quarta-feira - 30/12/2020 - 11:06h
Quem diria, hein!?

Rosalba termina gestão como cópia fiel de “Silveirinha”

Prefeita não reeleita deixa trilha de problemas para sucessor, apesar do delírio da 'casa arrumada'

Meme da campanha de 2016, quando Rosalba se elegeu prefeita, está valendo agora (Reprodução BCS)

Despejando sobre o sucessor Allyson Bezerra (Solidariedade) uma trilha de problemas, como rombo previdenciário que poderá chegar aos R$ 180 milhões, atrasos ainda não dimensionados em pagamentos a fornecedores e prestadores de serviços, além de não pagamento de 13º e férias a parte dos servidores, a prefeita não reeleita Rosalba Ciarlini (PP) sairá da Prefeitura Municipal de Mossoró pela porta dos fundos.

É o mesmo atalho que utilizou quando deixou o governo estadual no final de 2014, com problemas muito semelhantes.

Com ela, vai embora um discurso personalista e delirante, carregado de inverdades, com a ideia de “casa arrumada”.

Na prática, deixa para atrás o maior passivo da história administrativa de Mossoró, que só mais adiante será possível sabermos exatamente o tamanho. São números que podem ultrapassar a casa dos 360 milhões, incluindo-se compromisso de pagamento de R$ 147 milhões de financiamento de obras com aposta prioritariamente eleitoreira (veja AQUI). Repete o que já tinha feito em outras gestões municipais e no Governo do RN, priorizando o continuísmo no poder, em vez de iniciativas em prol do bem-estar social.

Transição dificultada por má-fé

Até aqui, faltando um dia para deixar o Palácio da Resistência, Rosalba não permitiu (veja AQUI) que fossem entregues documentos imprescindíveis à transição de governo, para facilitar o início de administração do sucessor. Decisão baseada na má-fé. O rito adotado é do quanto pior, melhor.

O que se vê é desabastecimento nas unidades de saúde, concessões de férias e licenças de servidores desse setor (em plena pandemia e proximidade de endemias do período invernoso), aposentadoria cavilosa para auxiliar de confiança (veja AQUI), agilização em obras viárias para pagamentos a construtoras; aditivos, dispensas de licitações e novos contratos milionários para terceirizadas.

Registre-se também, a decisão de não editar decreto que regulamentasse o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), que vai impedir o novo governo de dispor de algo em torno de R$ 14 milhões logo em janeiro/2021. Também se esquivou de fazer reforma previdenciária, ignorou a necessidade de alterar o Plano Diretor do município e deixa uma máquina pública lerda, tecnicamente ultrapassada e azeitada para servir a poucos, em detrimento do cidadão.

Que situação irônica: Rosalba termina do jeito que sempre condenou e usou imagem do seu antecessor, a quem jocosamente sempre tratou por “Silveirinha” (ex-prefeito Francisco José Júnior). Ela é a sua reprodução mais atual e fiel, apesar de ter passado toda campanha eleitoral tentando impingir ao adversário, Allyson Bezerra, a pecha de ‘cópia’ do ex-governante.

Ao final do seu primeiro ano de governo (2017), essa página já descrevia essa semelhança entre os dois gestores (Leia: Rosalba copia Francisco José Júnior com gestão ‘xing ling’). Ao fim do mandato, tudo se confirma e amplia-se. Não faltam casos de empreguismo, nepotismo, denúncias de corrupção (incluindo visita da Polícia Federal – veja AQUI) e favorecimentos à corriola de aliados.

Quem diria, hein?!

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Categoria(s): Política

Comentários

  1. João Claudio diz:

    ‘Tadô’ na saída, foi?

  2. Raniele Costa diz:

    Carlos !
    Essa alcunha de chamar Francisco José de Silveira que parte da imprensa Mossoroense chama é pra denegri-lo ? geralmente quem é chamado por diminuitivo são pessoas de sua intimidade que assim o tratam .

  3. Lair Solano Vale diz:

    L A M E N T Á V E L em qualquer cidade.

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