segunda-feira - 01/03/2021 - 20:24h
Colapso

Mossoró não tem mais uma única vaga para paciente Covid-19

Na primeira onda, ano passado, não se chegou ao colapso (Foto ilustrativa)

Na primeira onda, ano passado, não se chegou ao colapso (Foto ilustrativa)

Se no fim de semana o número de vagas de leitos de Covid-19 em Mossoró variou entre quatro e três, de um total de 59 disponíveis, nessa segunda-feira (1º) a conta fechou.

Segundo dados oficiais, hoje não existe mais um único leito disponível para atender pacientes críticos com a doença, tanto de Mossoró como da região, ou que sejam transportados da Grande Natal (ou Acre, como ocorreu no fim de semana).

Dados do sistema RegulaRN da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) mostram essa conta apavorante.

Horas antes, a imprensa da capital informava levantamento sobre a morte de 39 pacientes, em 16 dias consecutivos, antes de serem removidos para uma UTI.

Veja abaixo trecho de reportagem do G1RN:

Em 16 dias, 39 pacientes morreram antes mesmo de conseguirem acesso a um leito destinado ao tratamento da Covid-19 no Rio Grande do Norte. Desse total, 23 (58%) foram somente na região metropolitana de Natal.

Os números refletem casos em que o pedido de regulação para um leito foi suspenso pelo falecimento do paciente. Além dos óbitos, o estado teve 43 pedidos de regulação para leitos suspensos por falta de transporte.

A região metropolitana foi responsável por 28 cancelamentos desse tipo. Os dados compilados entre os dias 12 e 28 de fevereiro constam do documento “Rio Grande do Norte: ‘uma nova onda'”, construído por um grupo de pesquisadores do Laboratório de Inovação Tecnológico em Saúde (LAIS) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que analisam a situação recente no estado.

O agravante é que o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), um dos endereços especializados que está esgotado, os 20 leitos de UTI anteriormente usados para a Covid-19, transformados em clínicos, também estão todos ocupados. São pacientes detentores de outras patologias.

Paralelamente, há uma insubordinação popular a normas de prevenção individual e coletiva à doença (veja AQUI). A pandemia se espalha e chega a um estágio que na primeira onda, ano passado, não alcançou.

E o caso de Mossoró é ainda mais delicado, porque boa parcela dos pacientes é de outros municípios na região, que parecem sem controle algum da doença.

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Categoria(s): Saúde

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