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domingo - 04/02/2018 - 06:38h

Muitos desejos, mas nenhum projeto


Por Gutemberg Dias

Venho acompanhando, desde o ano passado, o movimento de um pedaço daqueles que afirmam ser o grosso do PIB Potiguar. Eles se sacodem de um lado para outro na perspectiva de emplacarem um nome para disputar qualquer cargo nas eleições vindouras.

O interessante que só valem os nomes que podem ostentar um “capim” razoável. Se não for do time dos milionários nem adianta querer entrar no jogo. A ostentação parece que fala alto.

São nomes inflados em Natal, nomes inflados em Mossoró e, também, em outras paragens. Mas, até aqui não consegui vislumbrar nenhuma forte arrumação para a disputa eleitoral em 2018 por parte desse pessoal.

Vamos fazer um exercício com base nos nomes que são inflados de vez em quando. O nome da vez, que circula nos blogs, é o do empresário Marcelo Alecrim, empreendedor nato, que até agora não se decidiu se tem coragem de disputar o pleito.

Uns falam que ele será candidato a governador, outros arriscam o palpite na disputa ao Senado Federal, mas pelo andar da carruagem não deve ser candidato a nada.

Tem, também, o nome do atual presidente da Fecomércio, Marcelo Queiroz, dizem que é unha e carne com Carlos Eduardo Alves (PDT), prefeito natalense. Logo, sendo bem realista, só deve disputar algum cargo eletivo de proa se o amigão não encarar as urnas no pleito que se avizinha.

Mas, o nome de vez por outra surge nos noticiosos da “capitá”. É outro que acredito que não disputará nenhum cargo em 2018.

Em Mossoró o nome  “cabeça de chapa” é do empresário Tião Couto. Ele foi candidato a prefeito nas eleições municipais de 2016. Amealhou uma votação expressiva em Mossoró, mais de 50 mil votos, mas até o momento que escrevo esse artigo ele, ainda, não se decidiu a que irá se candidatar.

Mas, é bom lembrar que dos nomes citados é o mais disposto a encarar uma peleja eleitoral.

Outros nomes de menor envergadura “monetária” vêm se apresentando, porém sem muito destaque na blogosfera.

A pergunta que não quer calar. Porque esses cidadãos “ricos por natureza” ainda não se decidiram a encarar um projeto mais amplo? Um projeto unificado que possa realmente ter uma representatividade real do movimento dos endinheirados, ou melhor dizendo, do empresariado.

Parece que a coisa não é tão fácil.

Existe um ditado no mundo empresarial que diz: “É melhor ser amigo do rei do que ser o rei”, logo se muitos desses bem-intencionados homens pesarem dessa forma, certamente, poucos deverão estar com suas “caretas” aparecendo nas urnas em outubro próximo.

Não quero dizer aqui que esses cidadãos não tenham boas intenções ao resolverem disputar cargos públicos. Acho louvável, já que é necessário que novos nomes estejam aptos a disputar os votos do cidadão potiguar com essas raposas velhas que dominam a política no estado.

O que me deixa meio reticente quanto a esses projetos é que parece que muitos dos nomes postos acreditam que podem ser o  “Sassá Mutema” do Rio Grande do Norte. Política não é feita de vontades próprias, mas de um coletivo unificado num propósito com foco a alcançar um objetivo, seja ele social ou corporativo.

Sendo assim, ver esse movimento do empresariado me remete a uma  passagem das escrituras que diz que “não se pode servir a Deus e a mamom”. Diante dessa máxima, fica claro que todo esse “leriado”, como diz o cearense, não passa de fogo de palha.

Vou ficar aqui, do lado de cá, como representante da ala lisa do empresariado, esperando a graça e obra dos homens do dinheiro para ver até onde vão.

Como quem é cocho parte cedo, dizia meu finado avô, já estou arrumando os “picuás” para ver se consigo pelo menos dizer que serei candidato a deputado estadual em março próximo.

Quem tem dinheiro pode ser candidato até de véspera. Parece, não é?

Gutemberg Dias é graduado em geografia, mestre em Ciências Naturais, professor da Uern e empresário.

Categoria(s): Artigo

Comentários

  1. Lair s vale diz:

    Bom domingo a todos. Mais uma vez Gutemberg faz uma avaliação perfeita da turma do ” capim ” ( esse capim aqui não é aquele de anos atraz da política Mossoroense ). Estamos em fevereiro e se Tião não tomar uma decisão de ser candidato ao Governo ou ao Senado o cavalo pode passar e ele não montar. Correto estão os que se dizem pré cabndidatos : Gutemberg , Jorge do Rosário , Caramurú de Campo Grabde e outros bons nomes . Renovar com qualidade é preciso .

  2. ADJANE MONIQUE diz:

    Boa tarde…excelente texto Gutemberg…so lamento os nomes postos até o momento…os rosados e Tião..não representam alternativas elegíveis ( minha opinião).

  3. Elves Alves diz:

    Sempre que deparo com aspirantes à carreira política, restauro aquela velha máxima: – O jovem pode tudo, mas não sabe; o velho sabe tudo, mas não pode.

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