quinta-feira - 22/11/2018 - 11:42h
Pós-eleições

Hermano cobra que MDB volte às origens para sobreviver

Deputado reeleito para terceiro mandato na AL espera que o partido passe por sérias modificações

Reeleito para o terceiro mandato consecutivo à Assembleia Legislativa com 38.053 votos (2,26%), o deputado Hermano Morais (MDB) nutre uma visão crítica e revisionista sobre seu partido no país e no RN. Em sua análise, “precisamos mudar de rumo, voltar às origens. Precisamos ser o MDB de antes, envolvido em causas sociais e combativo”, prega.

“Mudou só uma consoante, tirou o ‘P’ para ser de novo MDB, mas não é o suficiente”, complementa Hermano Morais ao Blog Carlos Santos.

Hermano conseguiu reeleição este ano para terceiro mandato como o sexto mais votado à AL (Foto: AL)

Formado em Direito e servidor concursado da Caixa Econômica Federal (CEF), Morais teve presença preliminar por quatro mandatos na Câmara Municipal do Natal, sempre pela mesma legenda. Esse natalense de 56 anos é um dos ‘sobreviventes’ das corrosivas eleições 2018, que desnutriram profundamente o MDB no Brasil e no RN. Foi o sexto mais bem votado entre os 24 eleitos à AL à próxima legislatura.

Em vez de cinco deputados estaduais eleitos como em 2014, o partido teve apenas a reeleição dele e de Nelter Queiroz este ano. O deputado federal Walter Alves também escapou, mas com grande retração de votos.

O MDB também viu um de seus ícones, o senador Garibaldi Alves Filho, não conseguir a reeleição e ainda convive com o banimento do líder e ex-deputado federal Henrique Alves da vida pública, após prisão e redemoinho em sua vida pessoal, causado por várias demandas judiciais puxadas pela Operação Lava Jato.

“Na disputa presidencial tivemos o ex-ministro Henrique Meirelles com votação irrisória”, cita. “Apoiamos Carlos Eduardo (PDT) ao governo e também não fomos felizes”, lembra.

Mudança na cúpula

Apesar desse balanço preliminar apontar 2018 como um ano “atípico e com baixos resultados também para o MDB”, Morais adianta que no RN o partido ainda não se reuniu para avaliar as eleições e planejar o futuro. É prudente quando questionado se está na hora – ou não – de mexer na própria cúpula partidária. O presidente atual é o ainda senador Garibaldi Filho.

Hermano aguarda reflexão de Garibaldi (Foto: Web)

- Nós não tivemos qualquer reunião. Falar em mudança é cedo. O senador deve estar num momento de reflexão também e se não tiver condições ou disposição para continuar, nós trataremos disso no devido tempo ouvindo o partido como um todo – comenta.

Ele admite, que ausência de Henrique Alves da campanha causou profundas dificuldades ao MDB e à coligação da qual fez parte no RN. “Henrique sempre foi bom articulador e poderia ter ajudado muito na construção de alianças, montando parcerias partidárias mais fortes”, deduz.

Votado em 150 dos 167 municípios do estado, Hermano Morais fala que apesar de sua boa capilaridade no estado, com características de partido municipalista, o MDB não está imune a deserções nesse momento. Paralelamente, em face das restrições impostas a várias siglas pela Cláusula de Desempenho, o partido também pode ser ancoradouro de muitos quadros políticos importante. “Vamos ver tudo isso. É cedo para se avaliar”, comenta.

Relação com o governo

Na Assembleia Legislativa, Hermano Morais enxerga sua convivência como parlamentar oposicionista, numa coabitação respeitosa com a bancada governista, que deverá ser majoritária. “A governadora Fátima Bezerra (PT) teve mérito pessoal para ser eleita, mesmo a gente levando em conta que houve uma onda pró-PT na região Nordeste, que também se verificou no RN”, destaca.

O deputado reeleito adianta, que “apresentarei sugestões para que o governo acerte. Já estive pessoalmente com ela (Fátima) e falei o que penso e torço que governe com êxito. Precisamos melhorar a gestão, é imprescindível um ajuste fiscal, pois o estado está em situação de insolvência”.

Sua agenda de mandato, frisa, será baseada em princípios e prioridades que norteiam sua atuação parlamentar, voltada para o desenvolvimento econômico, “com sua interiorização através do turismo e de investimento em outros setores, além da defesa da educação, segurança pública, saúde, proteção à mulher e de outros grupos sociais importantes”.

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Categoria(s): Política

Comentários

  1. Inácio Augusto de Almeida diz:

    Só existe uma maneira do MDB voltar às origens.
    Expulsar do partido todos os filiados que estão condenados por prática de corrupção.
    O povo não suporta mais políticos corruptos.
    E por detestar os corruptos, causa de toda a miséria e atraso em que vive mergulhado, afasta-se enojado dos partidos que ainda dão guarida a estes tipos asquerosos.
    ////
    NADA MAIS TRISTE E DIGNO DE PENA DO QUE A DECADÊNCIA DE UM CORRUPTO.

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