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quinta-feira - 04/01/2018 - 23:50h
Crise

Receitas em queda e crescimento de inativos pressionam folha


O secretário de Planejamento e Finanças, Gustavo Nogueira, apresentou números das Finanças do Estado. Foi durante reunião do governador Robinson Faria (PSD) e a bancada federal do estado, na Governadoria (em Natal).

O secretário expôs à bancada que as receitas de 2017 foram 1,57% menores do que em 2016, com números atualizados pelo IPCA. Em relação a 2014, as receitas diminuíram 5,25%. Menor nas receitas próprias, em -1,87%; e menor nas transferências da união em 10,45%.

Gustavo Nogueira explicou a difícil situação com números que revelam grande déficit (Foto: Demis Roussos)

Já a folha de pessoal do Estado cresceu 23,45% de janeiro de 2015 para cá. Sendo que, no mesmo período, a folha de inativos cresceu 78,6%, enquanto que a folha de ativos diminuiu – 6,75%. Hoje, o valor da folha de inativos e pensionistas é maior do que a de ativos, o que causa um desequilíbrio na previdência.

O Estado do RN tem 1,05 servidor ativo para cada inativo. Entre os inativos e pensionistas, 17,14% contribuem para a previdência.

Economias já foram feitas

Com essa situação, é necessário o aporte mensal de cerca de R$ 132 milhões por mês para cobrir o déficit da previdência, para se completar o pagamento de aposentados.

O secretário de Administração, Cristiano Feitosa, apresentou o que já foi feito pelo Estado para redução de despesas e custeio. Apresentou a redução de 30% em telefonia, de 12% no valor de combustíveis, 80% de custo com estagiários e 25% de redução de servidores terceirizados.

Foram reduzidas também as despesas com pessoal, por meio do censo, que retirou 1.500 servidores da folha por irregularidades. Foi criado um setor de auditoria permanente da folha, para prevenção de possíveis erros e realizada uma auditoria com empresa contratada que já resultou em economia de R$ 90 milhões por ano, entre outras iniciativas.

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No que se refere a ações em curso para o incremento de receita, está em curso um processo de compensação previdenciária com expectativa de aportar ao Fundo Financeiro do Ipern. Outras iniciativas são a negociação da folha de servidores com os bancos por licitação e o Fundo de Compensações de Variações Salariais (FCVS).

O secretário Vagner Araújo fez a última exposição da reunião, apresentando à bancada algumas ações que o governo vem efetivando na área de gestão e obras que o vem sendo realizadas pelo Governo do Estado com recursos que não podem ser utilizados para pagamento de salários.

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Categoria(s): Administração Pública

Comentários

  1. Inácio Augusto de Almeida diz:

    Sempre os aposentados.
    Nunca falam dos gastos absurdos, sem contar a roubalheira, vide Dama de Espadas, que acontece descaradamente em setores que deveriam fiscalizar o bom uso do dinheiro público.
    Nunca falam das viagens, PASSEIOS TURÍSTICOS, que realizam com dinheiro público.
    Nunca falam dos preços absurdos das obras e de gastos com doações e festas.
    Não tentem justificar dizendo que as obras foram licitadas, até porque, no Brasil, licitação virou sinônimo de preço aloprado.
    Nunca falam em reduzir o valor dos repasses ao Judiciário e ao Legislativo.
    É lei? Então que se mude a lei adequando-a aos dias atuais.
    Na ferida mesmo não tocam. E sabem que sem arrancar o cascão é impossível curá-la.
    Adotam o estilo a culpa é dos outros…
    Aguardem demissões em massa de servidores com baixos salários e sem padrinhos.
    Poucos sabem que a Assembleia tem exatos 2.086 funcionários e que muitos destes funcionários sequer pisam na Assembleia e ainda vão, despudoradamente, às redes sociais dizer que o TRABALHO(?) que realizam prescinde das suas presenças na Assembleia. Estes ganham mais de 10 mil reais mensais e duvido que um só seja demitido. Cortar onde tem que cortar, não cortam.
    É mais fácil demitir e arrochar ainda mais os aposentados e funcionários que realmente trabalham com aumento do desconto previdenciário de 11% para 14%.
    Até quando o povo suportará tanta injustiça?
    Na França de Luís XVI aguentaram até Maria Antonieta mandar que comesse brioche.
    Está o povo esperando ao sentir sede que mandem tomar leite?
    ////
    OS RECURSOS SAL GROSSO SERÃO JULGADOS NO PRÓXIMO SÉCULO?

  2. Lair solano vale diz:

    Soluções imediatas ;
    1- Congelar por 16 anos os repasses para os orgãos Tce, Tj e etc
    2- Elevar para 14 % a previdência dos que ganham ( bruto ) , acima de 10 mil reais
    3- Existir uma lei que só permita o governador ou dirigentes de qualquer órgão nomear até 1% de cargos comissionados , em relação ao número de efetivos.
    4- Descontar de todo funcionário as horas não trabalhadas ( são dezenas com 40 ou 60 horas ) sem trabalhar nem 20 horas.
    5- Incentivar com sorteio de PRÊMIOS o pedido de NOTA FISCAL
    TENHO DITO

    EM 2018 vote em quem tem passado ilibado, pois é provável que esse candidato tenha FUTURO.

  3. Junior 100 diz:

    Mas a arrecadação continua crescendo e fluxo desequilibrado de repasses aos outros poderes também.

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