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terça-feira - 14/05/2019 - 08:32h
Política

Rosadismo tenta abrir caminho, de novo, com Larissa Rosado

Ex-deputada e seu grupo se movimentam para ocupação de difícil espaço na disputa do próximo ano

O nome da ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSDB) é novamente trabalhado pelo rosadismo, seu grupo, com vistas a uma campanha eleitoral. Dessa feita, o foco aparente é outra vez ser prefeita de Mossoró em 2020.

Mas também há o “Plano B”, que pode ser na verdade o “Plano A”: colocá-la como vice de Rosalba Ciarlini (PP), de quem são aliados recentes, há menos de quatro anos.

Importante lembrarmos: a última vez que Larissa venceu uma eleição faz quase nove anos.

Foi em 2010, quando se reelegeu à Assembleia Legislativa.

De lá para cá, acabou derrotada pela terceira vez na disputa municipal de 2012 e empilhou o quarto insucesso paroquial no pleito suplementar de 2014.

Rosalba, Sandra, Lahyrinho, Larissa em anúncio de apoio à chapa de Rosalba em 4 de agosto de 2016 (Foto: arquivo)

O agravante veio em duas outras campanhas. Ainda em 2014 e ano passado, não conseguiu novo mandato de deputado estadual.

Nesse espaço de tempo, a ex-deputada ainda se aliou à ferrenha adversária Rosalba Ciarlini (PP), numa ‘união’ que de verdade nunca se consagrou. Boa parte do seu eleitorado já deixou nítida a antipatia ao acerto de ocasião, achatando sua votação.

Em 2014, ela empalmou 24.585 votos (24,35%) à AL em Mossoró; em 2018, não passou de 17.753 votos (15,08%).

Ela, seu grupo, até hoje estão misturados com o rosalbismo. Juntos, não.

São penduricalhos, apêndice apenas. Não dividem espaço e comando com a prefeita Rosalba Ciarlini e seu marido Carlos Augusto Rosado.

Foram cooptados, não agregados.

OS ‘BEM NASCIDOS’

O rosalbismo, nascido da ‘costela’ do grupo Rosado, não é afeito à divisão de poder. Com o rosadismo, em essência, ocorre o mesmo. Uma suposta diarquia (governo exercido por dois soberanos) é algo impensável de um lado e do outro.

Os dois são uma oligarquia, produto da mesma célula-mãe. Fechados, herméticos, ortodoxos na crença da eugenia política, ou seja, plena superioridade em relação a tudo e a todos. São os “bem nascidos”, portanto merecedores do topo.

Nessa cissiparidade (fenômeno biológico da divisão de uma célula), em que ficam claros método e mentalidade, há temor, lado a lado, de cessão de espaços e partilha do despojo político.

Está aí parte da dificuldade em Larissa ser ungida como vice de Rosalba. Impossível, não, que se diga. Pouco provável.

Em 2016, a líder do rosadismo, então ex-deputada federal Sandra Rosado (hoje no PSDB), tentou aboletar o filho e vereador Lahyrinho Rosado (à época no PSB) como vice de Rosalba. Foi vetado. Carlos Augusto considerou ‘pesado demais’ dois Rosados na chapa. “O seu problema já está resolvido em Natal”, asseverou.

Um arranjo político arquitetado em Natal para o então deputado estadual Álvaro Dias (MDB) ser vice de Carlos Eduardo Alves (PDT) à reeleição (veja AQUI), permitiria a volta de Larissa Rosado à AL (veja AQUI), em face de ser a suplente imediata. A vitória da chapa Carlos-Álvaro era dada como certa. E assim aconteceu.

Para 2020, Rosado e Rosado numa mesma chapa? Pouco provável. Impossível, não, que se diga.

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial

Comentários

  1. Francisca Lima diz:

    Até quando a população continuará se comportando como GADO eleitoral?

    Essa VELHA POLÍTICA tem que ter FIM.

    Espero que NOVOS CANDIDATOS tenham coragem de se apresentar ao povo de Mossoró.

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