quinta-feira - 02/04/2020 - 07:38h
Crônica

O mundo virou Paris?


Por François Silvestre

Dizia Newton Navarro, pintor de cajus sem travo, poeta de palavras e gestos, que em Paris todos os dias eram Domingo.

Completava aquele verso de Valfran de Queiroz, definindo Paris: “Uma maçã no meio do caminho”.

Pois bem. O mundo virou uma Paris opaca, a negar o apodo de Cidade Luz. Por que essa comparação?

Porque nesse tempo de isolamento, confinamento e distâncias você não sabe que dia é da semana, ao acordar.

Todos os dias são Domingo.

Assim mesmo no singular, posto que são dias igualmente chatos. E o Domingo só é alegre para as crianças. Para os vividos o Domingo é apenas o anúncio da Segunda-Feira.

Agora, nem isso. Porque a Segunda não vem. E da Terça-Feira em diante todos os dias sumiram da lembrança ao amanhecer do dia. E na televisão a novidade é a mesma do dia anterior.

Apelo a Albert Camus, “com tanto sol armazenado na memória como pude apostar no absurdo”?

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Categoria(s): Política

Comentários

  1. Q1naide maria rosado de souza diz:

    Não sei mais que dia é hoje. Nem me interessa. Só sei que acordei do ontem. Vou cuidar, apenas.

  2. alcindo junior diz:

    Poetando: Não estou interessado em que dia é hoje. Quero ver o amanhã, mesmo sem saber que dia será.

  3. JOANILSON de Paula Rêgo diz:

    Bastariam os cajús sem travo, para que o sol surgisse no horizonte!

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