quarta-feira - 03/01/2018 - 03:35h
Primeiro ano

Rosalba copia Francisco José Júnior com gestão “Xing Ling”

Gestão municipal mossoroense tem período embaraçoso, pouco produtivo e parecido com antecessor

A quarta gestão municipal de Rosalba Ciarlini (PP) fechou seu primeiro ano. Foram 365 dias de 2017, completados no último dia 31 de dezembro. Mas em resumo, pouco ou quase nada ela tem a apresentar. É um governo de continuidade e de faz-de-conta.

Rosalba segue os passos da administração Francisco José Júnior (o “Francisco”), seu antecessor. Em alguns pontos, chega ao requinte da perfeição na clonagem. Difícil saber qual dos dois é mais Xing Ling. Quem quiser que compre, mas nenhum tem garantia – é bom avisar.

Folha de São Paulo tomou Rosalba como um dos péssimos exemplos no início de novas gestões do país (Reprodução)

E se forem observados os principais pontos do seu “plano de governo”, registrado na campanha eleitoral 2016, será fácil perceber que tudo não passou de uma embromação eleitoreira.

O plano diz uma coisa, o governo é bem menos do que você imagina e não é nada do que chegou a ser propagado.

A propaganda é um espetáculo à parte, recheada de efeitos especiais, mentiras deslavadas e micos que beiram o ridículo. Beiram, não. São ridículos mesmos.

O diálogo em vídeo dela com “Betinha” (veja no boxe mais abaixo), é o top desse Sitcom (abreviatura da expressão inglesa situation comedy, “comédia de situação”) da gestão municipal.

Se Francisco José Júnior chegou à excrescência de “timbrar” caixões funerários para doação a mortos paupérrimos e preparar kits com produtos de limpeza para distribuir com mulheres humildes no Dia das Mães, Rosalba o superou com a gravação de um vídeo picaresco.

Nele, ela noticia o início da retomada de voos comerciais no Aeroporto Dix-sept Rosado, que nunca se realizou e que jamais poderia assumir para si, também por não ser mérito de seu governo e sim da administração estadual.

A esperteza voltou-se contra ela, que nunca mais lembrou o “feito”.

Em outra peça de marketing, divulgou em outubro que sua gestão comemorava “superação da crise nacional”, uma performance que nem o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, se jacta.

Propaganda de um mês e "realizações" que não se sustentam na realidade do cotidiano da cidade

O governo foi pródigo em se esconder da imprensa, omitir informações e se embaraçar até mesmo quando tinha tudo para tirar proveito de acertos. Comunica-se mal, porque parece mesmo vocacionado à mentira, à desfaçatez e ao ilusionismo.

A honestidade, vamos sublinhar, não foi o forte nesse primeiro ano de governo. Na verdade, andou longe de merecer medalha de ouro.

Folha dá destaque negativo

No afã de arrumar acomodação para parentes, aderentes, filhos de compadres e comadres, acabou despertando o interesse da imprensa nacional logo no começo da administração: Rosalba segue luta contra o desemprego (em sua família).

A Folha de São Paulo destacou os excessos da prefeita logo no dia 9 de janeiro de 2017, poucos dias após assumir administração.

Um pouco adiante, março, mais um deslize do governo.

Rosina Ciarlini, irmã da prefeita, chegou a ponto de “assumir” a direção da Escola de Artes da Prefeitura Municipal de Mossoró, com direito a sentar na cadeira de chefia e ser saudada por “subordinados”, sem ter portaria correspondente à nomeação – dupla ilegalidade: Irmã de Rosalba ‘assume’ cargo sem portaria; prefeitura nega.

Descoberta, Rosina esgueirou-se e saiu de fininho da cadeira, do cargo e da cidade.

Rosina foi fotografada em sua sala como "diretora", sem ter qualquer nomeação (Foto: reprodução)

O desgaste não ficou nesse patamar. A prefeita foi destaque no âmbito nacional em noticiários comprometedores.

Em abril, seu nome apareceu entre beneficiados de suposta propina no escândalo da Operação Lava Jato, delações relacionadas a executivos da Construtora Norberto Odebrecht (Robinson, Rosalba e Fábio Faria são investigados por três crimes). Seu apelido na lista da mega corporação do crime era “Carrossel”.

O caso mais notório de situação suspeitíssima é o enredo para contratação de empresa para fazer limpeza urbana na cidade.

Milhões sem licitação

Assegurou contratos que chegam a 48,03% de reajuste, sem qualquer licitação e renovou com outras empresas – também sem licitação -, quando o compromisso era de “revisão de todos os contratos deixados” pelo ex-prefeito (Rosalba pagará mais de R$ 28 milhões à empresa sem licitação).

Outro “enrolation” aparece ao contratar mais de 550 pessoas para postos comissionados, ao longo do ano, apesar de ter baixado um decreto no início do governo, que prometia redução “em até 50%” dos cargos (Rosalba garante, até aqui, 555 pessoas em cargos comissionados).

O agravante, é que a própria prefeita não soube até hoje informar quantos cargos estariam disponíveis na prefeitura e nenhum secretário é capaz de esclarecer esse mistério sepulcral.

Jornal Nacional mostrou Rosalba Ciarlini, ou "Carrossel, como uma das implicadas no esquema (Foto: reprodução)

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) emitiu alerta à Rosalba em julho, para que ela reduzisse folha de pessoal: Prefeitura gasta mais de 60% de receita com folha de pessoal. Um pouco antes, em maio, ela tinha criado a Secretaria Municipal da Cultura, onde aboletou cerca de 41 ‘chefes’ e nenhum ‘índio’ (Cultura se reforça com multidão de ‘caciques’).

Por falar em cargos, o nepotismo foi outra marca do governo e não se resume à Rosina Ciarlini. São empregos da parentela que escorrem por todos os escalões, sem que ninguém seja importunado. Quem saiu, foi porque quis. Caso do filho Kadu Ciarlini (veja AQUI), então chefe de Gabinete, que se cansou do cargo e deu adeus dia 20 de março, com menos de três meses na antessala da mãe.

No caso de Yuri Tasso Pinto, não. Uma exceção. Foi exonerado por recomendação legal em março (veja AQUI), mas segue dando as cartas na pasta da Infraestrutura, onde sua mulher Kátia Pinto é titular. Contudo, ele manda.

Pelo menos em termos de cobrança de imposto e criação de outros, arrocho em fiscalização de trânsito, o governo da “Rosa” não tem comparativos. Foram mais de 23 mil multas imposta a condutores de veículos automotivos, até setembro de 2017, ao contrário de pouco mais de 8 mil em todo ano de 2016.

Ainda teve agilidade para desfechar um golpe digno de MMA, no queixo e bolso do contribuinte. O reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em alguns casos passou de 600%. Tudo “dentro da lei”, claro.

Servidor público sem reajuste

O projeto de lei que incluiu prestadores de serviços autônomos como manicures, tatuadores, cabeleireiros etc. no rol de contribuinte, foi mais uma derrapada. Apesar de ser uma matéria para alinhar decisão fiscal federal, a prefeitura deu um show de desinformação, concorrendo para que a versão de voracidade tributária imperasse.

O mesmo aconteceu sobre o projeto que leva a prefeitura a “fichar” contribuintes inadimplentes em cadastros nacionais de calotes, como Serasa e Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

Bom não esquecer o aumento na tarifa de coletivos urbanos, adotado para entrar em vigor no início de 2018.

A sua relação com o servidor municipal, foi sinuosa neste primeiro ano. Enfrentou greves e negou reajuste, além de chegar a impedir manifestantes de acomodarem barracas á calçada da sede da municipalidade, que os protegessem do sol: quanta intolerância.

Pelo menos conseguiu em poucos meses reduzir atrasos salariais e fechar folha com pequenas oscilações de datas, privilegiando funcionários de carreira e comissionados. Os terceirizados seguem na penúria. Há casos de gente que não recebe há sete meses, uma situação humilhante e cruel.

Símbolo desse massacre foi o choro da terceirizada Ariosnilda Firmino (Terceirizada pede salário para pelo menos ter o que comer), numa reunião na Câmara Municipal de Mossoró, em dezembro.

Unidades de saúde, escolas e outros equipamentos públicos foram alvos de seguidos assaltos, arrastões e arrombamentos, que fugiram ao controle da municipalidade.

Ortopedia, desabastecimento e insulina

Antes, uma de suas primeiras medidas foi conter despesas na área de segurança, fechando todas as unidades da Base Integrada Cidadã (BIC), criada na gestão Cláudia Regina (DEM) e expandida por Francisco José Júnior.

Queixa ensurdecedora é quanto ao fechamento da Ortopedia do município, deixando centenas de pessoas com ameaças de sequelas ósseas. Contabilize-se como desapontamento maior, o desabastecimento das Unidades de Pronto-Atendimento (UPA’s) e Unidades Básicas de Saúde (UBS’s), cenário igual ou pior ao deixado pelo ex-prefeito, além da irregularidade na distribuição de insulinas.

Insegurança, falta de médicos e outros problemas constam de um balanço apresentado na Câmara Municipal pelo vereador Petras Vinícius (DEM) – Relatório detalha sucateamento da Saúde em Mossoró, feito em setembro e publicado em primeira mão por nossa página.

Final de ano com exageros e inverdades

Alardeou-se que 400 cirurgias ortopédicas seriam feitas por mês sob a batuta da prefeitura, em parceria com o Governo do Estado. Outra ação meia-boca. Pouco mais de 166 foram realizadas em cerca de dois meses.

Para fechar o ano, Rosalba Ciarlini voltou a marcar posição no mundo fantasioso em que vive ao lado de seus militantes-amestrados. Terminou como havia começado. São pelo menos dois episódios que se destacam.

Em solenidade do setor empresarial da cidade no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, no dia 26 de dezembro, disparou: “Mossoró é uma referência em Educação, Saúde e Cultura“.

Sobre Saúde, o que acontece nas UPA’s e UBS’s fala por si. A Educação é um desastre continuado governo após governo. Qualquer dúvida, veja AQUI dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e as avaliações devastadoras do setor em termos de estado e Brasil.

Interdições e acidentes marcaram Cidade Junina

A Cultura, apelo propagandístico que se vendeu para Mossoró ser uma “capital” no estado e país, acabou desabando com seu último baluarte, o “Mossoró Cidade Junina”. O que ela promoveu em 2017 foi o mais desorganizado e mixuruca dos últimos anos: Bombeiros interditam Cidade Junina; Prefeitura se esquiva.

O Governo Rosalba Ciarlini conseguiu a proeza de fazer esse patrimônio imaterial do mossoroense se transformar num evento paroquial: Apesar de forte potencial, Cidade Junina virou “festa caseira”, como apontou pesquisa encomendada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN).

No sábado (30 de dezembro), a última cena vexatória de 2017. A prefeita autoproclamou que graças a iniciativa sua, tropas federais desembarcavam àquele dia na cidade, para dar segurança ao município em face de movimento de paralisação das polícias Militar e Civil.

As tropas vieram após solicitação  enviada pela prefeita Rosalba Ciarlini ao Governo Federal – disse matéria da Assessoria de Comunicação da Prefeitura, sem atentar que a prerrogativa do pedido é exclusiva do governador, cabendo ao presidente da República acatar ou não, o que ocorreu, sem qualquer ingerência da prefeita – que de novo tentou se apropriar de louros alheios.

No lucro

Mesmo assim, após um ano administrativamente pífio, o prejuízo da “Rosa” é relativamente menor do que deveria registrar, do ponto de vista político. Ela conta a seu favor com um capital próprio alimentado pelo populismo, que é uma de suas principais marcas, além da ausência de uma oposição minimamente ativa e organizada.

Nessa contabilidade, aparece ainda o próprio perfil indolente, alheio e acrítico da maioria da população, que se acostumou em ser vaquinha de presépio e apenas ruminar lamentações nas calçadas ou aqui e ali nas redes sociais. Inclua nessa avaliação, o papel da maioria da mídia, que é generosa em elogios e aquiescente, bem ao contrário do linchamento impiedoso que promoveu contra Francisco José Júnior.

Sem caráter administrativo inventivo, órfã de qualquer traço de governança ágil, transparente e ousada, repetindo fórmula de sempre para fazer o convencional ou nem isso, Rosalba Ciarlini sobrevive ao realismo da modernidade. Difícil prever se Mossoró escapará desse atraso.

Por enquanto, seu governo é quase tudo aquilo que dizia em campanha e fala após empossada, sobre o sucessor, sua inspiração constante no retrovisor da gestão municipal. Problema mais delicado vive quem vai mais atrás (como sempre) nessa viagem arriscada: o povo-gado, a massa-gente de que nos falava o professor/ex-senador Darcy Ribeiro.

Boa sorte, Mossoró! Você vai precisar.

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial

Comentários

  1. Carlos André diz:

    Interessante é ela mencionar o ” vôo da azul confirmado”, cara de pau maior não há, não dispêndiou um único centavo, um grupo de empresários tiveram que fazer uma “vaquinha” para bancar alguns serviços que não estavam no escopo da empresa contratada pelo desgoverno do estado.
    Se é falado que o “prefeito de fato” não quer nem saber desse aeroporto.

  2. João Claudio diz:

    Bom trabalho, Carlos Santos. Merece aplausos.

    • Carlos Santos diz:

      NOTA DO BLOG – Obrigado. Cansativo, exaustivo, mas gratificante.

      É minha vaidade e preciso cultivá-la: produzir pro Nosso Blog.

      Um material desse cobra demais porque precisamos buscar minuciosa recapitulação (algumas clisas passam), checar informações, levantar fotos, vídeos, links, prints e escrever, editar, tentar tornar tudo menos caudaloso e inteligível.

      Mas vale a pena. É o que me mantém vivo.

      Abraços

  3. Joao fernande da Costa Filho diz:

    Alem de não pagar a aproximadamente a 222 servidores do mês de dezembro de 2016 e o reajuste dado pelo prefeito anterior nos mês de Maio Junho eJulho, naõ concedeu reajusta ao servidor no ano de 2017.ELA FEZ FAZ E SABE FAZER os servidores serem humilhado como nas outras administrações anteriores.

  4. FRANSUÊLDO VIEIRA DE ARAÚJO diz:

    A realidade social e política do país de Mossoró, desde sempre foi capitaneada por dois aspectos bastante evidentes em seus vícios de origem. Isso é fato, para quem possui um mínimo de capacidade analítica. Posto que, de um lado um governo dos plutrocratas, ou seja, um governo dos ricos para os ricos, no que necessariamente enseja uma corrente de vícios decorrentes da própria natureza desses governos em sua organicidade.

    Do ponto de vista social, a concentração do poder e do capital nas mãos dos mais ricos é acompanhada de uma enorme desigualdade assim como de uma pequena mobilidade (da população majoritária). Quando falamos em desigualdade não estamos nos referindo apenas às disparidades de renda, de salário e de patrimônio: as diferenças (porque as pessoas não são colocadas em pé de igualdade) abrangem também o capital relacional, linguístico, psicológico, emocional, cognitivo, educacional etc.

    D”outro lado, esse vício de preclara democracia venal, resulta numa população em sua maioria historicamente acéfala e desprovida dos mecanismos básicos para o exercício da cidadania, que no caso seriam educação e informação de qualidade. No que escancara as portas para o livre e desimpedido exercício dos demais vícios engendrados nas oligarquias, oligarquias essas, que, compram os políticos que compram grande parte dos eleitores. Mirando os financiadores das campanhas eleitorais dos políticos brasileiros (de praticamente todos os partidos) se vê facilmente como se organizam os grupos mais ricos, chegando a formar suas bancadas: da Bola, da Bala, das Betoneiras – construtoras -, das Bebidas, da Bíblia, do Boi, do Bife – JBS -, das Mineradoras etc. Muitas vezes as oligarquias locais são “subdominantes”, quando estão subordinadas a oligarquias imperiais (mundiais ou globalizadas).

    Nesse contexto, o vício mais deletério provocado pelas oligarquias é o da dissipação da sadia concorrência que caracteriza o capitalismo avançado. Nos países de capitalismo selvagem ou atrasado a competição (em vários setores) não existe: fala-se aqui em capitalismo de compadrio.

    Outro potencial vício da nossa democracia vai na veia da venalidade: é a cleptocracia. As oligarquias dividem os mercados, monopolizam alguns setores, ganham isenções fiscais, empréstimos favorecidos etc. O dinheiro alimenta o poder e o poder engendra mais dinheiro. Em lugares ou momentos de mais “liberdade” (ausência do império da lei), as oligarquias se concedem “licenças” para também roubar, ou seja, para acumular riqueza ilicitamente por intermédio da corrupção, que, em sentido lato, significa licitações fraudadas, formação de cartéis, sonegação de impostos, evasão de divisas, falsidades, crime organizado, lavagem de dinheiro, “caixa 2 eleitoral” etc.

    Quando o dinheiro e o poder se unem para promover roubalheiras (leia-se: a corrupção), estamos diante de uma cleptocracia, que é o Estado governado por ladrões integrantes das bandas podres dos poderes econômico, financeiro, político, governamental, administrativo e social. Ela não designa, portanto, qualquer tipo de ladroagem, sim, a que acontece contra o patrimônio público, destacando-se a que enriquece ilicitamente os que contam com poder de influência sobre a divisão do orçamento público (empreiteiros, banqueiros, poderosos empresários, marqueteiros, políticos, altos funcionários públicos, operadores financistas etc.).

    Eis o retrato/reflexo direto de boa parte do Brasil atual, e, sobretudo do país de Mossoró, praticamente governado há um século por uma família que se imagina nomeada por Deus pra continuar tutelando os direitos, destinos e valores da sociedade mossoroense….!!!!

    ATE´QUANDO ESSE ESTADO DE COISAS ….!!!???

    A RESPOSTA, TAMBÉM TEM PERTENCIMENTO À CADA UM DE NÓS….!!!!

    Umbaraço

    FRANSUÊLDO VIEIRA DE ARAÚJO.
    OAB/RN. 7318.

  5. Robson Carvalho diz:

    como sempre um shouw de informação. que me desculpe os mossoroense! vcs fizeram por merecer! ou aprende a votar ou vai continuar sofrendo! Parabens pela materia amigo!

  6. Lair solano vale diz:

    Sua bancada ” governista ” é tão responsável quanto a atual gestão . Lamentável. O povo ? Como fica ? Pois renovou a Câmara praque ? Kd um Tomaz Neto e suas ” firulas ” e etc e tal

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