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domingo - 26/08/2012 - 10:32h
Assédio Moral

Perseguição e dor banalizam o mal na Petrobras/Mossoró

São vários os casos em que o gerente Luiz Antônio aparece como principal acusado de maus-tratos

O Blog do Carlos Santos publicou matéria sob o título “Casos de assédio moral inundam a Justiça e afetam Petrobras” (veja AQUI) às 19h53 da última quinta-feira (23), em que retratava o ambiente de expoliação da força de trabalho, na gigante estatal brasileira, a partir de Mossoró. Mas há muito mais a ser contado.

Na seara judicial correm diversas ações trabalhistas que pleiteiam reparos pelo escravismo e supostas humilhações deliberadas, encetadas por recalques, sadismo ou má-fé. Ou a simbiose dessas distorções psicossociais.

Há um abundante e crescente número de processos por assédio moral. Um rosário de gente que se queixa de maus-tratos encetados pelo gerente da empresa na região de Mossoró, bacharel em direito Luiz Antônio Pereira.

O gerente Luiz Antônio Pereira parece ter sido pinçado de algum romance de Jorge Amado ou dos autos do Tribunal de Nuremberg. Pode ser descrito como um jagunço/feitor ou alguém que se especializou na “banalidade do mal”. A filósofa Hannah Arendt teria-o como um experimento perfeito à sua tese da insensibilidade burocrática no trato de vidas humanas.

Luiz, relata-se, está sempre com chicote à mão. Parece um déspota esclarecido ou convicto da impunidade, sob a proteção desse orgulho nacional que é a Petrobras – e seus padrinhos graduados.

O Blog teve acesso a dezenas de documentos no campo judicial, dossiês e colheu depoimentos de pessoas que tiveram relações contratuais traumáticas com a Petrobras. O que está para vir à tona merece uma recomendação prévia: tape o nariz.

Hélio Silva (foto de junho de 2011): punido pelo mérito

Abaixo, só para se ter uma ideia da dimensão desse e de outros problemas correlatos, veja trechos de uma entrevista com o petroleiro Hélio Oliveira da Silva, 48, com 30 anos de Petrobras, originário de Pernambuco, considerado um servidor exemplar e de conceito além das fronteiras do país.

Mesmo sob extremo regime laboral, ainda conseguiu o feito de ser aprovado num concorrido vestibular de Medicina na Universidade do Estado do RN (UERN).

O material é colhido do Blog De Olho no Discurso, que desencadeou denúncia de exploração e uso da estatal para empreguismo gracioso. Vale lembrar que Luiz Antônio não é funcionário de carreira da Petrobras, mas foi aboletado no cargo por influência política do seu irmão, o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Emmanoel Pereira.

É essa a história de Hélio. Uma história de vitórias, superação e horrores…

Hélio Oliveira da Silva, 48 anos e trinta de Petrobras.  Filho de família pobre, cuja pai era carteiro, seu sonho era ser médico.  Mas, aos dezoito anos, passou no concurso para a Petrobras.  ”A proposta salarial era irrecusável”, diz Hélio, .

O sonho de ser médico foi adiado em troca de uma carreira como técnico de perfuração e poços.

“Como Técnico de Perfuração e Poços Sênior, atuo na complexa atividade de Pescaria, Teste de Formação e Testemunhagem, atividades essas desenvolvidas sempre em campo, junto a sondas de perfuração e produção, terrestres e marítimas”, explica. “Sou um técnico multidisciplinar”, conclui.

Hélio trabalha atualmente na Gerência Setorial de Serviços Especiais, na Gerência Geral de Construção de Poços Terrestres, em Mossoró.  Ele é uma das vítimas de maior dramaticidade do assédio moral na Petrobras.

Leia sua entrevista a seguir.

- Há quanto tempo você trabalha na Petrobras?

Hélio Silva – Antes de tudo agradeço-lhe a oportunidade, pois falar do problema, ser ouvido é uma forma de aliviar a intensidade dos meus sofrimentos. Trabalho há exatos trinta anos, cinco meses e vinte dias. À época, já tinha metas de vida estabelecida. A principal? Ser Médico. De família pobre, filho de carteiro, com doze irmãos. Passei no concurso da Petrobras aos 18 anos, a proposta salarial era irrecusável. Adiei o meu sonho, mesmo assim trabalhei na companhia com esmero e indiscutível dedicação o que me proporcionou uma carreira vitoriosa. Técnico de Perfuração e Poços Sênior.

E continua: “Como Técnico de Perfuração e Poços Sênior, atuo na complexa atividade de Pescaria, Teste de Formação e Testemunhagem, atividades essas desenvolvidas sempre em campo, junto a sondas de perfuração e produção, terrestres e marítimas. Sou um técnico multidisciplinar”.

HÉLIO SILVA

Trabalhar na Petrobras é ter experiência que nos proporciona um grande patrimônio, não me refiro ao material e sim ao imaterial, já que, não tenho dúvidas e sem demérito a outras empresas, a inteligência brasileira gravita em torno da empresa, há muita gente inteligente e competente trabalhando nela. Razão pela qual a Petrobras é uma companhia vencedora, eu recomendo a qualquer jovem que se esforce para fazer parte de sua equipe. O meu caso de dor e sofrimento é pontual e em nada diminui a empresa, são distorções que ocorrem em qualquer grande instituição, mas que precisam ser corrigidas e combatidas.

- Quando começaram seus problemas na empresa?

Hélio Silva – Sempre fui considerado um profissional exemplar, cheguei a técnico sênior ainda muito jovem, topei na carreira há mais de 15 anos, mesmo assim mantive o entusiasmo. Certo dia, perguntei ao gerente local se era justo trabalhar e sequer ser apontado o meu dia de trabalho. Fui defenestrado, desrespeitado. Comecei a pensar duas coisas que foram determinantes para uma tomada de posição, que culminou com a fase mais difícil da minha vida. Primeiro, o país tem uma lei cruel, injusta e perversa que se chama fator previdenciário, tal lei pela sua fórmula matemática empurra pouco a pouco o aposentado para a mendicância.

Vítima

E continua: “Segundo, como posso trabalhar na maior empresa da America Latina, a quarta maior do mundo em energia, tendo a clareza e observando as injustiças a mim acometidas por ocasião do meu regime extremo de trabalho e a supressão de direitos sociais e trabalhistas que não vinham sendo pagos pela empresa, notadamente a subtração de horas extras (tanto inter quanto extrajornada), ingressei com a ação judicial n.º 100200-86.2011.5.21.0012 (Segunda Vara do Trabalho de Mossoró/RN) para fins de postular os meus respectivos direitos? Aí se iniciou um inequívoco processo orquestrado de perseguição.”

- Você se considera vítima de violência no local de trabalho, aquilo que costumamos chamar de assédio?

Hélio Silva - Indubitavelmente. Poderia citar várias situações além do rigor excessivo aplicado. Darei apenas dois exemplos, cristalinos e elucidativos: Pois bem, no dia 21/12/2011, quarta feira, as 08h20min, dia do embarque, fui convocado para comparecer à sala do gerente local. Aí começou o massacre e a verborragia descontrolada e assim foi dito pelo dirigente: “por causa da ação trabalhista das horas extras eu vou destruir você, vou acabar com você, eu posso tudo, tenho todo poder e faço o que bem entendo e além do mais ai de você se for à faculdade de Medicina fazer provas. A partir de hoje você deve ficar na base de 06h00min as 18h00min. Vou desfazer esta ação porque não vai dá em nada, a Petrobras desmancha a ação com facilidade.”

Hélio continua seu relato: “Coincidentemente era a semana de provas na Uern e fiquei transtornado pela virulência e ameaças que sofri. Ao sair da sala de hostilizações tive uma crise de nervos e de choro presenciado por Sóegima Cristina e Valdenildo. São público e notório que ninguém do sobreaviso nunca foi obrigado a permanecer na base durante 12h, uma vez que o trabalho é eminentemente no campo”.

Ele tem mais a dizer sobre o assédio moral.

“No segundo exemplo, no dia 05/03/2012, em Natal, às 10h20min, houve uma reunião do Gerente Regional com o Sindicato dos Petroleiros para tratar de assuntos relativos a perseguições e agressões nas relações de trabalho. Estava presente o Gerente dos Recursos Humanos. Os diretores sindicais Márcio Dias, José Araújo (Dedé), Pedro Idalino e Belchior, além dos empregados da Petrobras Décio, Hélio, Jaime, Soégima Cristina e Valdenildo. O Gerente Regional reforçou os desatinos do Gerente local, foi extremamente duro e cruel. A angústia que já vinha sofrendo, a depressão devidamente diagnosticada, aumentou com a insensibilidade daquele Gerente e a dor doeu mais forte, saí da reunião em completo desatino porque de dedo em riste e na condição de ser proibido de falar, de forma ríspida e autoritária foi dito: ‘Hélio, você vai ficar no administrativo porque eu quero, e quem vai buscar conhecimento em área que não é de interesse da empresa, eu não tenho compromisso e o ônus é todo do empregado.’” Reconheceu que em toda Petrobras sobrara dinheiro no ano de 2011 e disse textualmente que tinha a missão de lapidar o gerente local.

- O que o assédio sofrido já lhe trouxe de consequências pessoais, profissionais e de saúde?

Hélio Silva – O assédio moral foi devastador em minha vida. Passei, em dezembro, da condição de um feliz e vibrante acadêmico de Medicina para um paciente com necessidades de fazer uso de ansiolíticos e antidepressivos. Já no mês de fevereiro, adoeci gravemente, deixei de freqüentar as aulas, perdi todas as disciplinas. A depressão se acentuou e imuno deprimido, tive a infelicidade de ser acometido de dengue hemorrágica, fui internado na UTI do Hospital Português (Recife-PE), tive uma experiência de morte.

Segundo o entrevistado, sua vida saiu da euforia da aprovação no vestibular, para um inferno: “Os problemas são muitos: sofro de transtorno ansioso-depressivo, severo distúrbio do sono, dores de cabeça dilacerantes, inapetência, perda de peso, diminuição da libido e diminuição da eficácia do sistema imunológico. O que tanto afeta meus amigos e fundamentalmente a minha esposa, meus três filhos é o desinteresse e o isolamento social. Digo, a depressão é malvada, quem já passou por isso sabe muito bem do que estou falando.”

Ele continua o desabafo emocionado: “Reduziram meu salário cerca de 40% e mudaram meu regime de trabalho do campo, onde sou especialista para o administrativo. Tenho sentimento de indignação e ponho minha esperança em Deus e na justiça, que sabiamente não terá dificuldades de equacionar a problemática”.

- E a justiça? O que ela já disse do seu caso?

Hélio Silva - Bem, acredito na justiça do meu país, a minha ação trabalhista tem forte embasamento. O juiz para bem decidir precisa de provas, as minhas são incontroversas, incontestáveis e insofismáveis, não tenho dúvidas disso. Caso ocorra uma análise bem feita, não haverá a mínima dúvida de que trabalhei em regime excessivo, por que não dizer como uma espécie de semi-escravidão. Com sobrecarga de trabalho e com as folgas desrespeitadas, inclusive nas férias. Tudo isto, sem o pagamento devido. Diga-se de passagem que a Petrobras em sua essência não concorda com isto, o problema é localizado, regional.

Paralelamente à demanda trabalhista, Hélio Silva reage à opressão com outro instrumento jurídico. “Estou entrando com uma ação de assédio moral que é de estarrecer e causar espanto em qualquer um pelo puro desrespeito ao acordo coletivo e próprio código de ética da empresa. Repito, confio na justiça, há homens de bem em todos os lugares e o mal será de alguma forma reparado. Em termos de sentença das ações de horas-extras proferidas pela justiça trabalhista, duas dentre as quatro já foram julgadas favoráveis, as outras duas estão em tramitação. Quanto à ação de assédio acredito que ela é de uma clareza solar e assim sendo, espero um posicionamento favorável do magistrado”.

- Há outros colegas em situação semelhante?

Hélio Silva - Sim. Não obstante, não foi apenas eu quem ingressou com a medida judicial em dissertação. Diversos outros colegas, sentindo-se injustiçados com o não pagamento das horas-extras em foco, assumiram a mesma postura e vêm pleiteando judicialmente o pagamento de suas jornadas extraordinárias. Agora, sou o bode expiatório, como sempre acontece na história da humanidade.

Ele cita adiante, o que tem ocorrido a outros empregados da estatal que vende imagem de excelência para o mundo. “Há seis colegas extremamente afetados, todos passam por tratamentos psiquiátricos, diga-se de passagem, com profissionais médicos diferentes. O que não é coincidência são os diagnósticos e o tratamento, uma vez que todos estão tomando medicação com tarja preta (antidepressivos e ansiolíticos). São eles: Décio (depressão crônica e sem avanço com o tratamento); Jaime, Hollanda, Sóegima Cristina e eu.”

- Qual a sua expectativa? O que você espera que possa acontecer nesse caso?

Hélio Silva – Primeiramente a minha maior expectativa é ver a minha saúde ser restabelecida. A mudança do regime de sobreaviso foi para inviabilizar a minha freqüência no curso, que é o sonho da minha infância. Estando em sobreaviso, poderia comparecer em tempo integral na faculdade nos dias que estava de folga. Em regime administrativo sou obrigado a trabalhar todos os dias, justamente nos horários em que se desenvolvem as aulas da Faculdade de Medicina. A inviabilidade de consensualização do horário de trabalho novo com as obrigações do curso é evidente. Dito isto, sonho em poder voltar a estudar Medicina na UERN; ver a justiça erguida e fundamentalmente que práticas perversas como estas não venha ocorrer com nenhum outro trabalhador. Que as gerações futuras na companhia tenham o prazer de dedicar-se com afinco e zelo e por isso ser reconhecida, e não castigada como está sendo no meu caso. Visto que a pior dor é a da alma, a depressão é malvada e insiste em não ir embora justamente porque estou levando uma vida a qual não suporto, pois não há como agüentar ver a minha decência e dignidade serem subtraídas pela arrogância e insensibilidades de uns poucos.

Veja entrevista completa clicando AQUI.

Nota do Blog – O Blog evitou colocar fotos “novas” de Hélio Silva em seu respeito, a familiares e amigos, tamanha a depauperação de imagem (em relação a essa foto antiga postada nesta postagem).

Punido por seus méritos, Hélio não poderia ser punido pelo Blog.

Categoria(s): Reportagem Especial

Comentários

  1. Thaylla Sheilla diz:

    Um exemplo como cidadão, como trabalhador, como FAMÍLIA.
    Aos que conhecem sabe que tudo que foi citado a cima e a mais pura verdade e quem não conhece não sabe a oportunidade que esta perdendo de conhecer uma pessoa que luta pelos seus objetivos. Tudo que foi dito nessa postagem nem uma virgulo foi a mais pelo contrario, essa luta da faculdade de MEDICINA foi uma busca de anos, mais nunca deixou de cumpri suas obrigações mais tinha um sonho, eu fiz uma visita a casa desse TIO sabe e comecei a me perguntar pq ele cola os assuntos de biologia e quimica entre outros nas paredes do quarto? Ai eu parei e pensei ele não deve tá normal eu tinha uns 15 anos não entendia o que era um sonho. Hoje lendo essa reportagem me veio na cabeça todos aquelas imagens e passou um filme não era loucura não era só tempo que ele não tinha entao aqueles assuntos colocados fez com que ele chegasse no seu maior objetivo sua faculdade de MEDICINA. Saiba que tenho orgulho de ser sobrinha do senhor amo muito mesmo. bju Thaty

  2. José Valdir Julião diz:

    Esse fator previdenciário a que se refere o entrevistado, é uma excrecência para os trabalhadores… os aposentados vão ser jogados ou estão sendo jogados, principalmente aqueles que ganham um pouco acima do salário minimo, para o mesmo ralo do pessoal que não teve oportunidade e nem chance na vida, e recebem um bolsa família…

    Existem outras formas, menos penosas, de se equilibrar a previdência social, dos celetistas, que precisa ser separada, do mesmo bolo da contra previdência que o governo federal faz…

  3. celso oliveira diz:

    Carlos Santos:
    Esse processo de perseguição e dor que se espalha na Petrobrás/Mossoró-RN,deixa todos nos estarrecidos,sobretudo,porque está sob o manto da Petrobrás,tida como modêlo de orgulho para todos os brasileiros.
    Onde está a Ouvidoria da Petrobrás ou mesmo a sua instância Máxima?O período de escuridão já passou e o brasil não pode mais aceitar,que nessa empresa,servidores que formam os quadros da Petrobrás,tenham os seus direitos ESMAGADOS por um seguidor de Maquiavel,como esse gerente regional.
    Convocamos todos os cidadões desse país,de entidades civis e religiosas para formar uma corrente nacional,clamando para que se corrija tais injustiças.Inclusive, a própria Presidente Dilma,que no passado foi perseguida e até sofreu maus tratos físico na Ditadura.

  4. Cristina Oliveira diz:

    Meu irmão é um exemplo dentro da família em tudo, tenho convcção que DEUS está trabalhando por que não foi a toa que ele teve essa vitória. Agora falo eu tio “Adicry” como possoentra nesse patamar com esses tristes resultados seus? Hoje fui a missa fiz vários pedidos inclusive sobre você já sei que DEUS já tem a resosta só é questão de tempo nós que fazemos parte desse sofrimento temos a certeza que você é um heroi todo heroi é um vencedor DEUS te livre das maldades do mundo.

  5. Zélia Oliveira diz:

    É lamentável que existam empresas com gestores do tempo das cavernas. Se o homem vive em movimento e aprendizagem, por que a Petrobrás, empresa referenciada no Brasil e no mundo, não permite que um funcionário com trinta anos de casa, não realize o seu sonho?
    Aqui registro o meu profundo desencanto com gestores que agem desta natureza. Espero que este rapaz não venha sofrer mais do que já sofre. Ainda acredito na justiça para os pobres, portanto, peço justiça para este rapaz de família pobre, porém digna.
    Hélio, ao ler esta matéria sinto-me orgulhosa, pois pessoas como você lutam contra a classe nobre para se fazer valer os seus direitos. Deus, o Ser Suplente ,fará com que seu gestor reflita sobre tudo isso. Como disse antes,o homem vive em movimento como também em mudança comportamental.

  6. DOUGLAS ALESSANDRO VITAL ALVES diz:

    É UMA VERGONHA, SITUAÇÕES COMO ESTA ESTAREM ACONTECENDO NA QUARTA MAIOR EMPRESA DE ENERGIA DO MUNDO.

  7. Ana Clara diz:

    Muitas pessoas se encontram na mesma situação e não se sentem com coragem para correr atrás dos seus direitos, é importante que as pessoas vejam que nas empresas existem este tipo de agressão mesmo nas mais consideradas.
    Ao ler a história e por que não dizer lição de vida, percebi que nunca devemos desistir dos nossos sonhos e mesmo que pessoas insensíveis como estas tentem acaba-los é preciso persistir, tendo fé e confiança, pois se a justiça do homem é falha, a de Deus nunca falhará.
    Espero que de uma forma ou de outra, esse caso não fique impune pois sou estudante e não quero encontrar uma situação desta na minha área de trabalho.

  8. Mauristela diz:

    Hélio,

    Que Deus te abençoe. A verdade e a justiça será aplicada ao seu caso. As turmas de julgamento do TST não se compõe apenas do irmão do poderoso chefão. Existem turmas e como boa brasileira, amante da verdade e patriota acredito na JUSTIÇA sempre, NÃO DESISTO NUNCA.
    Vá em frente, inicialmente, na saúde e se fortaleça na luta pela conquista que certamente será cravada de sucesso, uma vez que você galga e sempre galgou pelo caminho da verdade, da honestidade, da honradez. O transcurso pode ser árduo, porém a batalha judicial você já alcançou. SORRIA, e seja muito feliz. Nosso grande abraço querido amigo.

  9. Sunamita Miranda diz:

    É notório que Hélio foi mais do que prejudicado nessa história toda, ele fui humilhado de forma que fica difícil de acreditar. Uma empresa tão conceituada, manter um líder cuja forma de pensar e agir são lamentáveis. Estou torcendo para que se faça justiça a este homem corajoso e persistente. Creio que Deus será misericordioso e fará com que você Hélio, saia dessa com sua saúde restabelecida e vitórias pra contar!

  10. CALIBRE 50 diz:

    O CÃO,SIMPLESMENTE O CÃO MORDEDOR!

  11. Andréa Maria diz:

    Hélio Oliveira,

    É lamentável que injustiças como essa, seja um cenário cada vez mais comum nas empresas. Falo por experiência própria, onde fiz diversas horas extras, horas estas que fogem completamente da minha jornada de trabalho e nunca fui ressarcida por tais. Faltei três dias por motivo de doença, com atestado médico e descontaram indevidamente o valor referente a quatro dias. Se apenas com um ano de empresa, onde empenhei total dedicação, tenho o sentimento de revolta, injustiça… Imagino quem dedicou trinta anos. Realmente, é revoltante e entristecedor. Porém acredito na verdade e na justiça, assim como conseguiu ganhar o processo para entrar na faculdade, vai ganhar mais uma vez, porque contra provas não há argumentos. Siga com cabeça erguida e fé em Deus sempre! És um referencial para todos que te rodeiam, não deixe se abater por coisas pequenas.

    Acredite é hora de vencer
    Essa força vem
    De dentro de você
    Você pode
    Até tocar o céu se crer

    Acredite que nenhum de nós
    Já nasceu com jeito
    Pra super-herói
    Nossos sonhos
    A gente é quem constrói

    É vencendo os limites
    Escalando as fortalezas
    Conquistando o impossível
    Pela fé

    Campeão, vencedor
    Deus dá asas, faz teu voo
    Campeão, vencedor
    Essa fé que te faz imbatível
    Te mostra o teu valor

    Em Deus és mais que vencedor, forte abraço!

  12. Jaime de carvalho costa diz:

    Jesus Cristo é Deus, com todo o Poder e Glória. Nada lhe falta ao conhecimento. Ele está no controle de tudo, e está bem perto de estabelecer sua vontade definitiva em relação a este caso. Ele vem, e em Sua cocha está escrito: “VERDADE”, na outra cocha está escrito “JUSTIÇA”. E em Seu Peito, um cinto de Ouro cruzado escrito: “FIDELIDADE”. Firmado na Justiça, e na Verdade, Ele vem pela sua Fidelidade saciar os que tem fome e sede de Justiça. Porque Ele prometeu que seriam saciados. Tão somente CRÊ. Confia. Descança Nele, e espera só mais um pouco. Ele colocará um novo cântico na tua boca, um cântico de Vitória ao Nosso Deus, Senhor e Salvador: “Jesus Cristo”.
    Um forte abraço desse que se tornou teu irmão na dor!!!

    Jaime de Carvalho costa.

  13. antonia vilma diz:

    tive a oportunidade de conhecer hélio e posso afirmar que e um homem altamente profissional e um ser humano maravilhoso.etc,etc. parabens pela sua força e corajem.fique com deus.abraço meu amigo.vilma

  14. Iêso Bernardino diz:

    Que seja feita a justiça!
    Helio meu amigo, estou torcendo por vc!
    É muito bom ver o trabalho que esta sendo realizado por este blog, parabéns a todos!!!

  15. Heloisa Benevides da Silva diz:

    Nunca vi um desrrespeito tão grande ao cidadão honesto,Bom e Trabalhador.Ser tratado com indignação é ser tratado mal.Por causa de uma palavra,aquela pessoa foi levada a injustiça.A palavra é MEDICINA.Será que a Medicina não venceria a Petrobras?Esse é o medo do tão temido lUIZ Antônio Pereira?Porque alguém iria querer perder um funcionario exemplar?Mas levar aos Maos Tratos,a violencia,desrrespeito,ou pior,ESCRAVIDÃO,é crime.
    Só quero que meu PAI,tenha justiça e compreenção.Aquele ingrato do Luiz precisava falar aquilo por causa de uma inocente pergunta?

  16. Valderice Alves diz:

    Fico triste em ver esse tipo de atitude e comportamento em alguns gestores, conheço Soégima, trabalhamos juntas na Phoenix, uma pessoa extremamente pró-ativa, amiga e justa. Que saudades de uma época onde éramos desafiados e estimulados com sabedoria. Força amiga, não se intimide e continuem com a verdade!

  17. Jacilene Oliveira diz:

    É lamentável e assustador que em pleno século XXI esta empresa ou esse cidadão usa esta política de perseguição. Mas Deus está com você, pois quando Deus quer ninguém pode interferir. Você não precisa de padrinhos para conseguir realizar sua faculdade de medicina, pois isso é o que Deus quer, e isso é o mais importante! Fé!!

  18. Ana Cléa diz:

    Hélio sempre foi um exemplo para todos nós, eu como esposa acompanhei toda a trajetória de vida. Sempre abdicando de seus sonhos para empenhar-se na empresa, buscando soluções para os problemas internos e atingindo sempre metas, muitas vezes sem retorno ou reconhecimento por parte da Petrobrás, porém apesar de um trabalho árduo e excessivo o mesmo sempre manteve um ritmo de estudo digno de um vitorioso, a aprovação no vestibular é a prova disso. Os seus sonhos e esforços foram tragados por um “dragão devastador”, cursar medicina está cada vez, mas distante pelo quadro de saúde em que o mesmo se encontra, causado por uma gestão não democrática. Hélio estamos torcendo por sua melhora e continuidade dos seus objetivos, com certeza serão todas alcançadas, pois você já é um vencedor. Nós de admiramos muito.

  19. Juliana Queiroz diz:

    Senhores,

    Lembrando que vocês estão vendo somente um lado da moeda, não seria bom ver o outro lado também? Falam tanto de justiça, mas só há justiça quando é praticado o contraditório, estão simplesmente praticando o que chamamos de juízo de valor em seu sentido depreciativo, a expressão juízo de valor implica uma conclusão que é isolada, parcial e não-objetiva, contrastando com julgamentos baseados em deliberação, equilíbrio e racionalidade.

    Pensem nisso!

  20. valdenildo diz:

    Petrobras Potiguar, Gestão inconseqüente.
    valdenildo@me.com

    Que Petrobras é essa do Rio Grande do Norte? Orgulho a nível nacional, mesquinha, maquiavélica, traidora até, dos interesses dos seus trabalhadores e do povo da nossa região. O grupo gerencial, aqui instalado, se empenha em desrespeitar os direitos e conquistas da classe laboral. Nosso sindicato vem lutando sozinho, sem o apoio necessário de sua federação, a FUP. Muitos trabalhadores estão recorrendo como última forma de recurso ao socorro da justiça do trabalho. Estamos nos sentindo órfãos e quase que abandonados e, mesmo a última esperança, o judiciário, não é garantia, visto o descambo desmoralizatório dessa instituição em nosso Estado. Atitudes mais contundentes tem que ser tomadas por nossa classe sindical, urgente. Vamos as paralisações das atividades como forma de pressão contundente. Talvez não nos reste mais nada a fazer, então sucumbiremos…

  21. Edvaldo Junior dos Santos diz:

    Que coisa mais absurda, onde está a alta administração da BR para acabar com essa pouca vergonha. Graça Foster cadê você? Apareça, apure e puna a quem de direito.

  22. CARLOS EDUARDO diz:

    NFELIZMENTE ESSA SITUAÇÃO NÃO É EXCLUSIVIDADE DA GERENCIA DO RN AQUI EM MINAS GERAIS FATOS MUITO PIORES FORAM PALCO DO RECONEHCIMENTO JUNTO AO INSS (NA 1ª PERÍCIA) DO NEXO CAUSAL ENTRE O AFASTAMENTO DO EMPREGADO E O ASSEDIO MORAL POR ELE SOFRIDO DENTRO DA EMPRESA.

    PELO QUE ME CONSTA, ESTE FOI O 1ª CASO NO BRASIL DE RECONHECIMENTO DO NEXO CAUSAL DE ASSÉDIO MORAL JÁ NA 1ª PERÍCIA PELO INSS MOSTRANDO QUÃO GRAVES FORAM AS SITUAÇÕES VIVENCIADAS PELO EMPREGADO.

    MAS NÃO PARA POR AI, SEGUNDO INFORMAÇÕES, O SINDIPETROMG FOI OBRIGADO A EMITIR UMA CAT – ISSO MESMO OBRIGADO – PORQUE TINHA CONHECIMENTO DO CASO E NÃO TOMOU NENHUMA MEDIDA PARA EVITAR ESSA SITUAÇÃO MUITO MENOS TOMOU QUALQUER ATITUDE NOS INTERESSES DOS EMPREGADOS DA EMPRESA.

    ONDE ISSO VAI PARAR? A QUEM PODEMOS RECORRER? SERÁ QUE A GRAÇA FOSTER VAI COMPACTUAR COM ESSA SITUAÇÃO?

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