI JÁ BOTARIA UNS 600 POLICIAIS NAS RUAS DE NOSSO ESTADO, E QUEM FOR CEDIDO VÁ SEM VENCIMENTOS.

  3. Inácio Augusto de Almeida diz:

    GOVERNO CORTA UM BENEFÍCIO A CADA DUAS PERÍCIAS.
    “A cada duas pessoas que passaram por perícia no pente-fino do INSS, uma teve o benefício por incapacidade cancelado, informou ao G1 o Ministério do Desenvolvimento Social.
    O pente-fino do INSS começou em 2016 com as perícias nos auxílios-doença e nas aposentadoria por invalidez.”
    Fonte: G1
    Quando o governo acordar e realizar perícia em todos os portadores de doença grave e incurável a arrecadação de tributos crescerá astronomicamente.
    Estes portadores de doença grave e incurável são isentos do pagamento do Imposto de Renda e de todos os outros impostos.
    Um pente-fino precisa ser realizado em todos os beneficiados por esta lei.
    Poderiam começar o pente-fino pelo portadores de doença grave e incurável que já foram condenados por prática de corrupção. Até porque, se praticaram corrupção…
    Bolsonaro, por que não aumentar em BILHÕES de reais a arrecadação de impostos?
    Medo de mexer com gente fina eu sei que você não tem.
    ///
    NADA MAIS TRISTE E DIGNO DE PENA DO QUE A DECADÊNCIA DE UM CORRUPTO.

  4. Lindemberg Mendes diz:

    Engraçado… antes não quis devolver, não poderia devolver. E agora pode devolver. Essa é a prova que esses “políticos” só pensam nos seus próprios umbigos. Todos os servidores públicos ficaram com seus salários atrasados e muitos passando dificuldade. Tudo isso poderia ser evitado. Por isso que aos poucos estamos tirando do poder esses abutres.

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