segunda-feira - 24/10/2022 - 22:14h
RN

Delegado descarta viés político em tiros durante evento pró-Lula

Por Alivaci Costa (TCM Notícia)

Delegado Cidorgeton Pinheiro narrou incidente (Foto: Reprodução da TCM)

Delegado Cidorgeton Pinheiro narrou incidente (Foto: Reprodução da TCM)

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte descartou motivação política no caso dos disparos de arma de fogo registrados durante uma carreata com a presença da governadora Fátima Bezerra (PT) em um evento pró-Lula em Macaíba/RN, na noite deste domingo (23) – veja AQUI.

Na tarde desta segunda-feira (24), o delegado Cidorgeton Pinheiro, titular da 20ª DP de Macaíba/RN, detalhou à imprensa os rumos da investigação.

“Desde o primeiro momento, a Polícia Civil teve a cautela de coletar informações e provas para determinar esse viés político ou não. O que foi amealhado até o momento converge com entendimento que não há qualquer veiculação política naquela atuação”, disse o delegado.

Ainda de acordo com o delegado, os disparos foram efetuados em decorrência de uma perseguição. Um homem tentava matar outro e o que fugia tentou se esconder no meio do evento político. O homem armado disparou no meio da multidão e feriu o alvo com três tiros. Uma mulher que estava na carreata foi ferida de raspão.

A polícia civil informou que a mulher passa bem e vítima que levou três tiros foi encaminhada ao hospital e encontra-se com quadro estável de saúde.

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segunda-feira - 24/10/2022 - 21:44h
Cultura

Grupo Clowns de Shakespeare celebra 30 anos com filme

A trajetória do grupo natalense Clowns de Shakespeare reflete a essência do teatro de grupo: uma jornada feita de descobertas, encontros, despedidas, desalentos, vitórias e muitos recomeços. Em 2013, o diretor Carito Cavalcanti acompanhou a trupe durante todo o ano, para fazer um documentário em comemoração ao vigésimo aniversário. A falta de verba impediu o grupo de concluir o filme. O projeto ficou suspenso por quase dez anos, até que em 2021 as atividades puderam ser finalmente retomadas.

Grupo tem história "sem fim" contada em filme documental (Foto: divulgação)

Grupo tem história “sem fim” contada em filme documental (Foto: divulgação)

O documentário “Um Filme Sem Fim” será lançado neste mês de outubro, em uma circulação por escolas públicas da capital, levando para os nossos jovens um pouco da história e do talento desse importante grupo de teatro potiguar.

“Um Filme Sem Fim” tem o patrocínio da Prefeitura do Natal e Colégio CEI, via Lei Djalma Maranhão, apoio do SEBRAE-RN, realização Clowns de Shakespeare e Praieira Filmes e coprodução Bobox Produções.

Durante os últimos anos o grupo Clowns de Shakespeare passou por várias transformações. O grupo circulou por todo o Brasil e vários países da América do Sul e da Europa. Em cerca de 1300 apresentações, 26 espetáculos e inúmeras ações pedagógicas e de pesquisa, mais de setenta integrantes entre atores, atrizes e técnicos participaram dessa jornada.

O filme é um recorte pessoal de uma história que parece não ter fim. E talvez não tenha mesmo, pois já é memória enquanto ainda está sendo escrita: o registro de um trabalho coletivo que é feito da mesma matéria dos sonhos.

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segunda-feira - 24/10/2022 - 18:38h
Ética...

Carla Dickson será investigada por sugerir que médicos usem pacientes

Segundo informações do G1 RN e o portal Novo, o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério Público Eleitoral (MPE) passam a investigar discurso da deputada federal e médica Carla Dickson (União Brasil) em evento “Médicos pelo Brasil em prol de Bolsonaro”, que aconteceu no domingo (23), na Associação Médica do Rio Grande do Norte (AMRN), em Natal.

No evento, a deputada pregou que seus colegas médicos deveriam pedir votos, entregar santinhos e escreverem ’22’ em receitas aos pacientes, num momento de fragilização deles e de familiares.

– Furem a bolha, pelo amor de Deus. Peguem o paciente de vocês (…). Entregue o santinho do 22, bote 22 abraços paraa ele na receita – aconselhou a deputada federal bolsonarista, acrescentando um sorriso sarcástico.

No Artigo 40 do Código de Ética Médica, é muito claro que a médica-parlamentar se excedeu. É vedado o comportamento prescrito por ela: “Aproveitar-se de situações decorrentes da relação médico-paciente para obter vantagem física, emocional, financeira ou de qualquer outra natureza (…).”

Em nota, o Conselho Regional de Medicina do RN (CREMERN) afirmou que “não pré-julga pessoas ou instituições pelos seus atos, até porque os procedimentos internos deste Conselho possuem caráter sigiloso, nos termos da legislação vigente”.

Dezenas de médicos e o prefeito natalense Álvaro dias (PSDB), que também é médico, compareceram ao encontro político na entidade.

Carla Dickson é oftalmologista e mulher do também médico e deputado estadual Albert Dickson. Os dois não se reelegeram em 2 de outubro.

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segunda-feira - 24/10/2022 - 17:44h
Granada e tiros

Excessos levam Bolsonaro a mudar tom e ver Jefferson como “bandido”

O presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), mudou o tom e de lado, na relação com o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB), que dia passado recebeu agentes federais à bala e com granada, num sítio de sua propriedade, no interior do RJ (veja AQUI e AQUI).

No curso do impasse, que só após cerca de 14 horas teve desfecho, com rendição do ex-deputado e sua prisão no Presídio de Benfica, Zona Norte do RJ, Bolsonaro foi solidário a Roberto Jefferson.

Com o passar das horas, chegou mesmo a afirmar que sequer tinha foto com eles. Depois, gravou um vídeo alterando o tom: passou a vê-lo como “bandido”, por tratar policiais federais com violência injustificável.

Em entrevista ao portal Metrópoles, nesta segunda-feira (24), ele reforçou nova posição, de olho nos efeitos do episódio em sua campanha.

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segunda-feira - 24/10/2022 - 16:26h
Economia

Aos 90 anos, Porto de Natal volta a receber navio de cruzeiro

O Porto de Natal, que completa 90 anos, recebeu neste domingo (23) o primeiro navio de cruzeiro após a pandemia de Covid-19. Foi o Silver Cloud, operado pela Silversea Cruises, a marca de luxo do conglomerado de linhas de cruzeiro do Royal Caribbean Group. Tem capacidade para 254 hóspedes e uma tripulação de 212 pessoas.

Silver Cloud é o primeiro navio de cruzeiro a aportar no RN, pós-pandemia (Foto: Codern)

Silver Cloud é o primeiro navio de cruzeiro a aportar no RN, pós-pandemia (Foto: Codern)

A embarcação de luxo veio de Mindelo em Cabo Verde e após Natal o próximo destino é Salvador (BA).

São esperados, até abril de 2023, mais oito navios. O primeiro recebido tem bandeira das Bahamas e 17.400 toneladas. Os ocupantes passaram o dia em passeios pela capital e praias do Rio Grande do Norte, movimentando a economia local e deixando uma média de 200 dólares cada.

A atracação de cruzeiros foi proibida desde março de 2020, logo após a confirmação dos primeiros casos de Covid. Portanto, o setor foi um dos mais afetados e agora inicia a retomada de uma atividade importante para o Porto de Natal e o turismo como um todo. A estimativa é que a nova temporada movimente R$ 3,3 bilhões no país.

História

O Porto de Natal completa 90 anos nesta segunda-feira (24). Foi inaugurado em 1932 durante o Governo de Getúlio Vargas. A obra foi gerenciada pelo engenheiro Hildebrando de Góis que na época chefiava a extinta Inspetoria Fiscal dos Portos, Rios e Canais com sede no Rio de Janeiro. O engenheiro Décio Fonseca foi o primeiro administrador do Porto de Natal.

Passa por uma fase de expansão de atividades e procura de novos negócios. Nos últimos dias embarcou toneladas de açúcar e recebeu equipamentos da 3R Petroleum, além das movimentações já existentes de exportação de frutas para a Europa e a importação de trigo para o Grande Moinho Potiguar.

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segunda-feira - 24/10/2022 - 10:50h
Rotina

Fogo, fogo no Vale do Açu

Incêndio ontem (domingo, 23) em Mendubim e redondezas deixou um estrago grande em cercas e pastagens, além de ter ocasionado mal-estar e falta de ar em várias pessoas, com muita fumaça e fuligem nas residências.

A vegetação seca, a alta temperatura e a ação do homem de forma criminosa têm ocasionado vários incêndios em toda a região. A unidade dos Bombeiros em Assu tem atuado diurtunamente para debelar os focos de fogo.

Mendubim fica a 8km da cidade do Assu, região do Vale do Açu.

Informações de Lucílio Filho, jornalista-radialista diretor da Princesa FM, com vídeo de pessoas da comunidade.

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segunda-feira - 24/10/2022 - 08:42h
PF camarada

Negociação de ‘compadres’ garante rendição de ‘Rambo’ Jefferson

Vídeo com negociação entre ‘compadres’ da Polícia Federal e “Rambo” Jefferson, após ele atirar com fuzil e jogar granada contra agentes, é hilariante.

Se for novo protocolo da PF, sempre que for atacada, será modelo para o Mossad e FBI. No morro e periferia agirão assim também?

O ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) recebeu agentes da PF com tiros de fuzil e granada num sítio seu, nesse domingo (23), interior do RJ.

Ordem de prisão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi rechaçada com violência. Só muitas horas depois, madrugada desta segunda-feira (24), Jefferson foi transferido para o Presídio de Benfica (Zona Norte do RJ).

Inicialmente, sua prisão foi por desobediência a medidas de prisão domiciliar que cumpria. Em seguida, o ministro Moraes determinou prisão sob acusação de tentativa de homicídio.

Uma policial e um delegado federais saíram levemente feridos ontem, atacados por Roberto Jefferson.

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domingo - 23/10/2022 - 23:58h

Pensando bem…

“Tenha o seu interior em ordem. O exterior se resolverá automaticamente.”

Eckhart Tolle

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domingo - 23/10/2022 - 23:26h
Mossoró

Bolsonarismo mostra empolgação em grande número

O bolsonarismo mostrou-se empolgado e numeroso em Mossoró nesse sábado (22). Carreata/passeata na descida da Avenida Presidente Dutra, até o Centro da cidade. cobriu o trajeto de verde e amarelo.

Movimentação desceu a Avenida Presidente Dutra para o Centro da cidade (Foto: Blog Ismael Sousa)

Movimentação desceu a Avenida Presidente Dutra para o Centro da cidade (Foto: Blog Ismael Sousa)

Braga Netto foi a principal atração da movimentação política (Foto: Blog Ismael Sousa)

Braga Netto foi a principal atração da movimentação política (Foto: Blog Ismael Sousa)

Participaram do evento o senador eleito Rogério Marinho (PL), os deputados eleitos General Girão, Sargento Gonçalves (PL)), Coronel Azevedo (PL), o prefeito de Natal Álvaro Dias (PSDB), presidente da Câmara Municipal de Mossoró Lawrence Amorim (Solidariedade) e o candidato a vice-presidente General Braga Netto (PL).

Em palanque montado na Avenida Santos Dumont, a movimentação foi concluída com discurso de vários oradores exaltando o nome do presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL).

P.S – Segundo relatos de fontes confiáveis e vídeo que nos chegaram após postagem, o candidato a vice-presidente questionou posição de distância da campanha do prefeito local Allyson Bezerra (Solidariedade), puxando vaias de manifestantes.

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domingo - 23/10/2022 - 20:58h
Domingo tenso

Movimentações do PT têm tiros em Natal e Macaíba

Da FM 96 de Natal E Canal BCS

Governadora Fátima e correligionários precisaram ser retirados de evento (Foto: divulgação)

Governadora Fátima e correligionários precisaram ser retirados de evento (Foto: divulgação)

Uma semana antes da eleição no segundo turno, parece que o clima eleitoral “esquentou de vez”. Além do caso envolvendo Roberto Jefferson e a Polícia Federal, na Grande Natal também ocorreram episódios com tiros, ambos em eventos com pessoas do PT.

Um deles foi noticiado pela jornalista Thaisa Galvão, que apontou “atiraram em dois carros com bandeiras e adesivos do PT e de Lula”. Foi em Ponta Negra, em frente ao bar ‘O Fuxico’, na rua por trás do Bar Curió.

As donas dos carros, que haviam participado de um adesivaço de Lula, estavam no bar com música ao vivo e muito barulho, e quando saíram se depararam com marcas de tiro em seus carros. A Polícia foi chamada mas não conseguiu identificar quem atirou.

Tiros em Macaíba

Não foi só. Em Macaíba, um evento da governadora Fátima Bezerra (PT) teve um momento de tensão quando dois homens em uma moto teriam dados tiros para cima.

A coordenação da campanha “Lula Presidente” no RN emitiu nota sobre o incidente. Veja abaixo:

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, e todos que a acompanhavam em atividade política no começo da noite deste domingo (23), em Macaíba, estão bem.

Ninguém da comitiva foi atingido pelos tiros disparados por um homem que trafegava em motocicleta nas proximidades do evento.

A equipe de segurança da governadora agiu prontamente para proteger os participantes da atividade e, desde o momento do ocorrido, as polícias Civil e Militar estão fazendo diligências para apurar os fatos.

ÚLTIMA HORA – Em seu Twitter, às 21h11, a governadora Fátima Bezerra postou: “Galera, estou bem. Confio plenamente na segurança do Estado, e informo que as polícias Civil e Militar estão trabalhando para esclarecer o ocorrido em Macaíba.”

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  • Art&C - PMM - Abril de 2025 - 04-05-2025
domingo - 23/10/2022 - 19:14h
Brasil real

Roberto Jefferson resiste à ordem de prisão com tiros de fuzil e bomba

“Talvez estejamos na hora de ir pra desobediência civil”, alerta cientista político na Jovem Pan

O ex-deputado federal Roberto Jefferson atirou em policiais federais que foram cumprir o mandado de prisão determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no começo da tarde deste domingo (23), na cidade de Comendador Levy Gasparian, no interior do Estado do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela PF e pelo advogado de Jefferson, Luiz Gustavo Cunha.

Viatura da Polícia Federal ficou com várias marcas de tiros disparados por Jefferson (Foto: Reprodução)

Viatura da Polícia Federal ficou com várias marcas de tiros disparados por Jefferson (Foto: Reprodução)

Jefferson cumpria prisão domiciliar, determinada no inquérito sobre uma organização criminosa que atenta contra o Estado Democrático de Direito.

Ele descumpriu várias medidas da prisão domiciliar, como passar orientações a dirigentes do PTB, receber visitas, conceder entrevista e compartilhar fake news que atingem a honra e a segurança do STF e seus ministros, como ao ofender a ministra Cármem Lúcia.

Por causa de todos estes descumprimentos, Alexandre de Moraes revogou a prisão domiciliar e determinou sua volta à prisão.

Marcas de tiros

Neste domingo (23), a Polícia Federal foi cumprir a ordem de prisão e foi atacada por Roberto Jefferson com granada e fuzil. Defesa do ex-parlamentar minimizou, falando em “bomba de efeito moral”. Dois agentes foram feridos.

Uma policial foi alvejada de raspão na cabeça e perna, e um delegado com estilhaços na cabeça, apurou o UOL. Pelo menos 20 tiros foram disparados por ele. Uma viatura ficou com marcas de vários tiros.

Jair Bolsonaro repudiou as ofensas a Cármem Lúcia e a ação armada, mas criticou o inquérito do STF e determinou a ida do ministro da Justiça, Anderson Torres, ao local. A presença do ministro foi um pedido do próprio Roberto Jefferson, informa o colunista Valdo Cruz.

Apoiadores de Jair Bolsonaro também foram para a porta da casa de Roberto Jefferson e hostilizaram a imprensa que está no local. Um repórter cinematográfico foi agredido.

Roberto Jefferson já apareceu em redes sociais fazendo provocações diversas, portando armas de fogo (Reprodução)

Roberto Jefferson já apareceu em redes sociais fazendo provocações diversas, portando armas de fogo (Reprodução)

No dia anterior, em vídeo, Jefferson – que é alidado do presidente Jair Bolsonaro – comparou a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), a “prostitutas arrombada e vagabundas”.

Aparecer armado e fazendo provocações, a propósito, consta do currículo dele. Em 2021 apareceu com pistolas em punho soltando provocações contra embaixador chinês (veja AQUI), numa live em redes sociais.  Em outro vídeo ao vivo, esbravejou com duas pistolas em cartucheiras presas ao corpo (veja AQUI).

Para  cientista político Marcelo Suano, que foi ouvido hoje pela Jovem Pan de São Paulo,

“Jefferson está indicando que talvez estejamos na hora de ir pra desobediência civil”,

Já agora à noite, Roberto Jefferson aceitou entregar armas, convencido pelo Padre Kelmon (PTB), que foi candidato a presidente da República este ano. O ex-deputado federal aguardava chegada em sua casa do ministro da Justiça. Acabou sendo preso sem oferecer mais resistência.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Com informações do G1, UOL, Canal BCS e outras fontes.

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domingo - 23/10/2022 - 13:30h

Maranhão – Capítulo XI

Por Inácio Augusto de Almeida 

Lázaro de Melo, com suas feições disformes, mais lembrava uma destas figuras saídas do folclore. O nariz bastante largo, apesar de não ser negro, os olhos muito juntos, os dentes irregulares, a boca torta e enfeiada por lábios excessivamente grandes, como se estivessem eternamente inchados.homem e mulher, banco de praça, praça, homem, mulher, casal separado, separação

O corpo era empenado, como se vivesse sempre a carregar um peso num dos lados. Tinha um andar descompensado. Mas era o irmão de Luzia.

Beckman não conseguia entender como uma mulher da fibra de Luzia tinha como irmão um tipo como Lázaro. Se ela era a coragem, Lázaro era a covardia. A lealdade e a perfídia estavam postas em corpos diferentes, porém da mesma origem familiar.

Beckman amava Luzia. E por amá-la, tinha que aceitar o tipo desprezível. Afinal, Lázaro era o único membro da família de Luzia que restava. Viúva e sem filhos, ainda jovem, restara-lhe apenas aquele irmão. E por ele sentia-se responsável, já que perderam os pais quando ainda eram crianças.

O maior contraste estava na aparência de ambos. Luzia era de uma beleza quase indescritível. Corpo esbelto, pele macia, olhos negros de um brilho exagerado. Seios firmes, coxas roliças. Enfim, um corpo perfeito. E o rosto era de uma beleza angelical.

Difícil acreditar que fossem irmãos. Na verdade, não tinham nada em comum. Nem o corpo, nem o espírito.

Mas eram irmãos.

ACOMPANHE

Leia tambémMaranhão – Capítulo I;

Leia tambémMaranhão – Capítulo II;

Leia tambémMaranhão – Capítulo III;

Leia tambémMaranhão – Capítulo IV;

Leia tambémMaranhão – Capítulo V;

Leia tambémMaranhão – Capitulo VI;

Leia tambémMaranhão – Capítulo VII;

Leia também: Maranhão – Capítulo VIII;

Leia tambémMaranhão – Capítulo IX;

Leia também: Maranhão – Capítulo X.

Inácio Augusto de Almeida – Boêmio/Sonhador

(Continua no próximo domingo)

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Categoria(s): Conto/Romance
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domingo - 23/10/2022 - 12:50h

Para onde vamos?

Por Ney Lopes

A pesquisa do Datafolha é o retrato 3×4 do atual quadro eleitoral brasileiro. Confirma-se que não há provável vencedor ou vencido, por antecipação.

Há dúvidas sobre certos movimentos e reações do eleitor brasileiro, ainda não totalmente fotografados nas pesquisas.bolsonaro-lula-prismada-848x477

O país assiste a disputa do segundo turno entre Lula e Bolsonaro, que é o terceiro mais apertado, desde 1989.

A balança eleitoral mantem-se imprevisível.

O “gargalo” de Lula é o crescimento de Bolsonaro em SP, RJ, MG e o Sudeste em geral, o maior colégio eleitoral do país.

Com a “zebra solta” ambos candidatos tentam evitar a abstenção.

Em 2018, 3% do eleitorado que votou no primeiro turno não foi votar no segundo.

Se isso acontecer em 2022, significaria que mais 4 milhões e meio de pessoas deixariam de votar.

A incógnita é saber de quem seriam esses eleitores.

Como mero palpite, admito que dois fatores centrais influirão decisivamente na decisão final do eleitor.

De um lado, o temor da tendência autoritária de Bolsonaro que, caso saia fortalecido pelas urnas, poderá tentar implantar uma “democracia” ao seu modo no país, no estilo de Erdogan, na Turquia.

Bolsonaro também se considera irmão do político de ultradireita na Hungria, Viktor Orban que combate o sistema judiciário húngaro e entidades de direitos humanos.

De outro lado, o temor de que se repitam os fatos públicos e notórios de corrupção nos governos petistas, com devoluções de somas astronômicas de dinheiro público.

Todos esses temores são agravados, em razão do lulismo e do bolsonarismo terem seguidores, que embora não sendo maioria, formam verdadeiras seitas, com “bolsões” de fanáticos, intolerantes, descompensados, que não raciocinam, apenas repetem “chavões” e se consideram acima do bem e do mal.

O que se observa é que a polarização leva consigo um aprisionamento ao passado dos dois candidatos e o medo de que por isso o futuro seja comprometido.

Não há preocupações com propostas e visões do futuro do país.

A força de Lula surge no ódio a Bolsonaro.

A força de Bolsonaro do ódio a Lula.

A história das eleições presidenciais brasileiras mostra que as campanhas eram diferentes.

Tradicionalmente, antes da explosão do ambiente polarizado, campanhas presidenciais envolviam o mínimo de proposições sobre o futuro, num jogo onde o eleitor aceita perspectivas de um futuro melhor do que o existente.

Hoje nada disso existe.

Situação muito difícil.

Para onde vamos?

Deus nos proteja!

Ney Lopes  é advogado, jornalista e ex-deputado federal

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Categoria(s): Eleições 2022 / Política
domingo - 23/10/2022 - 12:14h

Xeretando e pedindo mais

Por Marcelo Alves

Por esses dias, andei xeretando o site do Supremo Tribunal Federal. Nada daquilo que alguém afeito a teorias da conspiração porventura esteja pensando. Era uma pesquisa simples, para saber a quantas anda a edição de enunciados da Súmula Vinculante do STF.

Como muitos sabem, sou um fã do instituto da Súmula. A “original”, dita não vinculante, que remonta à década de 1960, quando o STF, sufocado pelo acúmulo de processos pendentes de julgamento, a imensa maioria versando sobre questões idênticas, após alteração em seu regimento (em agosto de 1963) e enorme trabalho da Comissão de Jurisprudência composta pelos Ministros Gonçalvez de Oliveira, Pedro Chaves e Victor Nunes Leal (este último seu relator e grande mentor), em dezembro de 1963, decidiu publicar oficialmente, pela primeira vez, a Súmula da sua jurisprudência, para vigorar a partir de março de 1964.

Leal foi mentor da Súmula Vinculante (Foto: Web)

Leal foi mentor da Súmula Vinculante (Foto: Web)

Então (e depois assim continuou, é bom registrar), a edição da Súmula – e dos seus vários enunciados individualmente –, foi resultado de um processo específico que passou pela escolha dos temas, discussão técnico-jurídica, aprovação e, ao final, publicação para conhecimento de todos e vigência. A Súmula era e é uma bússola na selva do direito brasileiro. Uma enorme sacada, de fato!

E sou também fã da chamada Súmula Vinculante (do STF). Como disposto no art. 103-A da Constituição Federal, o STF “poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei”.

Esses enunciados/súmula terão por “objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica”. Quer melhor? Eu acho o máximo! Inclusive, foi tema da minha dissertação de mestrado na PUC/SP e do meu primeiro livro, “Do precedente judicial à súmula vinculante” (Juruá, 2006).

Mas o fato é que me decepcionei com o que vi. E não foi a primeira vez. O STF tem sido parcimonioso na edição dos tais enunciados vinculantes. Muito parcimonioso. Talvez eles estejam querendo focar apenas nos chamados “temas de repercussão geral”, produzindo, na prática, quase os mesmos efeitos (vinculantes) da Súmula. Ou porque a confusão lá, no STF, esteja tão grande, com tanta coisa para lidar, que eles estejam sem tempo para “alimentar” a minha querida Súmula.

Constatei que até hoje só foram editados 58 enunciados vinculantes. Nos últimos 5 anos apenas 3. É quase nada. E há temas tão importantes, tão caros, tão atuais, para a sociedade como um todo (e, para mim, especialmente, confesso), que mereceriam ser sumulados. Como é o caso do Enunciando Vinculante 57 (de abril de 2020), que versa sobre a tributação de livros eletrônicos (e-books) dispondo: “A imunidade tributária constante do art. 150, VI, d, da CF/88 aplica-se à importação e comercialização, no mercado interno, do livro eletrônico (e-book) e dos suportes exclusivamente utilizados para fixá-los, como leitores de livros eletrônicos (e-readers), ainda que possuam funcionalidades acessórias”.

Quer algo mais atual? Aliás, no precedente (RE 330817) que levou à elaboração do citado enunciado, afirmou o Ministro Dias Toffoli: “as mudanças históricas e os fatores políticos e sociais presentes na atualidade, seja em razão do avanço tecnológico, seja em decorrência da preocupação ambiental, justificam a equiparação do ‘papel’, numa visão panorâmica da realidade e da norma, aos suportes utilizados para a publicação dos livros. (…). Embora esses aparelhos não se confundam com os livros digitais propriamente ditos (e-books), eles funcionam como o papel dos livros tradicionais impressos e o propósito é justamente mimetizá-lo”.

Por fim, aqui rogando por enunciados com esse tipo de conteúdo, ainda milito em causa própria. Ter livros, físicos ou eletrônicos, mais baratos é tudo. E isso inclui os seus suportes, seja o bom e velho papel ou uma tela medida em megapixels. Uma enorme sacada! O máximo!

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador regional da República e doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL

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Categoria(s): Crônica
  • Art&C - PMM - Abril de 2025 - 04-05-2025
domingo - 23/10/2022 - 10:52h

Quando fui estudante e professor

Por Odemirton Filho 

O primeiro dia de aula na Faculdade de Direito na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) foi marcado por uma grande expectativa. Lembro-me como se fosse hoje. E faz mais de vinte anos.

A primeira aula foi com uma juíza. Apresentou-nos, em linha gerais, o curso. Falou sobre os desafios e encantos da área jurídica. Quando se ingressa no curso de Direito a maioria dos alunos pretende ser juiz. Outros, sonham em ser promotores de Justiça. Existem aqueles que querem advogar. No Direito, sem dúvida, há diversas oportunidades profissionais.

Foto ilustrativa Getty Image

Foto ilustrativa Getty Image

Como primeira atividade a ser apresentada na aula seguinte, a professora nos mandou pesquisar sobre o livro O Caso dos Exploradores de Caverna.  

Fiquei tenso no dia da apresentação; suava frio; as mãos geladas. Aos poucos fui me adaptando ao ambiente acadêmico. No início são ofertadas as chamadas disciplinas propedêuticas, ou seja, disciplinas iniciais. Sociologia, Filosofia, Introdução ao Estudo do Direito, entre outras.

Lembro-me de Direito Romano, lecionado pelo padre Sátiro Cavalcanti Dantas. Nas aulas, ele desfiava toda a sua erudição e conhecimento. Um português escorreito. Vez ou outra enveredava pelo latim. O Direito Romano, para quem não sabe, é base para todo o arcabouço jurídico ocidental. Até hoje muitos dos institutos jurídicos, criação dos romanos, são aplicados.

Depois vieram as aulas de Direito Civil, Constitucional, Penal, Processo Penal, Direito do Trabalho e tantas outras da grade curricular.

A maioria dos alunos se apaixona pelo Direito Penal. Havia discussões acaloradas em sala de aula sobre um ou outro tema criminal. Quem não gosta de ver os debates entre a acusação e a defesa no palco do Tribunal do Júri? A oratória de promotores e advogados fascina os alunos.

Eu, particularmente, não me “apaixonei” pelo Direito Penal. Sempre preferi o Direito Civil e o Direito Processual Civil. Por gostar de política, uma das minhas disciplinas preferidas sempre foi, e ainda é, o Direito Eleitoral.

Tive excelentes professores. Contudo, para não cometer o pecado do esquecimento, rendo homenagem a todos, lembrando-me da querida e saudosa professora Heldery Negreiros e as aulas de Direito Administrativo; suas inseparáveis fichas de aula.

Mas não só de estudos vivia a turma, é claro. Havia as brincadeiras, as conversas, as brigas; a fila para “tirar” xerox. Sempre gostei de sentar no “fundão”, ali, eu tinha uma visão privilegiada da sala de aula. Alguns alunos gostavam de ir ao bar do Robert´s para jogar conversa fora e tomar umas.

Ficávamos no intervalo, ou quando existia aula vaga, sentados nos bancos do lado de fora das salas, sob as árvores, conversando. Cada um tinha um sonho. Uma vida. Uma história para contar. Sonhar é um incentivo para se buscar e concretizar os nossos objetivos na vida.

Fiz bons amigos, com os quais compartilhava projetos. Muitas vezes, ia e voltava de carona para a UERN. Cursar a faculdade, já casado, foi uma luta medonha. Após um dia de trabalho, chegava da faculdade e ia estudar até a madrugada. Para aguentar o tranco, tomava café e Coca-Cola.

Noutros tempos, alguns alunos ficavam na subida da ponte do Alto de São Manoel ou na Cobal, esperando carona. Sim, milhares de alunos enfrentaram, e enfrentam, dificuldades para estudar, inclusive maiores, não era um “privilégio” meu.

Passaram-se cinco anos. Veio a festa de formatura. A alegria e a emoção. Tudo valeu a pena. Cada um seguiu o seu rumo. Há juízes, delegados, servidores da Justiça, defensores públicos, advogados egressos de minha turma. Alguns colegas, porém, por já exercerem outras atividades, queriam apenas concluir a graduação.

Pois bem. Já formado, lecionar nunca esteve em meus planos. Contudo, a vida nos leva por caminhos nem sempre planejados.  Assim, em 2004, ingressei na Universidade Potiguar (UnP) como professor. A UnP ainda estava se consolidando em Mossoró, funcionando no prédio do Colégio Diocesano Santa Luzia. A primeira disciplina que lecionei foi Sociologia Jurídica.

Foram anos à frente de disciplinas com as quais tenho afinidade, como o Direito Processual Civil. Citação, intimação, penhora de bens, reintegração de posse, pensão de alimentos, entre outros processos da área cível, fazem parte do meu dia a dia na Justiça. Sem esquecer, é claro, das diligências criminais. Além disso, lecionei Direito Eleitoral, por ter sido advogado nessa área.

Como sabemos, aluno é aluno. As conversas, “as colas” e os grupinhos fazem parte de toda e qualquer sala de aula, sem falar nas recorrentes frases: “Professor, a atividade vale ponto”? Professor, o trabalho pode ser em dupla? “Professor, deu um branco agora na hora da prova”.

Todavia, a sala de aula também tem os seus momentos de descontração. Eu contava uma piada para “prender” a atenção da turma, e costumava falar sobre a minha atividade enquanto oficial de Justiça, de alguma diligência mais complicada e, por vezes, engraçada.

Com o tempo vamos conhecendo a melhor forma de lecionar, de se relacionar com a turma. Entretanto, mesmo com vários anos lecionando, no primeiro de aula, eu ainda sentia um frio na barriga.

Com a experiência o professor vai conhecendo os alunos. O conversador; o “rolando lero”; o sabe tudo; o tímido. Existiam aqueles que ficavam consultando os livros para fazer uma ou outra pergunta para avaliar o conhecimento do docente.

É preciso ter jogo de cintura, não só conhecimento. Às vezes, o profissional domina profundamente a matéria, é doutor na área, mas não consegue ser didático em sua exposição.

Na apresentação de seminários eu via muitos alunos nervosos. Presenciei alunos saírem correndo da sala de aula com medo de ficar diante da turma. Era preciso muita conversa para convencê-lo a apresentar o trabalho. Realizar prova oral, então, era um Deus nos acuda. Nessas horas, lembrava do meu tempo de estudante.

Participei de inúmeras bancas de avaliação de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Após a apresentação, alguns alunos reconheciam como era difícil lecionar, pois ficavam nervosos para apresentar um tema que tinham conhecimento ou, pelo menos, deveriam ter.

Foram quinze anos na docência, proporcionando-me amadurecimento pessoal e profissional. Ensinar é um aprendizado constante. Como disse, nunca esteve em meus planos seguir a carreira acadêmica. A vida exigiu. Muitos colegas, porém, seguiram por esse caminho.

De vez em quando, lembranças vem à memória; quando fui estudante e professor. E bate saudades daqueles tempos.

Enfim, ainda sou um estudante, aprendendo as lições da vida.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

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Categoria(s): Crônica
domingo - 23/10/2022 - 06:30h

A cidade que nunca leu um livro – Romance – Capítulo 19

Um tiro certeiro

Por Marcos Ferreira

Assustado, com receio de ser morto até dentro da própria casa, Jaime passava o tempo inteiro recluso e sem tirar o tresoitão do cós da bermuda. Vez por outra espiava a rua por uma fresta da janela. Durante um tempo, mesmo refugiado no seu domicílio, acalentou a possibilidade de realizar um revide contra os homens que o balearam há duas noites na Rua Padre Mota, a poucos metros de sua residência.Um tiro certiro - ilustração

No entendimento dele, os atiradores não eram outros senão capangas de Mauro Mosca, vulgo Rato Branco. Para isso, portanto, Jaime considerou que o amigo João Claudione o ajudaria em tal empreitada, tendo em vista que, não muito antes, o próprio Claudione afirmara que os comparsas de Rato Brancos seriam eliminados um após o outro.

O problema é que Jaime não sabia que Claudione enfim caíra nas garras da polícia, que fez um pente-fino na sua propriedade rural e apreendeu todo o arsenal bélico do fora da lei e destruiu suas instalações de armazenamento e refino de cocaína. A prisão de Claudione foi determinada por um juiz federal da 13ª Vara de Mondrongo. A ação contou com a participação das polícias civil, militar e federal.

Antes de ser apanhado, todavia, João Claudione teve tempo de destruir o chip do telefone e jogar o aparelho fora, pois uns cinco minutos antes ele recebera um telefonema de um policial militar que fazia parte de sua folha de pagamento. O informante de Claudione tomou conhecimento da ação de última hora e avisou o contraventor imediatamente, salientando que ele destruísse o chip e se livrasse do celular. Assim foi feito. Tal evento explica porque Jaime ligou diversas vezes para o amigo criminoso e as chamadas sempre caíam na caixa de mensagens. Ele também cogitou acionar Reginaldo Marinho para ir com ele até a propriedade de Claudione, mas achou melhor não botar a cara na rua naquele momento. Esperaria o cheiro da pólvora se dissipar.

Diante da inexplicável falta de contato com Claudione, Jaime desistiu de investir contra o empresário e ex-jornalista Rato Branco e os seus inseparáveis comparsas. Sentindo-se encurralado, ainda usando o colete à prova de balas e com o pau de fogo na cintura, preferiu se contentar com a promessa que Luciano Aires lhe fizera, a de levá-lo até o vizinho município de Vila Negra e abrigá-lo em seu apartamento no elitizado Condomínio Anatólia, em área nobre daquele município.

Cerca de vinte e quatro horas depois, entre as duas e três da madrugada, Luciano parou a Toyota Hilux diante da casa de Jaime e deu uma leve buzinada. O escritor pôs os pés na rua olhando para os lados a todo instante. Na soleira da porta, de braços cruzados, Laura recebeu um beijinho rápido e assistiu ao marido debandar com duas mochilas, uma nas costas e a outra presa por uma das alças num só lado do ombro.

Ele acenou para ela da janela do veículo e, após colocar o cinto de segurança, imediatamente fechou o vidro da caminhonete. Nesse instante, talvez um tanto paranoico, Jaime considerou o quanto seria apropriado se o carro de Luciano Aires, a exemplo de seu milagroso colete, também contasse com uma boa blindagem à prova de balas.

Na calada da noite, então, armado com um trinta e oito de grosso calibre, trajando outra jaqueta jeans que ocultava o resistente colete, o autor de A Cidade que Nunca leu um Livro deixou Mondrongo a fim de acalmar os pensamentos e postar seu romance nos Correios de Vila Negra o mais depressa possível. Em uma das mochilas se encontravam as três cópias da referida obra devidamente encadernadas. Pois naquela mesma noite o seu amigo Raimundo Gilmar lhe entregara o material.

Alguns quilômetros depois, logo que ultrapassaram o viaduto da Rodovia 315, Jaime e Luciano perceberam que estavam sendo seguidos possivelmente por uma picape de cor cinza. Luciano, que também se encontrava armado com uma pistola, mantinha um olho no retrovisor e o outro na estrada. Jaime, contudo, de quando em quando girava o pescoço e olhava para trás. Durante dez ou vinte quilômetros a picape se manteve a uma distância estratégica da Hilux de Luciano. Jaime retirou o revólver da cintura e ficou com ele pronto para qualquer investida dos prováveis capangas de Rato Branco. Isto porque os homens de Mauro Mosca haviam ido ao cemitério na manhã e na tarde seguintes e não toparam com o enterro do indivíduo que eles alvejaram.

— Só pode ser eles, Luciano! — afirmou Jaime.

— É bem possível. Baixe seu vidro e fique pronto.

— Quer que eu troque tiros com esses bandidos?

— Você deve acertar apenas o motorista, Jaime.

— Entendi. Mas isso não é tão simples, amigo.

— É a melhor maneira de nos livrarmos deles.

— Você sabe que os outros vão atirar na gente.

— É como eu falei: acerte o motorista e pronto.

— Ora! Não sou um atirador de elite, Luciano.

— Bom, terá que ser. Acerte o cara na cabeça.

— Você está armado. Consegue atirar também?

— Pode confiar que sim. Eu já fiz aulas de tiro.

— Prepare-se! Eles estão se aproximando rápido.

— Não se esqueça. Atire somente no motorista.

— Você consegue dar conta dos outros sozinho?

— Vou tentar. Não temos outra opção, Jaime.

Antes que eles emparelhassem, os homens da picape começaram a disparar contra o veículo de Luciano. Um dos projéteis estilhaçou o vidro traseiro, fazendo com que os dois ocupantes da Hilux se abaixassem instintivamente. Daí a pouco, em alta velocidade, estavam emparelhados. Jaime apoiou a arma na porta e mirou no motorista. Errou os três primeiros disparos, contudo acertou o alvo na cabeça no quarto balaço. Descontrolada, a picape desceu a ribanceira e explodiu. Luciano freou o carro devagarinho, deu marcha a ré e se certificou do fim dos inimigos, três pistoleiros de Rato Branco. Enquanto isso Jaime tinha as mãos trêmulas, porém suspirou aliviado. Alguns motoristas foram parando para ver o carro em chamas e Luciano deixou o local.

— Você acertou na mosca, rapaz — disse Luciano com uma ponta de riso. — Não fosse por isso talvez agora nós estivéssemos mortos.

— Não tivemos outra opção. Era nós ou eles.

— Seu tiro pareceu o de um atirador de elite.

— Isso foi apenas sorte. Sorte de principiante.

Nesse tiroteio Jaime e Luciano saíram ilesos.

Duas horas depois chegaram em Vila Negra.

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Leia tambémA cidade que nunca leu um livro – Prólogo;

Leia tambémA cidade que nunca leu um livro – Capítulo 2;

Leia tambémA cidade que nunca leu um livro – Romance – Capítulo  3;

Leia tambémA cidade que nunca leu um livro – Romance – Capítulo 4;

Leia tambémA cidade que nunca leu um livro – Romance – Capítulo 5

Leia tambémA cidade que nunca leu um livro – Romance – Capítulo 6;

Leia tambémA cidade que nunca leu um livro – Romance – Capítulo 7;

Leia também: A cidade que nunca leu um livro – Romance – Capítulo 8;

Leia tambémA cidade que nunca leu um livro – Romance – Capítulo 9;

Leia tambémA cidade que nunca leu um livro – Romance – Capítulo 10;

Leia tambémA cidade que nunca leu um livro – Romance – Capítulo 11;

Leia tambémA cidade que nunca leu um livro – Romance – Capítulo 12;

Leia tambémA cidade que nunca leu um livro – Romance – Capítulo 13;

Leia tambémA cidade que nunca leu um livro – Romance – Capítulo 14;

Leia tambémA cidade que nunca leu um livro – Romance – Capítulo 15;

Leia tambémA cidade que nunca leu um livro – Romance – Capítulo 16;

Leia tambémA cidade que nunca leu um livro – Romance – Capítulo 17;

Leia também: A cidade que nunca leu um livro – Romance – Capítulo 18.

Marcos Ferreira é escritor

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  • Art&C - PMM - Abril de 2025 - 04-05-2025
sábado - 22/10/2022 - 23:56h

Pensando bem…

“Os homens são sempre contra a razão, quando a razão é contra eles.”

Napoleão Bonaparte

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sábado - 22/10/2022 - 20:22h
Eleições 2022

Câmara dos Deputados tem menor renovação desde pleito de 1998

Do Poder 360

São 227 os novos integrantes da Câmara Federal nestas eleições, a menor renovação desde 1998. Quando se exclui dessa conta os que já ocuparam algum cargo ou os que têm parentes na política, no entanto, sobram apenas 39. A maioria dos novatos está em partidos do chamado “centrão”, conservadores ou tradicionais, como PL (14), União Brasil (6) e MDB (4). Há 10 legendas sem nenhuma novidade entre os eleitos.partidos-novatos-camara-drive-20-out-2022_info-1-1670x2048 - Eleições 2022 - Partidos com mais novatos na Câmara Federal

Os dados são de levantamento do Instituto Millenium, e mostram que a renovação política efetiva da Câmara foi de 7,6%, muito abaixo da taxa que conta simplesmente os candidatos que chegaram à Casa sem disputar a reeleição –esta, de 44,24%. O critério não considera “novatos” pessoas com vida política notória, mas que nunca venceram uma eleição.

Isso inclui entre políticos novos Guilherme Boulos (Psol) e o líder caminhoneiro Zé Trovão (PL-SC). Ou seja, o número de novidades, de fato, é ainda menor. Leia aqui a lista dos novatos do levantamento.

Para chegar aos 39 nomes, o Instituto Millenium excluiu da conta: candidatos que ocupam cargo eletivo; candidatos que já ocuparam cargos eletivos; parentes de políticos; ex-ministros e ex-secretários.

MG com mais novatos

Esses critérios excluíram da conta da renovação nomes conhecidos que tomarão posse na Câmara em 2023, como o ex-presidente do Senado Eunício Oliveira (MDB-CE) e a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (MDB). No recorte por Estados, Mato Grosso teve metade dos 8 deputados eleitos sem vínculo pregresso com a política tradicional. Em número absoluto, Minas Gerais elegeu mais novatos (6).partidos-novatos-camara-drive-20-out-2022_info-1-cópia-1461x2048 - Estados com mais novatos na Câmara dos Deputados 2022 - Eleições 2022

Os autores do estudo do Millenium são o cientista político e presidente da Enap (Escola Nacional de Administração Pública), Diogo Costa, o cientista de dados Wagner Vargas e a gerente de conteúdo do instituto, Priscila Chammas. Em sua análise sobre os deputados eleitos em 2022, eles destacam casos de herdeiros políticos por apadrinhamento pela nomeação para ministérios e secretarias, e não por laços de parentesco.

Citam o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello (PL-RJ), o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (PL-SP) e o ex-secretário especial de Cultura Mário Frias (PL-SP), “todos ocupantes de cargos de natureza especial do presidente Jair Bolsonaro (PL)”.

Entraram na conta também 10 integrantes de forças de segurança (coronéis, delegados e sargentos), esportistas e influenciadores digitais.

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sábado - 22/10/2022 - 19:38h
Cultura

Festuern leva mais de 4 mil pessoas ao teatro em sua 16ª edição

Tradicional no calendário educacional e cultural do Rio Grande do Norte, o Festival de Teatro da Universidade do Estado do RN (UERN), o Festuern, terminou nesta sexta-feira (21) com apresentações artísticas e premiações aos melhores espetáculos e artistas, no Teatro Lauro Monte Filho, em Mossoró. O 16° Festuern teve, entre artistas e público, mais de 4 mil pessoas durante toda a semana, a maioria delas crianças e adolescentes de escolas estaduais e municipais. Nesta edição, participaram do festival 25 escolas de 10 municípios potiguares.

Evento aconteceu no Teatro Lauro Monte Filho (Foto: Uern)

Evento aconteceu no Teatro Lauro Monte Filho (Foto: Uern)

“Foi nosso reencontro, sendo a primeira edição presencial pós-pandemia. As expectativas de público foram superadas. Conseguimos atrair mais de 4 mil pessoas, durante a semana, todas envolvidas com a educação e a arte. Isso é muito gratificante”, comentou o pró-reitor de extensão da Uern, Esdras Marchezan.

Após o anúncio dos vencedores desta edição, o festival não terminou ainda. “Teremos um circuito, indo às escolas premiadas para entregar os troféus e assistir novamente aos espetáculos premiados, mas desta vez com toda a comunidade escolar”, comentou Hallysson Dantas, coordenador geral do Festuern.

Criado em 2003, o festival é um programa interdisciplinar de extensão de teatro na escola, evidenciando a UERN como instituição de destaque na formação pedagógica por meio da arte.

“Feliz demais de ver crianças e adolescentes emocionados no palco do teatro, assim como professoras e professores que se dedicam tanto para que suas alunas e alunos possam chegar ao festival apresentando trabalhos de ótima qualidade. Obrigado a todos os parceiros e escolas e, principalmente, aos estudantes que acreditam neste projeto. Em 2023, faremos um Festuern ainda melhor”, disse a reitora da Uern, Cicília Maia.

Vencedores

Melhor figurino
Flavia Pimentel Ramos Duporto: Dodôra (Companhia Cênica Imaginar) – Escola de Artes Dodôra do Porto (Pendências-RN)

Melhor Trilha Sonora
Tiago Santana de Souza- Meu sertão pra que te quero (Cia Aqui tem Arte) – Escola Municipal Monsenhor Walfredo Gurgel (Alto do Rodrigues-RN)

Melhor ator coadjuvante
Jeremias Fonseca S. do Nascimento
Em busca da árvore do sonhar (Iniciart) – Escola Municipal Sebastião Ferreira (Pendências-RN)

Melhor maquiagem
Vitória Larissa de Oliveira Gonçalves
Sertão de Cores (Expressão da Gente) – Escola Estadual Pedro Alves de Medeiros (Pendências-RN)

Melhor cenografia
Talita da Silva Rocha
Vozes do sertão: terra seca, chão de poesia (Companhia Memória e Espaço Teatral Chico Elizel – Escola Municipal Francisco de Oliveira Melo (Alto do Rodrigues-RN)

Melhor ator
Nicollas Zanetti da Silva Bezerra
Em busca da árvore do sonhar (Iniciart) – Escola Municipal Sebastião Ferreira (Pendências-RN)

Melhor atriz coadjuvante
Ana Cristina
Retalhos na feira de poesia (Escola D’Arte- Ensino Profissional Professora Maria Rodrigues Gonçalves (Alto do Rodrigues-RN)

Melhor atriz
Mirela Silva- Conto do Porto: a busca pelo terço perdido (Portomanguense) – Escola Estadual Professora Josélia de Souza Silva (Porto do Mangue-RN)

Melhor direção
Francisco Bruno Silva Dantas
Conto do Porto: a busca pelo terço perdido (Portomanguense) – Escola Estadual Professora Josélia de Souza Silva (Porto do Mangue-RN)

Melhor espetáculo

1° LUGAR
Conto do Porto: a busca pelo terço perdido (Portomanguense) – Escola Estadual Professora Josélia de Souza Silva (Porto do Mangue-RN)

2° LUGAR
Em busca da árvore do sonhar (Iniciart) – Escola Municipal Sebastião Ferreira (Pendências-RN)

3° LUGAR
Meu sertão pra que te quero (Cia Aqui tem Arte) – Escola Municipal Monsenhor Walfredo Gurgel (Alto do Rodrigues- RN)

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Categoria(s): Cultura / Gerais
sábado - 22/10/2022 - 18:34h
Quarta-feira, 26

Câmara realiza solenidade em alusão ao Outubro Rosa

A Câmara Municipal de Mossoró vai realizar uma sessão solene em alusão ao Outubro Rosa. A solenidade será realizada na quarta-feira, 26 de outubro, às 9h da manhã no plenário da Câmara e é uma iniciativa do mandato da vereadora Larissa Rosado (PSDB).

Larissa Rosado fez proposição sobre sessão solene (Foto: Edilberto Barros)

Larissa Rosado fez proposição sobre sessão solene (Foto: Edilberto Barros)

O objetivo da sessão solene é divulgar a campanha Outubro Rosa, que ressalta a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama e câncer do colo do útero através de exames periódicos e autoexames.

Na ocasião, os vereadores terão a oportunidade de homenagear através de menção honrosa, profissionais, voluntários, pacientes e ex-pacientes que lutaram e lutam contra o câncer, pessoas que de alguma forma servem ou serviram como exemplo na luta contra a doença.

A sessão solene será transmitida ao vivo pela TV Câmara Mossoró, canal 23.2 TCM e pelo site www.mossoro.rn.leg.br .

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Categoria(s): Política / Saúde
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sábado - 22/10/2022 - 12:05h
229 vagas

Tribunal de Justiça realizará concurso público no RN

A edição do Diário da Justiça eletrônico (DJe) desta quinta-feira (20/10) traz a Resolução nº 68/2022 que autoriza a realização de concurso público para ingresso nas carreiras de Técnico Judiciário, Oficial de Justiça e Analista Judiciário do Poder Judiciário do Estado do Rio Grande do Norte.

TJRN amparou o Agravo de Instrumento do advogado da Porcellanati (Foto: Web)

TJRN ofertas vagas também com estabelecimento de um cadastro de reserva (Foto: Web)

Serão ofertadas 229 vagas, além de formação de cadastro de reserva. O prazo para a publicação do edital de abertura do concurso público será de 60 dias, contado a partir da publicação do normativo.

Para os cargos de nível superior, estão previstas vagas para as áreas de Direito, Tecnologia da Informação, Psicologia, Serviço Social, Pedagogia, Contabilidade/Ciências Atuariais/Economia, História/Museologia, Arquivologia e Biblioteconomia.

Vagas

De acordo com a Resolução, aprovada na Sessão Plenária da última quarta-feira (19), serão ofertadas 160 vagas de Técnico Judiciário e cadastro de reserva; 35 vagas de Analista Judiciário, (Área Apoio Especializado, Especialidade Tecnologia de Informação – Análise de Sistemas; e Tecnologia de Informação – Análise de Suporte), assim como cadastro de reserva; e 34 vagas de Analista Judiciário (apoio especializado) e cadastro de reserva.

Os cargos serão providos de acordo com a necessidade e conveniência do Poder Judiciário, respeitadas a distribuição regional de vagas e a respectiva reserva para pessoas com deficiência e negros.

Provas

Para vagas de Técnico Judiciário contará com prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, e prova discursiva, também de caráter eliminatório e classificatório. Para os cargos do Grupo de Nível Superior, será aplicada prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, e prova discursiva, de caráter eliminatório e classificatório, e/ou prova de títulos, de caráter classificatório.

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Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público
sábado - 22/10/2022 - 11:38h
Nomes e números

Veja como terminou 1º turno em 12 estados e como será eleição dia 30

Arte produzida pelo Diário do Poder

Arte produzida pelo Diário do Poder

Doze estados terão eleições dia 30, pleito do segundo turno.

São eles: Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

Os eleitores de 14 estados e do Distrito Federal resolveram a eleição para governador ainda no primeiro turno.

A gente mostra nesta postagem como terminou o primeiro turno, quem são os candidatos concorrentes e depois – ainda neste sábado (22) – apresentaremos como está a disputa agora a oito dias da contenda.

Alagoas

Paulo Dantas (União Brasil) – 708.984 votos (46,64%)

Rodrigo Cunha (MDB) – 407.220 votos (26,79%)

Amazonas

Wilson Lima (União Brasil) – 819.784 votos (42,82%)

Eduardo Braga (MDB) – 401.817 votos (20,99%)

Bahia

Jerônimo Rodrigues (PT) – 4.019.830 votos (49,45%)

ACM Neto (União Brasil) – 3.316.711 votos (40,80%)

Espírito Santo

Renato Casagrande (PSB) – 976.652 votos (46,94%)

Carlos Manato (PL) – 800.598 votos (38,48%)

Mato Grosso do Sul

Capitão Contar (PRTB) – 384.275 votos (26,71%)

Eduardo Riedel (PSDB) – 361.981 votos (25,16%)

Paraíba

João Azevedo (PSB) – 863.174 votos (36,95%)

Pedro Cunha Lima (PSDB) – 520.155 votos (23,90%)

Pernambuco

Marília Arraes (Solidariedade) – 1.175.651 votos (23,97%)

Raquel Lyra (PSDB) – 1.009.556 votos (20,58%)

Rio Grande do Sul

Onyx Lorenzoni (PL) – 2.382.026 votos (37,50%)

Eduardo Leite (PSDB) – 1.702.815 votos (26,81%)

Rondônia

Marcos Rocha (União Brasil) – 330.656 votos (38,88%)

Marcos Rogério (PL) – 315.035 votos (37,05%)

Santa Catarina

Jorginho Mello (PL) – 1.575.912 votos (36,81%)

Décio Lima (PT) – 710.859 votos (17,42%)

São Paulo

Tarcísio de Freitas (Republicanos) – 9.881.995 votos (42,32%)

Fernando Haddad (PT) – 8.337.139 votos (35,70%)

Sergipe

Rogério Carvalho (PT) – 338.796 votos (44,70%)

Fábio Mitidieri (PSD) – 294.936 votos (38,91%)

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Categoria(s): Eleições 2022 / Política
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